
BRASÍLIA, 29 de maio de 2026 — O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que a nova fase da Operação Carbono Oculto reforça a urgência de ampliar a fiscalização do mercado financeiro. A operação foi deflagrada na manhã desta quinta (28). O ministro proferiu o despacho na tarde do mesmo dia.
Dino citou suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs). Ele cobrou o fortalecimento da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), do Banco Central (BC) e do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).
A União apresentou um plano emergencial para reestruturar a fiscalização da CVM.
O ministro determinou que as partes do processo se manifestem sobre a proposta do governo federal. O prazo é de até cinco dias úteis. Dino deliberará sobre o tema somente após a apresentação dos pareceres. Ele realizou audiências públicas sobre o caso ao longo deste mês.
Dino afirmou que a situação da CVM pode ter favorecido a facilidade das fraudes investigadas no Caso Master. A CVM encaminhou ao Ministério da Fazenda uma proposta com 22 medidas para um plano emergencial de reestruturação.
O pacote inclui ações para ampliar a capacidade operacional da autarquia. Entre as medidas estão a criação de forças-tarefa para reduzir o estoque de processos. O plano prevê reforço no quadro de pessoal e contratação temporária de servidores.
A proposta também prevê medidas para modernizar a infraestrutura tecnológica. Os investimentos incluem computação em nuvem, plataformas de dados e ferramentas de inteligência artificial. Essas ferramentas serão voltadas à supervisão e ao julgamento de processos. A autarquia sugere ampliar o alcance da fiscalização sobre o mercado.
O foco está na indústria de fundos de investimento e no combate a irregularidades.







