
MARANHÃO, 28 de outubro de 2026 — A Justiça Federal condenou empresas, dois empresários e um consultor a devolver R$ 1,48 milhão aos cofres públicos por irregularidades em um projeto industrial no Maranhão.
O Ministério Público Federal (MPF) entrou com a ação após identificar problemas no uso de recursos do Fundo de Investimentos da Amazônia (Finam), administrado pela antiga Sudam.
O dinheiro deveria financiar a construção de uma fábrica de sacos de ráfia da empresa Ráfia do Maranhão S/A. No entanto, auditorias encontraram documentos irregulares, indícios de desvio e pagamentos por obras não realizadas.
Segundo o MPF, os envolvidos simularam investimentos próprios e usaram documentos falsificados para conseguir a liberação do financiamento.
Uma das empresas contratadas já estava oficialmente extinta quando assinou o contrato. Além disso, seu representante confirmou que os serviços declarados não foram executados.
A investigação também apontou que, apesar da liberação de 35,4% dos recursos previstos, apenas 5,8% da obra havia sido concluída. Um laudo de engenharia identificou superfaturamento no projeto.
A condenação atingiu a Ráfia do Maranhão S/A, sua controladora Verde Negro Agropecuária S/A, dois empresários e o consultor responsável pelo projeto. O valor deverá ser corrigido pela taxa Selic desde a liberação dos recursos.
Quanto a dois servidores da Sudam, a Justiça reconheceu a prescrição do pedido de ressarcimento e a falta de provas de intenção de causar prejuízo. A decisão ainda admite recurso.










