
MARANHÃO, 08 de outubro de 2026 — A campanha de Lula (PT) chega ao segundo turno com menor mobilização entre aliados no Maranhão. Após o primeiro turno, lideranças derrotadas demonstraram desânimo, enquanto divisões no PT e no grupo governista dificultam uma atuação conjunta no estado.
O conflito começou ainda antes da eleição estadual. Felipe Camarão (PT) enfrentou resistência dentro do próprio partido e perdeu apoios durante a disputa pelo governo. Já o grupo do governador Carlos Brandão (MDB) lançou Orleans Brandão (MDB), ampliando a divisão entre aliados de Lula.
Entre os derrotados está Weverton Rocha (PDT), que recebeu mais de 1 milhão de votos, mas não conseguiu a reeleição ao Senado. Pessoas próximas ao senador afirmam que ele está desmotivado. Até agora, Weverton também não iniciou mobilização pelo petista no segundo turno.
Aliados de Carlos Brandão também demonstram pouco interesse na campanha. Parte do grupo atribui o descontentamento aos embates envolvendo o ministro do STF Flávio Dino. Além disso, lideranças reclamam da ausência de Lula no Maranhão durante a campanha do primeiro turno.
Nesta quarta (7), Camarão defendeu unir adversários em torno de Lula. Ele citou Eduardo Braide (PSD), Orleans e Carlos Brandão. O petista também propôs um “lulaço” na segunda (12), na Cidade Operária e Cidade Olímpica, em São Luís.
Braide, porém, afirmou após a eleição que não pretende declarar apoio e trabalhará com quem vencer em 25 de outubro. Orleans, que apoiou Lula no primeiro turno, não mencionou a disputa presidencial em vídeo divulgado nesta quarta.










