
BRASÍLIA, 05 de novembro de 2026 — Dezenas de servidores do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ficaram sem salário em outubro após uma decisão do presidente Márcio Pochmann.
Ele determinou o desconto, de uma só vez, dos dias de greve realizados em agosto e setembro. A medida atingiu diferentes estados, principalmente a Bahia, onde houve maior adesão à paralisação.
O sindicato tentou impedir os descontos e procurou os ministérios do Planejamento e da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos. Na semana anterior ao segundo turno das eleições, as pastas solicitaram a suspensão da cobrança. Entretanto, Pochmann manteve a decisão, apesar dos pedidos apresentados.
Além disso, o presidente do IBGE não atendeu a um ofício enviado pelo senador Paulo Paim (PT-RS), em agosto, nem aos pedidos da Presidência da República para retomar as negociações. Segundo o sindicato, Pochmann nunca recebeu a atual direção da entidade, eleita em outubro de 2025.
Os representantes dos trabalhadores criticam a postura e apontam isolamento político. Durante a semana decisiva das eleições, Pochmann estava na Ásia e retornou ao Brasil em 24 de outubro. O sindicato também questiona os descontos administrativa e judicialmente, alegando que a cobrança deveria ocorrer somente após um acordo.
Em nota, o IBGE afirmou que possui autonomia institucional e seguiu orientações do Ministério da Gestão, previstas na Instrução Normativa nº 49. O instituto também informou que comunicou ao sindicato a intenção de iniciar negociações após o período de defeso eleitoral.
Com informações de O Globo.com.










