
SÃO PAULO, 13 de julho de 2026 — O Ministério Público Federal (MPF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) vão analisar uma compra de R$ 7,5 milhões feita pelo Ministério da Fazenda. O pedido partiu do deputado estadual Guto Zacarias (União Brasil-SP). Ele quer saber se houve estudos técnicos que justificassem os gastos.
A compra inclui 550 computadores de mesa, 300 notebooks e 700 cadeiras de escritório.
Os computadores custaram R$ 3,756 milhões (R$ 6.830 cada). As cadeiras somaram R$ 938 mil (R$ 1.340 por unidade). Já os notebooks saíram por R$ 2,844 milhões (R$ 9.480 cada). Os pagamentos das cadeiras e dos computadores já foram feitos. Os notebooks ainda não foram entregues.
O deputado apresentou uma representação à Procuradoria da República no Distrito Federal. Ele questiona a compra porque parte dos servidores da Secretaria do Tesouro Nacional trabalha de forma remota ou híbrida. Por isso, ele pede que os órgãos verifiquem se a aquisição era realmente necessária.
O MPF registrou o pedido como notícia de fato. O caso será enviado a um procurador em Brasília. Na CGU, uma denúncia anônima também questiona a falta de estudo técnico preliminar para embasar as compras.
O Ministério da Fazenda se defendeu em nota. A pasta explicou que as aquisições não foram feitas com base no espaço físico do órgão. Elas atenderam às necessidades operacionais da Secretaria do Tesouro Nacional.
Os servidores usam sistemas críticos para a administração federal. Por isso, mesmo no trabalho remoto, eles precisam de equipamentos gerenciados pelo governo.
Sobre as cadeiras, o ministério disse que o trabalho híbrido não permite prever quantos funcionários estarão no local a cada dia. Além disso, alegou que parte do mobiliário já ultrapassou a vida útil de dez anos.







