
SÃO LUÍS, 09 de julho de 2026 — A Polícia Federal (PF) realizou uma nova operação contra o ex-deputado Chiquinho Brazão nesta quinta (9). Ele já foi cassado e condenado pelo assassinato da vereadora Marielle Franco. A ação, chamada de Operação Emendatio, investiga o desvio de verbas de emendas parlamentares.
Cerca de 60 agentes da PF cumpriram dois mandados de prisão preventiva e 21 de busca e apreensão. Todos os alvos estavam na cidade do Rio de Janeiro. Entre os presos estão Raphael da Silva Gonçalves, ex-assessor do irmão de Chiquinho, Domingos Brazão, e Robson Calixto Fonseca. Domingos e Robson também foram condenados no caso Marielle.
Os mandados foram expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Essa corte investiga crimes cometidos por autoridades com foro especial, como deputados federais. Por isso, o STF continua com o processo mesmo depois que Chiquinho perdeu o cargo. Ele foi cassado pela Câmara dos Deputados em abril de 2025.
Além das prisões e buscas, o STF autorizou o bloqueio de bens no valor de R$ 100 milhões. De acordo com a investigação, recursos de emendas federais eram enviados a organizações da sociedade civil (OSCs) no Rio de Janeiro. Essas entidades mantinham contratos com órgãos da administração pública federal.
Parte do dinheiro, então, era desviada por meio de pagamentos irregulares. Os investigadores descobriram que os suspeitos usavam empresas de fachada e laranjas. Essa prática serve para esconder os verdadeiros donos do negócio e os beneficiários do dinheiro público.







