Família aguarda mais de 8h por remoção de corpo em São Luís

A família de Cid Vaguer Lopes dos Reis, de 69 anos, vive uma situação de angústia na manhã desta segunda (23), em São Luís. O idoso faleceu após cair do telhado de sua residência, localizada na Rua Gonçalves Dias, 96, no bairro Caratatiua, por volta das 8h. Até as 16h, o Instituto Médico Legal (IML) ainda não havia realizado a remoção do corpo, totalizando mais de oito horas de espera. Segundo informações divulgadas pelo blog do Isaías Rocha, a demora na remoção do corpo prolongou o sofrimento dos familiares. O órgão técnico-científico responsável pela perícia e remoção de corpos ainda não compareceu ao local para realizar o procedimento necessário. A situação gerou revolta entre os parentes da vítima. Além da espera pela remoção do corpo, a família enfrenta outro problema relacionado ao funeral do idoso. A Prefeitura de São Luís, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social (SEMCAS), negou o fornecimento de um caixão para o sepultamento.
Edson Araújo deve depor na CPMI do INSS nesta quinta (26)

BRASÍLIA, 24 de fevereiro de 2026 – A CPMI do INSS confirmou, na reunião de segunda (23), que o deputado estadual maranhense Edson Araújo será ouvido na comissão na quinta (26). A convocação ocorre após o adiamento do depoimento anterior, que estava previsto para 9 de fevereiro, quando o parlamentar alegou estar recém-operado. Inicialmente, Edson Araújo não compareceu à CPMI do INSS por motivo de doença, segundo justificativa apresentada à comissão. Dessa forma, a nova data foi definida após confirmação do presidente da comissão, senador Carlos Viana, ao vice-presidente Duarte Júnior, que solicitou o avanço da oitiva. Durante a reunião, a CPMI do INSS destacou a importância de ouvir o parlamentar para dar continuidade às investigações. Conforme a comissão, a oitiva busca esclarecer fatos relacionados à movimentação financeira identificada após a quebra de sigilo bancário autorizada no curso das apurações.
Orleans destaca investimentos no combate à fome no Maranhão

MARANHÃO, 20 de fevereiro de 2026 – O secretário de Assuntos Municipalistas, Orleans Brandão, participou da inauguração de duas novas unidades de Restaurantes Populares nos municípios de Igarapé do Meio e Porto Rico, que ampliaram a rede estadual de 94 para 213 unidades em três anos. Ao lado do governador Carlos Brandão, do secretário de Desenvolvimento Social, Paulo Casé, da prefeita Aldenira Silva e do ex-prefeito Almeida Sousa, Orleans esteve presente na abertura do 212º restaurante. A rede maranhense é considerada a maior do Brasil no segmento de segurança alimentar. Durante a inauguração em Igarapé do Meio, Orleans Brandão afirmou que nunca se fez tanto em tão pouco tempo no estado, referindo-se às obras e ações realizadas pelo governo em todos os municípios. Ele destacou os investimentos na redução da pobreza extrema e no combate à fome como prioridades da gestão estadual. “Em apenas três anos, aumentamos de 94 para 212 o número de restaurantes populares, equipamento importantíssimo que oferece comida de qualidade a preços simbólicos, servindo mil refeições em cada unidade todos os dias”, declarou. O secretário também citou dados da Fundação Getúlio Vargas e do IBGE que apontam a saída de mais de 1 milhão de pessoas da pobreza extrema em dois anos de governo. “E os resultados positivos já começam a aparecer. A Fundação Getúlio Vargas e o IBGE mostraram que em dois anos de governo mais de 1 milhão de pessoas saíram da pobreza extrema. Mas faltava resgatar 500 mil pessoas, por isso desenvolvemos o Maranhão Livre da Fome, o maior programa social da história do nosso estado”, afirmou Orleans.
Estreito entra em operação sobre núcleo político de facção

ESTREITO, 20 de fevereiro de 2026 – Uma operação da Polícia Civil do Amazonas que investiga um suposto núcleo político ligado ao Comando Vermelho teve desdobramentos em Estreito, no Maranhão, na manhã desta sexta (20), com cumprimento de mandados judiciais. A investigação apura ramificações da facção que buscariam acesso a estruturas dos três poderes para favorecer atividades relacionadas ao tráfico de drogas. Ao todo, 14 pessoas foram presas, sendo a maioria no Amazonas, com diligências também realizadas em outros estados, incluindo o Maranhão. Segundo os investigadores, a presença de alvos em Estreito reforça o caráter interestadual do esquema e indica uso de cidades fora do Amazonas como apoio financeiro e logístico. As apurações indicam que o grupo teria movimentado cerca de R$ 70 milhões desde 2018, com média anual aproximada de R$ 9 milhões. Parte dos valores, conforme a polícia, circulava por meio de empresas de fachada nos setores de transporte e logística. De acordo com a investigação, essas empresas seriam utilizadas para viabilizar a compra de drogas na Colômbia e o envio até Manaus. A partir da capital amazonense, os entorpecentes seriam redistribuídos para outros estados por rotas fluviais e terrestres, conforme relatórios de inteligência financeira. Além disso, movimentações bancárias consideradas incompatíveis com a renda declarada dos investigados foram identificadas durante o acompanhamento financeiro. ALVOS, CONEXÕES E MEDIDAS JUDICIAIS Entre os investigados estão servidores públicos, ex-assessores parlamentares, agentes de segurança e outros suspeitos apontados por participação financeira ou logística. Um dos nomes citados é Anabela Cardoso Freitas, integrante da Comissão de Licitação da Prefeitura de Manaus e ex-chefe de gabinete do prefeito David Almeida, que não é investigado. Também figuram entre os alvos um servidor do Tribunal de Justiça do Amazonas, ex-assessores ligados à Assembleia Legislativa do Amazonas e um policial militar. As ordens judiciais autorizaram 23 mandados de prisão preventiva, 24 de busca e apreensão, além de bloqueio de contas, sequestro de bens e quebra de sigilo bancário. Os mandados foram cumpridos em Estreito, além de cidades do Pará, Minas Gerais, Ceará, Piauí e no Amazonas. Para os investigadores, a atuação em diferentes estados indica organização estruturada, com divisão entre núcleos financeiro, logístico e operacional para escoamento de drogas e movimentação de recursos.
Braide pede que o TJMA libere R$ 22 milhões para o Carnaval

SÃO LUÍS, 13 de fevereiro de 2026 – A Prefeitura de São Luís, por meio da Procuradoria do Município, protocolou nesta quinta (12), pedido ao Tribunal de Justiça do Maranhão para autorização excepcional de crédito suplementar destinado ao Carnaval 2026, no valor de R$ 22.260.065,50. A solicitação integra o Agravo de Instrumento nº 0804264-66.2026.8.10.0000 e tramita na Primeira Câmara de Direito Público. Antes disso, a gestão Eduardo Braide já havia obtido liberações judiciais para áreas como educação e saúde. Agora, o Executivo solicita que o desembargador Jorge Rachid autorize novo decreto específico para custear o Carnaval 2026, cuja demanda não foi incluída no primeiro pedido encaminhado ao TJMA. O novo requerimento ocorre em meio ao impasse entre o Executivo municipal e a Câmara de São Luís sobre a votação da Lei Orçamentária Anual de 2026. Nesse contexto, o Município argumenta que o regime de duodécimos impede o custeio integral do Carnaval 2026 sem a abertura de crédito suplementar excepcional. Segundo a petição, a Secretaria Municipal de Planejamento formalizou a necessidade por meio do Ofício nº 100/2026-SEPLAN. O documento aponta urgência na suplementação para viabilizar contratos, empenhos e demais despesas relacionadas à organização do Carnaval 2026, considerado evento do calendário oficial da capital.
Falhas elétricas causam maioria dos incêndios residenciais

MARANHÃO, 23 de janeiro de 2026 – Problemas nas instalações elétricas causaram 63% dos incêndios em residências no Maranhão no ano passado. O Corpo de Bombeiros Militar do estado revelou esse dado em um levantamento baseado em suas ocorrências. Entre os equipamentos mais envolvidos nesses sinistros de origem elétrica estão os aparelhos de ar-condicionado. A interligação inadequada dos aparelhos à rede é apontada como um dos principais fatores para os acidentes. A análise técnica de 19 laudos periciais mostrou que 12 tinham como causa principal falhas elétricas. O tenente-coronel Wellington Reis, comandante da Diretoria de Atividades Técnicas, explicou a razão.
Flávio Dino concede direito ao silêncio a investigado por CPMI do INSS

BRASÍLIA, 9 de outubro de 2025 – O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu parcialmente uma medida cautelar em favor de M.B.S.F., presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (SINDNAPI). O paciente havia sido convocado para prestar depoimento perante a CPMI do INSS no dia 9 de outubro de 2025, em Brasília, sendo o ato questionado pela defesa como constrangimento ilegal. A decisão do Ministro Flávio Dino, relator do Habeas Corpus 262.914, garante que o convocado não seja obrigado a produzir prova contra si próprio. A defesa do paciente alegou que M.B.S.F. figura como investigado de fato, considerando que o SINDNAPI é uma entidade citada em relatórios da Controladoria-Geral da União (CGU) e em apurações da Polícia Federal. Além disso, o conteúdo de requerimentos parlamentares e reportagens o apontam como envolvido em possíveis irregularidades no âmbito da “Operação Sem Desconto”. A defesa alegou que a convocação, formalmente como testemunha, estaria sendo usada como retaliação após sua recusa anterior em comparecer à Comissão. ENTENDIMENTO DO RELATOR MINISTRO FLÁVIO DINO Apesar de não haver nos autos comprovação de que o paciente figure como formalmente investigado em inquérito policial instaurado no STF, o Ministro Flávio Dino avaliou a plausibilidade da pretensão defensiva. Visto que os requerimentos e atos parlamentares sugerem a imputação de conduta potencialmente ilícita ao convocado, há indícios de que o depoimento possa expô-lo à produção forçada de prova contra si. CONDIÇÕES ASSEGURADAS NA OITIVA PELA CPMI DO INSS Portanto, a decisão do Ministro Flávio Dino defere a liminar para assegurar a M.B.S.F., em sua inquirição perante a CPMI do INSS: a) o direito ao silêncio, ou seja, de não responder, querendo, a perguntas a ele dirigidas; b) o direito à assistência plena por advogado durante o ato; e c) o direito de não sofrer constrangimentos físicos ou morais decorrentes do exercício dos direitos anteriores. O comparecimento obrigatório, contudo, foi preservado pelo STF, sob pena de ineficácia prática do próprio instituto das Comissões Parlamentares de Inquérito.
Por que Rodrigo Lago mantém um agressor condenado em cargo público?

SÃO LUÍS, 4 de outubro de 2025 – A política, dizem, é o teatro das hipocrisias, mas o roteiro do deputado Rodrigo Lago (PCdoB) cruzou a linha do escárnio: o parlamentar, que se veste de paladino na tribuna, sustenta em seu gabinete um assessor condenado duas vezes por crimes de violência contra a mulher e descumprimento de medida protetiva. É a foto brutal da dupla moral que assombra a Assembleia Legislativa, onde a retórica inflamada morre à porta dos gabinetes, revelando que a defesa dos direitos femininos, para alguns, é apenas uma estratégia de palco. O servidor Raimundo Nonato Ribeiro Neto foi sentenciado por crimes de violência contra a mulher e por descumprimento de medida protetiva. Incontestavelmente, a situação põe em cheque não apenas a ética do gabinete, mas a própria seriedade do discurso oposicionista que ele encarna. Os dados são inegáveis e estão registrados no Diário da Assembleia. Ocupando a função de secretário executivo, a permanência de Raimundo Nonato foi mantida pelo deputado, mesmo após o registro da condenação em segundo grau pela 3ª Vara Especial de Violência Doméstica e Familiar. Portanto, o fato central aqui não é a nomeação original, mas sim a opção consciente de mantê-lo em posição comissionada, remunerado com dinheiro público, após a Justiça ter se pronunciado de forma definitiva. Com efeito, essa decisão opera em total dissonância com a bandeira levantada por Lago. TENSÃO ENTRE O DISCURSO E A PRÁTICA A ficha criminal do servidor, com suas decisões transitadas em julgado, atesta que não se trata de um mero litígio, mas sim de crimes solidificados pelo veredito judicial. Nesse sentido, manter o condenado na folha de pagamento do Legislativo é percebido como um endosso tácito que minam a autoridade moral do deputado. A pergunta que se impõe, e que ressoa nos corredores da Casa, é esta: como pode um político que se posiciona como ferrenho combatente da violência contra a mulher, em seus atos práticos, decidir proteger um agressor já sentenciado? A denúncia, por outro lado, sugere um delicado exercício de pragmatismo político que supera o imperativo ético. Na luz das câmeras, Rodrigo Lago é o defensor de causas nobres; fora delas, o silêncio sobre a ficha do seu assessor revela uma tolerância conveniente. Além disso, o escândalo força o parlamentar a escolher entre o risco de manter a acusação de hipocrisia ou o custo político da exoneração imediata, que representaria uma admissão de erro. OS DESAFIOS INSTITUCIONAIS DA LIDERANÇA Ademais, a polêmica atinge o coração da instituição, desafiando a própria Procuradoria da Mulher da Assembleia Legislativa. A presença de um condenado por violência contra a mulher em cargo comissionado confronta diretamente os valores de proteção que o Parlamento deveria simbolizar. A controvérsia coloca agora a primeira mulher a presidir a Assembleia, deputada Iracema Vale (PSB), diante de um dilema institucional que transcende a política partidária. A permanência do assessor afeta diretamente a credibilidade ética da Casa perante o eleitorado feminino. Em resumo, no vazio ensurdecedor da ausência de explicações do parlamentar, reside a implícita admissão de que, para alguns, a coerência discursiva pode ser uma variável negociável em detrimento de outros cálculos políticos.