
BRASIL, 15 de outubro de 2026 — O Brasil deve crescer 2,2% em 2026 e 1,9% em 2027, ficando atrás de economias emergentes, segundo o FMI. A produção global deve aumentar 3,1% e 3,4% nesses anos, com destaque para a Índia, que lidera com 7%.
A economia brasileira enfrenta desafios devido a condições monetárias restritivas, redução de estímulo fiscal e incerteza global. Juros altos dificultam investimentos, limitando o crescimento. Na América Latina, apenas o México apresenta desempenho semelhante ao do Brasil.
Com crescimento estimado em 2,2% em 2026 e 1,9% em 2027, o Brasil continua avançando na rabeira do mundo e muito atrás das economias emergentes e em desenvolvimento, pelas contas do Fundo Monetário Internacional (FMI).
Segundo a instituição, a produção global deve aumentar 3,1% neste ano e 3,4%. O mundo emergente e em desenvolvimento deve avançar 3,7% e 4,4% nesses dois anos. Na América Latina e no Caribe, a sequência deve ser de 2,3% e 2,5%.
O Brasil será superado tanto por países do mundo pobre quanto do mundo rico, de acordo com as projeções do fundo. A produção dos Estados Unidos aumentará 2,3% em cada um desses anos, segundo a estimativa.
Para os países emergentes e em desenvolvimento, as expectativas são de 3,7% em 2026 e 4,4% em 2027. A Índia manterá a liderança global, com taxa de 7% em cada um dos dois períodos. O desempenho chinês ficará em 4,5% e 4%, ainda bem superior à média global.
O desempenho brasileiro refletirá, de acordo com a análise apresentada, as condições monetárias “ainda restritivas”, a redução do estímulo fiscal e a incerteza global.
Não há referência, no texto do FMI, à tensão entre a Presidência da República e a direção do Banco Central (BC), nem à resistência do chefe do governo ao esforço de austeridade proposto, cautelosamente, pela área financeira do Executivo.
Na América Latina, só uma grande economia, a mexicana, tem seguido aos tropeços como a brasileira. Pelos cálculos do fundo, o crescimento mexicano deve passar de 1,5% neste ano para 1,8% em 2027.
A expansão da economia brasileira continua limitada, como tem sido há anos, pelo escasso investimento em meios de produção. As explicações são encontráveis na política econômica de curto alcance, nos juros predominantemente elevados e na insegurança quanto às perspectivas da economia nacional.
Juros altos, um remédio usado normalmente pelo BC para prevenir ou frear a inflação, dificultam e desestimulam o investimento privado em bens necessários à expansão da capacidade produtiva e à aceleração do crescimento.










