
BRASIL, 03 de setembro de 2026 — O Brasil registrou um recorde de empresas em recuperação judicial no primeiro semestre de 2026. A consultoria RGF Bizdoc fez o levantamento. O país fechou junho com 7.980 CNPJs nessa situação. Esse número representa alta de 8% em relação a dezembro de 2025. Em 12 meses, o aumento foi de 21,2%.
O comércio lidera a lista com 1.649 casos. A agropecuária, porém, teve o maior crescimento. O setor registrou 1.263 empresas, alta de 66% em um ano. A indústria de transformação aparece na sequência, com 1.455 companhias.
Especialistas apontam três fatores principais para esse avanço. O primeiro é o custo elevado do crédito. O segundo são as dificuldades de gestão. O terceiro são mudanças na legislação. As novas regras facilitaram o acesso de empresas menores à recuperação judicial.
As microempresas tiveram crescimento ainda mais forte. O estoque chegou a 1.575 companhias. Isso representa alta de 52% em um ano. O índice é mais que o dobro da média geral. Entre as pequenas empresas, eram 1.246 CNPJs. O avanço foi de 30%.
O crédito para empresas ficou mais caro e mais restrito. A taxa média dos empréstimos subiu de 23,5% ao ano em dezembro para 25,4% em julho. A inadimplência empresarial também cresceu. Saiu de 3,5% e foi para 4,2%.
A atividade econômica perdeu ritmo. O PIB cresceu 1,9% no primeiro semestre. No mesmo período de 2025, o crescimento tinha sido de 2,7%. Portanto, a economia desacelerou.
O desequilíbrio fiscal mantém os juros elevados. Isso encarece o financiamento das empresas. A expectativa é que o número de recuperações judiciais aumente ainda mais no segundo semestre.
Os negócios de pequeno porte devem ser os mais afetados.







