Irã enforca jornalista que divulgou protestos contra governo

O jornalista Ruhollah Zam foi enforcado na manhã deste sábado (12) sob a acusação de “corrupção na Terra”. A ação aconteceu após Zam ajudar a inspirar protestos no país em 2017. A notícia foi dada pela televisão estatal iraniana e as agências de notícias IRNA e Nour afirmaram. O jornalista também foi acusado de “participar da destruição de propriedade, interferir no sistema econômico do país, trabalhar com o governo dos Estados Unidos, espionar para a inteligência francesa e espionar para o serviço de inteligência de um país da região”. Zam ficou famosos em 2017 ao divulgar os horários dos protestos e dados sobre autoridades. Seu feed de notícias Amad News tinha mais de 1 milhão de seguidores.
Flávio Dino é o governador que mais gastou com propaganda na história do MA

Eleito com discurso de “mudança” e de priorizar “o povo”, o governador Flávio Dino (PCdoB) quase que dobrou os recursos públicos gastos com propaganda desde 2015. Vale ressaltar que o orçamento de 2015 foi aprovado no último ano do governo de Roseana Sarney (MDB). No último ano de Roseana Sarney, frequentemente acusada de usar as verbas de propaganda para benefício próprio, foram destinados à Secretaria de Estado da Comunicação Social em 2015 pouco mais de R$ 49 milhões de reais para a propaganda. Em 2021, por influência direta de Flávio Dino, a Secretaria de Estado da Comunicação Social e Assuntos Políticos terá o maior orçamento da história para a pasta, cerca de R$ 90 milhões de reais. Um aumento de quase 85% em relação ao gasto. Vale ressaltar que semanas atrás o governador foi apontado como mentor de um suposto esquema de corrupção que comprou milhares de assinaturas de uma revista que estampou Dino várias vezes na capa.
Polícia do Maranhão de Flávio Dino usa viatura roubada para combater crime

A desmoralização da Polícia Militar do Maranhão, noticiada neste blog, atingiu níveis indiscutíveis. Nesta quarta (9) foi denunciado o suposto uso de viatura clonada (quando a identidade do veículo é roubada) estava sendo usada pela Polícia Militar do Maranhão no município de Timon. O episódio marca o momento mais baixo da corporação em sua história. Documentos expostos por um morador de Teresina identificado como Luciano do Vale Oliveira revelam que uma S10, de placas OUD3158, foi clonada e estava sendo usada pela Polícia Militar do Maranhão. No último dia 06 de setembro Luciano registrou o Boletim de Ocorrência nº 100208.03908/2020-45 na Delegacia de Polícia Interestadual (POLINTER) de Teresina (PI). Ele alegou que estava recebendo injustamente multa aplicada na cidade de Balsas (MA). No Auto de Vistoria/Clonagem, realizado na S10 em 08 de outubro, a Polinter declarou que não foram encontrados vestígios de adulteração na numeração do chassi e do motor da camionete, ou seja, o veículo de propriedade de Luciano Oliveira se encontra dentro da lei. Contudo, para surpresa de todos as imagens das multas recebidas trazem fotos de uma das viaturas da Polícia Militar do 4º BPM de Balsas, no Sul do Maranhão. É o processo de desmoralização da Polícia Militar sendo tocado à todo vapor pelo governo. O blog entrou em contato com a Secretaria de Segurança por meio de sua assessoria com a esperança de que o caso se trate de um mal-entendido. Até a edição da notícia não obteve resposta.
PF deflagra operação contra deputado maranhense

A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira, 9, a Operação Descalabro, que apura suposto esquema criminoso no Maranhão voltado ao desvio de recursos públicos, da área da saúde, por meio do direcionamento de licitações. Extraoficialmente a informação é a de que o alvo dos mandados é o deputado federal Josimar de Maranhãozinho. Estima-se que a fraude pode ter gerado prejuízo de R$ 15 milhões aos cofres públicos. Segundo apurado pela Polícia Federal, o deputado destinou emendas parlamentares, no montante R$ 15 milhões, para os municípios do interior do Estado do Maranhão, seu reduto eleitoral. Os Fundos Municipais de Saúde, ao receberam os recursos, firmaram contratos fictícios com empresas “de fachada”, pertencentes ao deputado, que estão em nome de interpostas pessoas, desviando, assim, o dinheiro público. Posteriormente essas empresas efetuaram saques em espécie e o dinheiro era entregue ao Deputado, no seu escritório regional parlamentar em São Luís. Em uma investigação iniciada pela Polícia Federal, quatro meses atrás, conseguiu-se não apenas constatar os desvios, como também acompanhar os saques e realizar o registro de áudio e vídeo da distribuição dos valores no escritório regional do parlamentar. O deputado acusado divulgou noyta: NOTA DE ESCLARECIMENTO Acerca de matérias jornalísticas publicadas na imprensa maranhense, tratando de operação deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta quarta-feira (09), cujo alvo foi o deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL), em respeito à sociedade maranhense, a assessoria de comunicação do parlamentar faz este comunicado com base nos esclarecimentos abaixo narrados, para que se restabeleça a verdade dos fatos, equivocadamente divulgados em blogs, portais e emissoras de rádio e tv: 1 – O deputado federal Josimar Maranhãozinho foi tomado de surpresa em relação à operação realizada pela Polícia Federal nesta quarta-feira (09). O parlamentar está tranquilo e se coloca inteiramente à disposição da Justiça para elucidar qualquer fato que seja necessário; 2 – Como não tem nada a temer, Maranhãozinho reafirma, como sempre, seu total apoio à apuração dos fatos, desde que respeitados o devido processo legal e o amplo direito de defesa; 3 – Lembra ainda que, como deputado federal destinou mais de R$ 15 milhões aos municípios maranhenses, mas os recursos foram distribuídos e aplicados de forma legal prova disso, por exemplo, que o relator do inquérito na Justiça Federal não teria encontrado nenhum indício que pudesse autorizar prisão de algum dos investigados; 4 – O deputado estranha que a operação tenha surgido justamente, pouco tempo depois de reafirmar sua candidatura ao governo em 2022 e, coincidentemente, a uma semana após ser alvo de uma série de ataques dos adversários onde alguns, inclusive, chegaram a usar as redes sociais para comemorar ação de hoje, enquanto outros usaram seus assessores para anunciar em blogs, antecipadamente, que ele seria alvo da PF; 5 – Sobre o dinheiro encontrado em sua casa e escritório, esclarece que não existe nenhuma irregularidade já que o montante sequer ultrapassa o teto, informado à Receita, por meio da Declaração do Imposto 2020. Além disso, cabe informar ainda que o montante em especie que foi encontrado em seu poder são oriundos de sua atividade pecuária e empresarial, fatos que serão comprovados posteriormente; 6 – Por fim, para comprovar a veracidade dos fatos, anexamos cópias dos IR 2020 e do relatório de convênios assinados com recursos de emendas. Reitera que a sociedade maranhense pode continuar confiando na sua conduta, na certeza de que uma apuração isenta e justa resultará no pleno esclarecimento das denúncias. Além disso, o deputado reafirma que não irão lhe intimidar quanto ao seu desejo de concorrer na disputa majoritária de daqui a dois anos.
Militante petista enfrenta Flávio Dino e agrava decadência política do governador

O petista Paulo Romão afirmou em uma reunião de líderes sua intenção de ser candidato a senador em 2022. Romão conta com o apoio da legenda para a disputa. A candidatura reforça o processo de decadência da base de apoio e da autoridade do governador Flávio Dino. Tida como possibilidade “reserva” e “moeda de barganha” do governador, a vaga para o Senado em 2022 pode ir para o ralo com a ação do petista por várias. O movimento coloca o PT em rota de colisão com o governador. Próximo do PDT de Weverton Rocha, o partido pode acabar sendo prestigiado pelo senador para estancar o processo de enfraquecimento no governo de Flávio Dino. A ousadia de uma figura diminuta como Paulo Romão pode despertar o desejo de políticos de verdade. Se um simples militante do PT pode desafiar Flávio Dino pela vaga no Senado, por que um deputado estadual ou federal não poderia? E caso o governador, na tentativa de frear a rebelião petista, contemple o partido com mais espaços no governo? Isso poderia passar a impressão de fraqueza e desencadear um efeito manada de enfretamento em busca de mais espaços. Em todos os cenários a atitude do PT em “lançar Paulo Romão” ao Senado reforça a decadência política de Flávio Dino. Poucos anos atrás seria impensável que o todo poderoso governador fosse desafiado até por um simples militante de partido.
Pressão popular barra mudança da Constituição pelo STF

BRASÍLIA – Após um fim de semana de péssima repercussão com a possibilidade de aprovação da reeleição de integrantes das mesas diretoras da Câmara e do Senado, o Supremo Tribunal Federal (STF) barrou a possibilidade de mudança na Constituição. Dessa forma, os presidentes Rodrigo Maia (DEM-RJ) e Davi Alcolumbre (DEM-AP) não poderão disputar os cargos novamente. O placar foi revertido ainda no fim de semana, com os últimos votos do julgamento do plenário virtual, que havia começado na sexta-feira (4). O resultado final do julgamento ficou em 6 a 5 contra a reeleição de Alcolumbre e de 7 a 4 no caso da reeleição de Maia. Na noite do domingo (6), votaram contra a reeleição os ministros Luís Roberto Barroso, Edson Fachin e o presidente do STF, Luiz Fux. No sábado (5), a ministra Rosa Weber havia votado do mesmo modo. Na sexta, dois ministros tinham contra a reeleição: Marco Aurélio Mello e Cármen Lúcia. Mas, até então, o resultado era favorável à reeleição. Os ministros Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski, Alexandre de Moraes haviam acompanhado o voto do ministro Gilmar Mendes, que foi a favor de liberar a reeleição tanto de Maia quanto de Alcolumbre. Já o ministro Kassio Nunes Marques, primeiro indicado do presidente Jair Bolsonaro ao STF, tinha votado pela legalidade da reeleição nas mesas diretoras, mas limitou o benefício a Davi Alcolumbre. Para o ministro, como Maia já foi reeleito uma vez, ele não teria direito a uma nova recondução ao cargo. O caso em julgamento é a uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) impetrada pelo PTB que tentava vetar a recondução de Maia ao cargo – que acabou por abranger também o presidente do Senado.