Talvez prefeito de Ribamar vire herói depois que for assassinado. E olhe lá!

A operação contra agiotagem deflagrada nesta quinta (3) foi iniciada após o prefeito de São José de Ribamar, Eudes Sampaio, afirmar que fora ameaçado de morte. A informação foi dada pelo delegado Renato Madsen, superintendente da Polícia Federal no Maranhão. A repercussão absurda do ato de coragem de Eudes Sampaio diz muito sobre os tempos sombrios do Maranhão. O delegado afirmou que foi o próprio prefeito, em um ato de extrema coragem e bravura, procurou a PF para denunciar que estava sendo ameaçado de morte pelos criminosos. Daí a razão da criação da operação Ágio Final. Pois bem, há pessoas que estão querendo culpar e criminalizar o prefeito pela denúncia. Se fosse um estupro, seria como culpar a vítima pelos atos dos estupradores. Vereadores da cidade chegaram a ter a audácia de, a invés de cobrar a prisão dos agiotas, pedir o afastamento do prefeito. Levantando suspeitas e tentando fazer oposição com base em uma operação que nasceu de uma denúncia do próprio. É o expediente dos canalhas! Encurralados por uma situação que requer apoio irrestrito a adversários, acusam estes adversários de não serem santos. Portanto, indignos de apoio. O fato de Eudes Sampaio ser um prefeito que não foi reeleito não o torna passível de ser ameaçado de morte e muito menos minimiza suas tentativas de impedir ladrões de colocarem as garras no dinheiro da população. E toda essa insanidade acontece mesmo quando Renato Madsen deixou claro que os criminosos exigiam o repasse de 20% a 30% de recursos do Ministério da Saúde que tinham sido transferidos para uma das contas da Prefeitura. O valor dos repasses era de aproximadamente R$ 5 milhões. “A partir de agora começa uma nova etapa da investigação para saber quais os demais envolvidos nessa trama”, disse o superintendente da Polícia Federal do Maranhão. A CORAGEM DESPREZADA Antes de mais nada, suposições sobre caráter de Sampaio são argumentos indignos de qualquer atenção. A generalização de uma tentativa de extorsão e ameaça de morte só interessa aos criminosos. Toda e qualquer pessoa que levantar suspeitas sobre Eudes Sampaio está agindo, mesmo que inconscientemente, de ladrões, chantagistas e assassinos. Eudes Sampaio cometeu o maior ato de coragem de um prefeito do Maranhão nas últimas décadas. Mesmo sabedor que dificilmente iria reeleger-se, negou aos criminosos a chave dos cofres públicos. Arriscou a própria vida duas vezes: ao negar o esquema e ao denunciar o esquema. Não é de hoje que agiotas extorquem prefeitos pelo interior do estado e condenam milhões de maranhenses. Se há um grupo responsável pela miséria em nosso estado, são os agiotas que parasitam as prefeituras do interior do estado com, no mínimo desprezo, para não falar em anuência, das autoridades. O ato de Eudes Sampaio (PTB) foi heróico e deveria servir de inspiração para todos os que pretendem mudar verdadeiramente o Maranhão. Como ele não é filiado ao Psol e não costuma lacrar nas redes sociais com pautas imbecis, talvez, quem sabe e olhe lá, ele vire um herói depois de ser assassinado.
Aliados de Duarte Jr manobram para impedir investigação

O advogado Duarte Jr, que nunca teve como sucesso em escritório ou foi aprovado em concurso público e mesmo assim se acha um “case de sucesso”, deve contar mais uma vez com indicação política para “vencer na vida”. Há em curso uma operação para impedir a investigação do suposto crime contra a saúde pública pelo deputado durante a campanha. A forma encontrada foi garantir um cargo no governo estadual para tirar Duarte da Assembleia e dificultar a abertura da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Corona Jr. Já é dada como certa a nomeação de Duarte em alguma secretaria para causar constrangimento aos parlamentares que exigirem a prática dos supostos crimes. O fato é que a cortina de impunidade, levantada pelos poderosos, visa preparar Duarte Jr para lutas futuras contra aqueles que Carlos Brandão chamou de “desertores”. Brandão sabe que o senador Weverton Rocha (PDT) possui um grupo maior e mais coeso. Dessa forma, “salvar Duarte Jr de uma investigação” é preservá-lo para batalhas futuras. A única chance de frear o ímpeto do político mais sórdido que se tem notícia na história recente do Maranhão é a luz de uma investigação justa sobre seus atos. Aceitar o boicote da investigação é garantir a Duarte a única barreira que ele precisa para voltar a aprontar no futuro e tentar vingar-se de seus adversários: a impunidade. E mais uma vez o “case de sucesso” irá contar com indicação política dos outros para ter… sucesso.
Flávio Dino é surrado por Bolsonaro na capital do Maranhão

A mente doentia do governador Flávio Dino (PCdoB) criou uma fantasia mórbida: a eleição em São Luís era uma disputa entre ele e o presidente Jair Bolsonaro. Mesmo que toda a história de Eduardo Braide deixe claro que ele não é bolsonarista, mesmo que não seja possível encontrar uma única foto ou declaração de amizade/aliança entre os dois, Flávio Dino passou todo o segundo turno acusando Braide de ser um enviado de Bolsonaro. Dessa forma, dentro da cabeçorra sustentada pelo pescoço gorduroso do governador, a dor deve ser quase que inexplicável por ter sido surrado em seu quintal. Nos próximos dois anos, todas as vezes que olhar para o lado, que vislumbrar o Palácio de La Ravardiéri, Flávio Dino irá lembrar que foi derrotado por Bolsonaro. E não apenas uma simples derrota, mas uma surra. Bolsonaro não precisou lançar candidato, não precisou fazer campanha, não gravou vídeo, não mandou ministros para a rua, não ameaçou aliados de retaliação e não usou o emprego de nenhum funcionário federal como moeda de troca do voto. Santo Deus, provavelmente nem importância para a existência de Eduardo Braide até o dia da vitória Bolsonaro precisou. Como não caracterizar uma vitória que não precisou de uma única atitude como não sendo uma surra? O desarranjo mental do governador, que antes era controlado por um projeto pessoal de poder, está à solta. E a primeira vítima foi o próprio governador: foi surrado em uma disputa que só existia dentro da sua mente delirante.
Eduardo Braide vence adversários e será o novo prefeito de São Luís

Com 100% das urnas apuradas, o deputado federal Eduardo Braide (Podemos) está oficializado como futuro prefeito da capital maranhense. Em um resultado que confirmou as estimativas dos institutos de pesquisa, Braide obteve 270.557 votos. O equivalente a 55,53% do eleitorado que votou no segundo turno. Compareceram na votação 519.050 eleitores. Destes, 216.665 (44,47% dos votos válidos) preferiram votar em Duarte Jr (Podemos). Votos brancos representaram 12.179 (2,35%), nulos 19.649 (3,79%). Preferiram algum dos dois candidatos 487.222. Veja o discurso da vitória de Eduardo Braide. A eleição de Eduardo Braide altera a composição da bancada maranhense na Câmara Federal. Josilvado Jp, primeiro suplente da coligação PMN / PHS que elegeu Braide em 2018, deve assumir a vaga.
A resposta da população
Em assembleia geral, empresas afastam presidente do SET

Em assembleia geral extraordinária realizada na manhã desta sexta-feira (27), um grupo de empresários associados ao Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de São Luís (SET) decidiu afastar cautelarmente o presidente (interventor) da entidade, José Gilson Caldas Neto, por 30 dias. Além do afastamento, os filiados deliberaram pela instauração de um processo disciplinar para apurar as supostas irregularidades cometidas no exercício do cargo pelo gestor e empresário, sócio-proprietário da Ratrans (antiga Gonçalves). Para administrar o SET, a assembleia geral determinou a formação de uma junta governativa, que responderá por todos os atos do sindicato durante o período de afastamento de Gilsinho, como o empresário é mais conhecido. O presidente ficará fora do cargo até a conclusão do processo disciplinar, cujo objetivo será investigar as irregularidades apontadas no Processo de Apuração Disciplinar a ser instaurando contra o mesmo Uma vez concluída a investigação, está poderá culminar, inclusive, com a expulsão do mesmo do SET, a depender das irregularidades que forem constatadas. Imbróglio sucessório Gilson Neto assumiu a presidência do SET há cerca de dois anos, na condição de interventor, por decisão do Tribunal Regional do Trabalho (TRT-MA), após uma divergência interna, levada a julgamento da corte trabalhista por um dos sócios devido à falta de consenso sobre a eleição de uma nova diretoria. Como o imbróglio sucessório jamais foi resolvido, ele se mantém no posto desde então, de forma precária, mas já começava a se articular para tentar conquistar um mandato por via eleitoral.
Eduardo Braide vence Duarte no 1º debate do segundo turno

O debate realizado pela Band na noite desta quarte (25) escancarou as táticas de campanha usadas pelos candidatos Eduardo Braide (Podemos) e Duarte Jr (Republicanos) no segundo turno. Enquanto Braide fazia a opção pelo debate sobre a cidade, Duarte partia para acusações requentadas das eleições de 2016. Antes de mais, cabe um elogio a Band que conseguiu apresentar uma fórmula de debate que deixou os candidatos livres para o debate. A condução da jornalista Daniela Bandeira também foi espetacular. Tanto Duarte como Braide tiveram a chance, de uma forma imparcial e dentro de regras claras, de exporem suas ideias. A novidade no debate ficou no segundo bloco e ápice do debate de ontem. Os dois candidatos tiveram 15 minutos para usar livremente. O ponto baixo do debate foi o bloco em que especialistas perguntavam a um candidato e o outro respondia. As perguntas foram abstratas demais. Mas, a atuação pífia dos especialistas no primeiro bloco não comprometeu, uma vez que os candidatos pouca, ou nenhuma importância, deram a elas. Durante o debate o que se viu foi um Duarte Jr obcecado pelo confronto. Usou 80% do seu tempo para requentar os ataques desferidos a Braide em 2016 e os outros 20% para falar sobre a cidade. Já Eduardo Braide demonstrou incômodo no início dos debates com as provocações do adversário, mas em seguida conseguiu controlar os ânimos e dominou quase todo o segundo bloco. Braide fez, pelo menos, 10 perguntas sobre peculiaridades da cidade que ficaram sem resposta por Duarte no segundo bloco. Na mais vexatória delas, ele questionou o adversário sobre detalhes do programa São Luís em Obras (de autoria do prefeito Edivaldo Holanda Jr). Duarte não respondeu. Questões sobre a zona rural e acessibilidade também foram desprezadas por Duarte, que usava cada segundo do seu tempo para atacar Braide. Em certa altura do debate ficou claro que Duarte, pelo menos por conta do seu comportamento, acredita na tese de que xingar, debochar e atacar Braide será o suficiente para sua vitória. Já Braide segue tentando, fracassadamente, levar o debate para o campo das propostas. Se o adversário não quer, não haverá tal debate. Pela tentativa de tentar qualificar o debate, por ter demonstrado mais conhecimento sobre números e a situação de São Luís e por não ter se amedrontado e reagido aos ataques, Eduardo Braide venceu o primeiro debate contra Duarte Jr.
Presidente biônico do SET pode ser deposto do cargo