Preso novamente vereador de Balsas por suspeita de homicídio

vereador preso

BALSAS, 10 de agosto de 2026 — O vereador Hélio Sousa Neto, do Maranhão, foi preso preventivamente nesta segunda (10), em Balsas, no Sul do estado. A Polícia Civil do Piauí suspeita que ele planejou a morte de Luís Carlos do Nascimento, em outubro de 2025. Hélio já havia sido preso temporariamente em fevereiro. Então, após novos elementos na investigação, a Polícia Civil conseguiu pedir a prisão preventiva. Um assessor parlamentar do vereador também foi preso durante a operação. As prisões foram realizadas pela Polícia Civil do Piauí, por meio da CORE e das delegacias de Gilbués, Corrente e Uruçuí. A investigação aponta que o crime teria relação com a morte de Antônio Sousa Neto, irmão do vereador, em Riachão (MA), em 2024. Segundo a polícia, a principal linha de investigação considera o homicídio uma possível vingança. A vítima já havia sido presa pela morte do irmão do vereador, mas respondia ao processo em liberdade havia quase um ano. Além disso, a investigação identificou que o veículo usado no crime foi alugado pelo vereador em uma locadora de Balsas. A polícia afirma ter encontrado indícios da participação dele no planejamento e na logística do homicídio. Em declaração após a primeira prisão, Hélio afirmou ser inocente e disse que soube das acusações pelas redes sociais.

AGU pede a Dino para auditar emendas do orçamento secreto

Emendas Dino

BRASÍLIA, 10 de agosto de 2026 — O governo federal pediu autorização ao Supremo Tribunal Federal para fiscalizar apenas as emendas Pix acima de R$ 120 mil. O pedido foi feito pela Advocacia-Geral da União (AGU) ao ministro Flávio Dino, relator do caso. A ideia é usar esse valor como filtro para acelerar as auditorias nos ministérios. Com esse critério, a AGU vai analisar diretamente 29.527 prestações de contas de estados e municípios. Esse número representa 85,92% de todos os registros na plataforma de transferências do governo. O valor de R$ 120 mil é o mesmo que o Tribunal de Contas da União já usa para abrir apurações formais sobre prejuízos ao dinheiro público. Os repasses abaixo desse valor não serão ignorados. Eles continuarão sendo verificados se houver denúncias da população, apontamentos de órgãos de controle ou indícios de irregularidades em investigações. Ou seja, o filtro não elimina a fiscalização, mas concentra os esforços nos valores mais altos. Se o STF aprovar a medida, os auditores vão usar um painel eletrônico do Ministério da Gestão. Esse sistema organiza os relatórios por ordem de risco e por área de atuação. Assim, fica mais fácil priorizar os casos mais urgentes. A AGU já planeja o primeiro ciclo de fiscalizações. Ele vai começar com 5.410 prestações de contas que estão prontas para exame. O trabalho deve ir até julho de 2027. Durante esse período, o governo vai apresentar três balanços ao Supremo: um no fim de dezembro de 2026, outro em março de 2027 e o último em junho de 2027.

Frota contesta assembleia e segue no comando do Sampaio

Sampaio Frota

SÃO LUÍS, 10 de agosto de 2026 — O presidente do Sampaio Corrêa, Sérgio Frota, afirmou que não reconhece a assembleia geral realizada no dia 28 de julho. Ele disse que a reunião foi irregular e que, por isso, continua no comando do clube. A declaração foi feita neste domingo (9), em um vídeo publicado no canal oficial do time no YouTube. Frota questionou a participação dos associados e o uso de procurações na assembleia. Segundo ele, houve uma primeira convocação que foi suspensa. Depois, uma segunda convocação teria apresentado documentos que não comprovavam corretamente quem eram os sócios com direito a voto. Além disso, ele contestou o registro da ata em cartório. Para Frota, só uma decisão judicial pode alterar o comando do clube. O diretor jurídico do Sampaio, Thayrid Gadelha Loureiro, também participou do vídeo. Ele classificou a ata como “irregular e ilegítima”. Loureiro explicou que existe uma decisão da 6ª Vara Cível de São Luís que permite a convocação da assembleia por um quinto dos associados. Porém, a diretoria contesta a legitimidade desses associados. Loureiro afirmou que a documentação apresentada estava incompleta. Das 50 procurações enviadas, dez não estavam assinadas. A diretoria pediu a regularização, mas os responsáveis divulgaram a assembleia por conta própria. O diretor disse ainda que o cartório pode ter sido induzido a erro ao registrar a ata. Outro ponto levantado foi a participação dos associados. Segundo Loureiro, todos os presentes, exceto Perez Paz, usaram procurações. Ele disse que não pôde confirmar a validade dos documentos porque não teve acesso a eles. A diretoria afirma que já está contestando a ata na Justiça e que vai apresentar o caso no primeiro dia útil. Loureiro também falou sobre uma representação ao Ministério Público. Ele disse que valores do programa de sócio-torcedor, cerca de R$ 26 mil, foram depositados em uma conta de uma empresa ligada a Perez Paz. A diretoria entregou e-mails e comprovantes ao MP. Porém, não há informação sobre se o órgão já concluiu a apuração. Frota, por sua vez, fez críticas a Perez Paz. Ele afirmou que o ex-dirigente ficou cinco anos ao seu lado e depois mudou de posição. Frota disse ainda que Perez Paz redigiu o estatuto que aumentou o mandato presidencial de dois para quatro anos. O presidente também relacionou a atuação do ex-vice-presidente aos rebaixamentos do time em 2023 e 2024.

Ministério Público investiga UBS fechada em Nova Iorque do MA

Nova Iorque

NOVA IORQUE, 10 de agosto de 2026 — O Ministério Público do Maranhão abriu uma investigação sobre a Unidade Básica de Saúde (UBS) do povoado Lagoa dos Cocos, em Nova Iorque. A portaria nº 45/2026, assinada pelo promotor Hélder Ferreira Bezerra, oficializou o inquérito civil no dia 10 de agosto de 2026. A apuração começou depois que a vereadora Katy Mila Morais Lima denunciou a situação. A unidade está fechada e abandonada há cerca de seis anos. Ela funcionou apenas no dia da inauguração. Mesmo assim, o posto continuava cadastrado como ativo no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES). Uma vistoria do MP confirmou que o prédio não atende ninguém. A comunidade recebe atendimento esporádico em um lugar particular, o “Bar da Laura”. Além disso, o sistema federal mostrava profissionais de saúde vinculados à UBS. Uma enfermeira, por exemplo, constava como lotada na unidade. Porém, ela trabalha na sede da prefeitura como coordenadora da Vigilância Epidemiológica. A própria Secretaria Municipal de Saúde admitiu, em ofício, que a UBS não funcionava. Disse também que não havia controle de estoque nem abastecimento regular de materiais. Outro ponto chama a atenção do MP. A investigação suspeita que a estrutura da UBS desativada tenha sido usada para aumentar os quantitativos do Pregão Eletrônico nº 03/2024. O estudo técnico da licitação diz que os cálculos definiram os produtos comprados. Mas o MP acredita que os dados da unidade e da população atendida podem ter inflado os números artificialmente. Isso poderia gerar prejuízo aos cofres públicos. A Promotoria pediu à Tesouraria Municipal as memórias de cálculo usadas no estudo. A prefeitura teve prazo extra, mas não enviou os documentos. Por isso, o MP vê indícios de improbidade administrativa. Pode ter havido dano ao erário e violação de princípios públicos. Diante disso, o Ministério Público fez uma nova requisição. A Tesouraria tem dez dias para entregar a íntegra dos cálculos do pregão. Se não cumprir, poderá responder por desobediência e por ato de improbidade por atrapalhar a fiscalização.

Nova Lei de Zoneamento Urbano redesenha o crescimento de SLZ

Zoneamento SLZ

SÃO LUÍS, 10 de agosto de 2026 — A nova Lei de Zoneamento de São Luís estabelece regras que ampliam o potencial construtivo e favorecem a verticalização em áreas estratégicas da capital. A proposta concentra os maiores índices nos principais corredores viários e aguarda votação definitiva na Câmara Municipal. O projeto foi elaborado pelo Incid para substituir a legislação de 1992 e regulamentar o Plano Diretor de 2023. A matéria passou em primeiro turno por unanimidade dos 22 vereadores presentes, em 3 de junho, mas a segunda votação foi adiada ao menos três vezes. A votação definitiva continua sem data definida após nova suspensão anunciada pelo presidente da Câmara, Paulo Victor (PSB), nesta quarta (5). Além disso, o parlamentar convocou audiência pública para a próxima terça (11), às 9h, no plenário da Casa. Antes do segundo turno, os vereadores ainda deverão analisar 133 emendas apresentadas ao projeto. A tramitação também entrou no radar do Ministério Público do Maranhão, que apura possível desvio do processo legislativo durante a análise da proposta. A investigação conduzida pelos promotores Luis Fernando Cabral Barreto Junior e Cláudio Rebêlo Correia Alencar aponta que a primeira votação ocorreu sem audiências públicas prévias, divulgação do texto e abertura para propostas de emendas da população. REGRAS PARA CONSTRUIR O projeto define o tamanho das edificações por meio da Taxa de Ocupação e do Coeficiente de Aproveitamento. A Taxa de Ocupação estabelece a parcela do terreno que pode receber construção no nível do solo, mantendo espaços para recuos, áreas verdes e infiltração da chuva. Já o Coeficiente de Aproveitamento determina a área total que pode ser construída a partir do tamanho do terreno. O cálculo não considera alguns elementos, como varandas abertas dentro dos limites previstos, circulação vertical, subsolos e até três pavimentos elevados destinados a estacionamento. O projeto fixa Coeficiente de Aproveitamento Básico de 1,2 para a maior parte da área urbana. Para ultrapassar esse índice até o limite permitido em cada zona, o empreendedor deverá recorrer à Outorga Onerosa do Direito de Construir e pagar uma contrapartida ao poder público. Os maiores índices estão previstos para as Zonas Corredor Principal e Corredor Secundário, que abrangem importantes eixos viários e áreas consideradas adequadas ao crescimento urbano. Entre elas estão as avenidas dos Holandeses, Colares Moreira e Daniel de La Touche. Também fazem parte desse sistema as avenidas Jerônimo de Albuquerque, Professor Carlos Cunha, dos Franceses, dos Portugueses, São Luís Rei de França e Vitorino Freire. Nos corredores principais, a ocupação máxima chega a 60%, enquanto o coeficiente pode alcançar 5,0 em usos residenciais ou mistos. Nessas áreas, a altura útil máxima é de 64 metros. O parâmetro substitui o limite fixo de pavimentos previsto na legislação de 1992 e considera somente o volume habitável, permitindo ao empreendimento definir o número de andares dentro da metragem estabelecida. A altura útil, porém, não corresponde necessariamente à altura física total do prédio. Garagens acima do térreo, pilotis, caixas d’água e casas de máquinas não entram no cálculo, enquanto áreas como o Centro Antigo e o entorno do aeroporto seguem o parâmetro de Altura Máxima. Nas Zonas Residenciais 1 e 2, o coeficiente máximo chega a 3,6, com taxas de ocupação de 60% e 70%, respectivamente. Nesses locais, a altura útil permitida alcança 55 metros. Para o professor Frederico Burnett, da Uema, o aumento do adensamento exige maior capacidade de serviços públicos. Ele cita abastecimento de água, esgotamento sanitário, infraestrutura viária, arborização e áreas permeáveis como fatores diretamente relacionados à ocupação urbana.

Lahesio Bonfim define os dois suplentes para vaga no Senado

Lahesio Bonfim

MARANHÃO, 09 de agosto de 2026 — O partido Novo escolheu os dois suplentes que vão acompanhar Lahesio Bonfim na disputa pelo Senado em 2026. Maurício Rizzi será o primeiro suplente. Já o agropecuarista Franciscano Soares, que também atua como liderança política e empresária na Região Tocantina, ficará com a segunda vaga. Os dois nomes têm relação direta com o agronegócio no Sul do Maranhão, cujo setor tem grande força econômica e política na região. A escolha, nesse caso, visa ampliar a representação regional da candidatura liderada por Lahesio.

Edivaldo contesta Braide sobre mortes no Hospital da Criança

edivaldo holand

SÃO LUÍS, 09 de agosto de 2026 — Edivaldo Holanda Júnior (Republicanos), candidato a vice-governador na chapa de Orleans Brandão (MDB), rebateu declarações de Eduardo Braide (PSD) sobre mortes no Hospital da Criança, em São Luís, após entrevista do adversário na última semana. Na entrevista, Braide afirmou que 182 crianças morreram na unidade em 2016. O candidato ao Governo do Maranhão também disse ter recebido o hospital em condições precárias ao assumir a Prefeitura. Edivaldo contestou os números e afirmou que registros do Ministério da Saúde apontam 97 mortes em 2016. Além disso, negou que tenha entregue o hospital sucateado. Segundo ele, mais de 70% das obras estavam concluídas quando Braide assumiu. O ex-prefeito também disse que a unidade atendia recém-nascidos de até 28 dias. Segundo Edivaldo, esse serviço deixou de ser oferecido na gestão seguinte, e os pacientes passaram a ser encaminhados para a rede estadual. Entre 2016 e 2019, ele cita mais de 1 milhão de procedimentos. Na resposta, Edivaldo ainda acusou Braide de entregar a gestão da UTI do hospital a uma empresa que, segundo ele, não tinha capacitação técnica. O republicano defendeu o uso de documentos oficiais e afirmou que a saúde pública não deve ser usada como instrumento eleitoral.

MPMA investiga suspeita de venda de plantões em Estreito

Estreito hospital

ESTREITO, 09 de agosto de 2026 — O Ministério Público do Maranhão (MPMA) abriu um Inquérito Civil para investigar possíveis irregularidades nos plantões de enfermagem do Hospital Municipal de Estreito. A apuração é conduzida pela 1ª Promotoria de Justiça de Estreito. Entre os pontos investigados estão a possível venda de plantões por enfermeiros, falhas no controle de frequência e eventuais problemas na organização das escalas da rede pública de saúde. O MPMA também apura possíveis violações aos princípios da administração pública. A investigação começou após uma Notícia de Fato aberta pela própria Promotoria. Como o prazo inicial de 180 dias terminou sem esclarecer todos os pontos, o MPMA transformou o procedimento em Inquérito Civil para ampliar a apuração. Com a mudança, o Ministério Público poderá reunir novos documentos e informações sobre as suspeitas. Além disso, serão realizadas outras diligências para esclarecer os fatos e verificar se houve irregularidades na gestão dos plantões. Após concluir as diligências, o MPMA poderá adotar as medidas judiciais ou extrajudiciais que considerar necessárias. A portaria que instaurou o Inquérito Civil foi assinada eletronicamente pelo promotor de Justiça Jadilson Cirqueira de Sousa.

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