Maior página pró-Lula pode ter sido financiada pelo tráfico

BRASÍLIA, 16 de abril de 2026 – A Polícia Federal deflagrou a Operação NarcoFluxo nesta quarta (15). As investigações prenderam Raphael Sousa Oliveira, dono da página Choquei. Ele atuava como operador de mídia da organização criminosa investigada. O suspeito recebia altos valores diretamente dos líderes do grupo criminoso. O dinheiro servia para divulgar conteúdos favoráveis aos investigados. Os recursos também financiavam a promoção de plataformas de apostas e rifas. Além disso, o valor ajudava na gestão de crises de imagem relacionadas às investigações. Na oportunidade, o deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) reagiu à prisão com uma pergunta retórica nas redes sociais. “Quer dizer então que a maior página de apoio ao Lula no Brasil era financiada com dinheiro do tráfico de drogas? É isso mesmo?”, publicou no X/Twitter. Em janeiro de 2024, Gayer já havia protocolado requerimento para abertura de CPI. O objetivo era investigar a Mynd8, agência responsável por dezenas de perfis de entretenimento e ativismo político. Parlamentares bolsonaristas acusavam a agência de coordenar páginas pró-Lula nas redes sociais.
TRE-MA publica acórdão que retotaliza votos após cassação

SÃO LUÍS, 16 de abril de 2026 – O TRE-MA publicou nesta quarta (15) o acórdão que confirma a cassação da chapa do Podemos nas eleições de 2024 para a Câmara Municipal de São Luís. A decisão determina a retotalização dos votos, atingindo diretamente três parlamentares eleitos e alterando a composição do Legislativo municipal. A medida divulgada pelo jornalista Isaías Rocha passa a produzir efeitos no processo e inicia o prazo legal para apresentação de recursos pelas partes envolvidas. Caso não haja manifestação, o processo será encerrado e seguirá para a primeira instância para cumprimento da sentença. Com a publicação do acórdão, a decisão do TRE-MA implica a perda dos diplomas dos vereadores eleitos pelo Podemos. Foram atingidos Fábio Macedo Filho, Raimundo Júnior e Wendell Martins. Com a retotalização dos votos, a composição da Câmara Municipal sofrerá alterações. Nesse cenário, devem assumir as vagas Mateus do Beiju, pelo PL, Severino Sales, pelo PSD, e Josélia Rodrigues, pelo DC.
Preso ex-dono de banco que TJ firmou contrato sem licitação

BRASÍLIA, 16 de abril de 2026 – A Polícia Federal prendeu o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, na manhã desta quinta (16), em Brasília. A prisão ocorreu durante a quarta fase da Operação Compliance Zero. O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, autorizou a ação com aval da Procuradoria-Geral da República. As investigações apuram suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro em negociações com o Banco Master. A apuração gira em torno de um suposto pagamento de propina. O caso envolve a negociação de seis imóveis avaliados em cerca de R$ 140 milhões. Esses bens estariam localizados em São Paulo e no Distrito Federal. As investigações indicam o uso de empresas de fachada para o repasse de vantagens indevidas. Além disso, existiria um mecanismo paralelo para burlar regras internas de compliance do banco. A Polícia Federal também prendeu o advogado Daniel Monteiro em São Paulo. Ele é apontado nas investigações como intermediador nas tratativas entre o Banco Master e o BRB. Ao todo, foram cumpridos dois mandados de prisão preventiva e sete de busca e apreensão. As ações ocorreram no Distrito Federal e em São Paulo. Paulo Henrique Costa foi encaminhado ao Complexo Penitenciário da Papuda. GESTÃO DO EX-PRESIDENTE NO BRB Paulo Henrique Costa presidiu o BRB a partir de 2019. Durante sua gestão, o banco avançou em negociações envolvendo o Banco Master, de Daniel Vorcaro. A instituição adquiriu ativos considerados problemáticos da instituição privada. Essa aquisição contribuiu posteriormente para o agravamento da situação financeira do BRB. Os ativos adquiridos do Master chegaram a ser avaliados em R$ 21,9 bilhões pelo BRB. Atualmente, o banco enfrenta necessidade de provisionamento estimada em cerca de R$ 8,8 bilhões. A informação partiu da própria instituição. O ex-presidente foi afastado do cargo pela Justiça em novembro de 2025. Em depoimento à Polícia Federal prestado em dezembro, ele negou irregularidades nas negociações. Ele afirmou que as operações tinham caráter técnico e não tinham relação com tentativa de salvar o Banco Master. CRIMES Os investigados podem responder por crimes como corrupção, lavagem de dinheiro, crimes financeiros e organização criminosa. A operação está em sua quarta fase e mira um possível esquema estruturado para lavagem de dinheiro. O esquema também envolveria o pagamento de vantagens a agentes públicos.
Governo Lula negocia cargos para garantir Messias no STF

BRASÍLIA, 16 de abril de 2026 – Em busca de votos para aprovar a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF), o governo Lula (PT) ampliou a articulação política e colocou na mesa cargos em agências reguladoras. A movimentação ocorre após meses de resistência no Senado ao nome do advogado-geral da União para a vaga no Supremo e às vésperas da sabatina marcada pelo presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), em um cenário agora mais favorável ao indicado. Com a sabatina marcada para 28 de abril, o Palácio do Planalto trabalha com a perspectiva de consolidar a maioria necessária para aprovar o nome de Jorge Messias no plenário do Senado. De acordo com levantamentos feitos junto a líderes partidários, o indicado já reúne cerca de 48 votos — número acima do mínimo de 41 exigido —, em um cenário bem distinto daquele observado no fim de 2025, quando a indicação enfrentava forte resistência. A virada no quadro político foi construída ao longo de meses de articulação, em meio a um período de indefinição que manteve a vaga aberta no Supremo Tribunal Federal por mais de meio ano. Nesse intervalo, interlocutores do governo intensificaram o diálogo com senadores de diferentes partidos, incluindo siglas da oposição, buscando reduzir resistências e ampliar a base de apoio ao nome escolhido por Lula. Para tentar viabilizar a indicação, a estratégia do Palácio do Planalto foi negociar espaços em agências e órgãos reguladores, onde há ao menos uma dezena de cargos vagos ou prestes a serem liberados. Entre os postos disponíveis estão diretorias em instituições como Agência Nacional de Aviação Civil (Anac); Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel); Agência Nacional de Mineração (ANM); Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA); Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) — estruturas com forte influência sobre setores estratégicos da economia e tradicionalmente cobiçadas por partidos do Centrão.
Megaoperação prende dezenas de vagabundos do Bonde dos 40

A Operação Atlas foi deflagrada nesta quinta (16) pela Polícia Civil do Maranhão na Grande Ilha de São Luís, onde equipes cumpriram 37 mandados de prisão e 19 de busca e apreensão. A ação ocorreu simultaneamente em vários municípios e teve como base uma investigação que identificou integrantes de organização criminosa Bonde dos 40 atuante na região. A operação mobilizou cerca de 220 policiais da capital e do interior. Participaram equipes da Polícia Militar, Força Estadual, Centro Tático Aéreo, Perícia Oficial e Corpo de Bombeiros Militar. As ações da Operação Atlas ocorreram em São Luís, Paço do Lumiar, Raposa e São José de Ribamar. Um dos mandados foi executado no município de Balsas, no sul do estado.
Câmara de Pinheiro e TCE reprovam contas de Luciano Genésio

A Câmara Municipal de Pinheiro reprovou, nesta quarta (15), as contas do ex-prefeito Luciano Genésio, relativas ao exercício financeiro de 2020. A decisão seguiu o parecer prévio do Tribunal de Contas do Estado (TCE), que apontou irregularidades na gestão. Com isso, o ex-gestor deve ficar tornou inelegível para as eleições deste ano. A votação no Legislativo municipal confirmou a recomendação do TCE, que já havia indicado a rejeição das contas após análise técnica. Os relatórios identificaram inconsistências administrativas e possíveis falhas na aplicação de recursos públicos durante a gestão. Entre os pontos observados, estão indícios de irregularidades na execução orçamentária e na utilização de verbas públicas ao longo de 2020. Durante o período em que esteve à frente da prefeitura, Luciano Genésio também foi alvo de três operações da Polícia Federal. As investigações apuraram suspeitas de desvio de recursos. O ex-prefeito era apontado como pré-candidato a deputado federal.
Justiça amplia pena de Júnior do Nenzin para 22 anos

MARANHÃO, 16 de abril de 2026 – O Tribunal de Justiça do Maranhão aumentou para 22 anos a pena de Júnior do Nenzin, ao julgar recursos nesta semana. A Corte analisou pedidos do Ministério Público e da assistência de acusação, manteve a condenação e alterou a dosimetria por considerar a punição anterior insuficiente diante da gravidade do crime. A decisão foi tomada de forma unânime pela 1ª Câmara Criminal, com três votos favoráveis. O colegiado entendeu que havia necessidade de ajuste técnico na pena aplicada a Júnior do Nenzin, sem modificar a conclusão do júri popular realizado anteriormente. Júnior do Nenzin foi condenado em março de 2025, após júri popular, por participação no homicídio do próprio pai, Manoel Mariano de Sousa, conhecido como Nenzin. A vítima foi ex-prefeito de Barra do Corda, e o caso ganhou ampla repercussão no Maranhão. O crime foi classificado como homicídio triplamente qualificado. Durante o julgamento dos recursos, os desembargadores rejeitaram os argumentos da defesa, que buscava anular o júri ou reduzir a pena. Por outro lado, acolheram os pedidos do Ministério Público, reconhecendo agravantes e falhas na fixação inicial da punição. Com isso, o Tribunal ajustou a pena para 22 anos de reclusão em regime fechado. A decisão reforçou a condenação de Júnior do Nenzin, mantendo o entendimento do júri e promovendo apenas a correção na dosimetria aplicada ao caso. Júnior do Nenzin permanece preso no Complexo Penitenciário de Pedrinhas. Ele segue cumprindo a sentença conforme determinado pela Justiça após a conclusão do julgamento dos recursos.
STF avança contra senador que pediu indiciamento de ministros

BRASÍLIA, 16 de abril de 2026 – O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, encaminhou uma representação à Procuradoria-Geral da República. O documento solicita a apuração de possível abuso de autoridade. O alvo da representação é o senador Alessandro Vieira. A iniciativa ocorreu após o parlamentar propor o indiciamento de ministros da Corte. A proposta constava no relatório final da CPI do Crime Organizado. No documento, Vieira sugeriu o indiciamento de Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. Além disso, o senador incluiu o procurador-geral da República, Paulo Gonet. A acusação seria por supostos crimes de responsabilidade. Para Gilmar Mendes, a medida representou um desvio da finalidade da comissão parlamentar de inquérito. O relatório apresentado pelo senador foi rejeitado pela própria CPI. A votação terminou em 6 votos a 4. Ao acionar a PGR, o ministro destacou esse fato. A proposta não obteve respaldo nem entre os integrantes do colegiado. Gilmar Mendes também citou uma manifestação do presidente do STF. Luiz Edson Fachin divulgou uma nota pública sobre o caso. O presidente da Corte manifestou solidariedade aos ministros mencionados. Ele também criticou o teor do relatório apresentado por Vieira.