Ministério Público investiga obra da Educação em Nova Colinas

Nova Colinas

MARANHÃO, 28 de maio de 2026 — O Ministério Público do Maranhão instaurou um Inquérito Civil para investigar possíveis irregularidades na contratação de empresa de engenharia para realização de obras na área da Educação em Nova Colinas, no sul do Maranhão. A apuração envolve a adesão à Ata de Registro de Preços nº 033/2025/SRP/PMFN, originada no município de Feira Nova do Maranhão e utilizada pela Prefeitura de Nova Colinas. A investigação foi aberta pela 1ª Promotoria de Justiça de Balsas por meio da Portaria nº 21/2026 – 1ªPJBAL, assinada pela promotora de Justiça Dailma Maria de Melo Brito Fernández. Segundo o documento, o Ministério Público converteu a Notícia de Fato nº 73/2025 em Inquérito Civil para aprofundar as apurações sobre possíveis ilegalidades no processo de contratação. A suspeita envolve a utilização da chamada “adesão à ata”, conhecida como “carona”, para contratação de empresa especializada em serviços de engenharia destinados à reforma e ampliação do prédio da CEAPRE/SEMED, ligado à Secretaria Municipal de Educação. O Ministério Público quer investigar a legalidade do procedimento utilizado pela gestão municipal para aderir à ata de outro município e contratar a empresa responsável pela obra. Entre os pontos analisados estão a regularidade administrativa do processo, a justificativa da contratação, os critérios adotados na adesão e a execução financeira do contrato. Além disso, a investigação busca verificar a existência de possível dano ao erário em razão de eventuais irregularidades administrativas. Segundo a portaria, a continuidade das apurações foi necessária após o prazo inicial da Notícia de Fato ser encerrado sem a completa elucidação dos fatos. Com a abertura do Inquérito Civil, o caso passa a ter caráter mais aprofundado e poderá resultar em novas diligências, requisição de documentos, oitivas e eventual ação por improbidade administrativa, caso irregularidades sejam confirmadas. O procedimento foi disponibilizado no Diário Eletrônico do Ministério Público do Maranhão em 15 de maio de 2026 e publicado oficialmente em 18 de maio de 2026, na edição nº 094/2026. A investigação ficará sob responsabilidade da 1ª Promotoria de Justiça de Balsas e terá prazo inicial de um ano para conclusão.

Dívida pública federal subiu para R$ 8,8 trilhões em abril

Dívida Brasil

BRASÍLIA, 28 de maio de 2026 — O Tesouro Nacional divulgou nesta quarta (27), que a dívida pública federal subiu para R$ 8,798 trilhões em abril. O aumento foi de 1,91% em relação a março, quando o estoque estava em R$ 8,633 trilhões. As emissões de novos títulos somaram R$ 229,96 bilhões no período. Os resgates, por sua vez, alcançaram R$ 146 bilhões. Dessa forma, o governo emitiu mais títulos do que pagou ao longo do mês. A dívida pública mobiliária federal interna ficou em R$ 8,462 trilhões em abril. Já a dívida externa somou R$ 335,9 bilhões, conforme os dados do Tesouro. Entre os títulos internos, os papéis atrelados à taxa flutuante representaram 48,59% do estoque total. Além disso, os títulos indexados à inflação responderam por 26,76% da carteira. Os papéis prefixados, por sua vez, ficaram com participação de 20,85%. As instituições financeiras seguem como as principais detentoras da dívida pública. Elas têm participação de 31,46% do total. Na sequência, aparecem as entidades de previdência, com 22,32% dos títulos. Os fundos de investimento vêm logo depois, com participação de 22,17%. O percentual da dívida com vencimento em até 12 meses caiu de 19,52% para 18,99% entre março e abril. O prazo médio da dívida passou de 4,10 anos para 4,12 anos no período. O custo médio acumulado em 12 meses avançou de 12,20% ao ano em março para 12,22% ao ano em abril. O governo federal utiliza a dívida pública para financiar o déficit orçamentário. Esse mecanismo cobre despesas que superam a arrecadação com impostos. Também inclui contribuições e outras receitas do governo.

Yglésio sobe o tom contra o governo e cobra reação ao crime

Yglésio maranhão

MARANHÃO, 28 de maio de 2026 — O deputado estadual Yglésio Moyses afirmou, nesta quinta (28), durante sessão plenária da Assembleia Legislativa do Maranhão, que o estado precisa intensificar o enfrentamento ao crime organizado. O parlamentar declarou que a violência avançou em diversas cidades maranhenses e afirmou que a percepção de violência é gigantesca. Segundo ele, a criminalidade aumentou nos últimos anos e elevou a sensação de insegurança entre os moradores. Também disse que as facções criminosas passaram a exercer influência dentro das comunidades, levando jovens ao mundo do crime com mais frequência. Durante o discurso, Yglésio afirmou que já conversou com o governador Carlos Brandão sobre a necessidade de ampliar o combate ao crime organizado. Segundo ele, o governo estadual realiza ações como reformas de delegacias e convocação de policiais militares aprovados em concurso público. No entanto, o deputado declarou que falta direcionamento estratégico para reforçar a atuação das forças de segurança. Além disso, o parlamentar afirmou que os policiais precisam de maior suporte institucional. “Nossa polícia precisa, nesse momento, é de suporte, de fortalecimento, para que possa fazer o que precisa ser feito”, declarou. Yglésio também mencionou episódios recentes de violência em São Luís. Entre os casos citados, ele mencionou o assalto sofrido pelo jornalista Luís Pablo em uma loja da capital. “Governador, mão pesada, Chefe! Mão pesada, Chefe do Executivo. É isso que precisa. Chega de bondade! Não é só colocar policial na rua. Dê o comando! Bala, cacete, porrada, maus-tratos mesmo, a quem está oprimindo a população. Chega de passar a mão com carinho em criminoso.” O deputado afirmou ainda que a violência atinge principalmente mulheres, jovens negros e pessoas pobres. Segundo ele, as facções criminosas dominam comunidades onde parte dessa população reside, citando o assassinato de uma mulher após uma discussão relacionada a um churrasquinho de R$ 10. “Chega de pessoas sendo assassinadas por besteira.” Durante o pronunciamento, o Moyses também criticou a atuação do sistema de justiça criminal. Ele declarou que suspeitos detidos acabam sendo liberados em audiências de custódia. Por isso, voltou a defender medidas mais duras de repressão ao crime. Na oportunidade, complementou que a insegurança afeta o comércio, a rotina das famílias e a saúde mental da população. Ao encerrar o discurso, Yglésio afirmou que o Maranhão precisa interromper o ciclo de violência registrado nos últimos anos. “Porra! Será que não tem ninguém para dar um basta nessa merda? Porque a palavra é essa. É indignação mesmo. Não adianta subir aqui a tribuna para florear com belíssimas palavras: “Ai, que indignação, não aguento mais dentro de mim, do meu corpo, isso aí”. Não, está uma merda mesmo.”, finalizou.

7 em cada 10 homicídios no Maranhão são com armas de fogo

Maranhão arma

MARANHÃO, 28 de maio de 2026 — Maranhão registrou 73,5% dos homicídios com armas de fogo em 2024, segundo o Atlas da Violência 2026, divulgado pelo Ipea e FBSP. O indicador supera a média nacional de 70,1% e coloca o estado entre os mais altos do país em homicídios com armas de fogo. Segundo o levantamento, o Maranhão integra grupo de estados do Nordeste com maior participação de armas de fogo nos assassinatos. Na comparação regional, Ceará, Paraíba, Bahia, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Alagoas, Sergipe e Maranhão aparecem entre os maiores índices de homicídios com armas de fogo, além de Amapá e Rio Grande do Sul no ranking nacional. Em 2024, o Brasil registrou 29.870 homicídios com armas de fogo de um total de 42.590 homicídios, segundo o Ministério da Saúde. O percentual nacional ficou em 70,1%, com redução de 8,8% em relação a 2023, embora permaneça próximo das médias históricas. De acordo com o pesquisador Daniel Cerqueira, do Ipea e coordenador do Atlas da Violência, diferenças entre estados envolvem transição demográfica, políticas públicas e governança do crime organizado. O estudo aponta que essas variáveis influenciam os índices de homicídios com armas de fogo em diferentes regiões. O Atlas da Violência também aponta aumento da circulação de armamentos mais letais no país. Entre 2019 e 2023, estudos citados indicam redução de apreensão de revólveres e aumento de pistolas semiautomáticas, além de maior presença de rifles e metralhadoras associados ao tráfico internacional e desvios de arsenais. Estudo acadêmico sobre o mercado ilícito entre 2019 e 2023 identificou mudanças no perfil das armas apreendidas, com queda de revólveres e aumento de pistolas semiautomáticas. Também houve crescimento de armamentos de perfil militar, ligados ao tráfico internacional e produção clandestina. Segundo o levantamento, parte das armas utilizadas por organizações criminosas tem origem em compras legais feitas por civis e posteriormente desviadas para o mercado ilegal, conforme apontam evidências reunidas no Atlas da Violência.

MPF investiga irregularidades no comando da Aeronáutica

MPF Aeronautica

BRASÍLIA, 28 de maio de 2026 — O Ministério Público Federal (MPF) instaurou um inquérito civil nesta quarta (27). O objetivo é apurar supostas irregularidades em um processo seletivo da Diretoria de Administração de Pessoal (Dirap) do Comando da Aeronáutica. A investigação se baseia em uma notícia de fato, procedimento usado para registrar e analisar denúncias. O inquérito mira os processos seletivos de oficiais e sargentos temporários para os anos de 2025 e 2026. A Dirap, responsável pelas seleções, teria deixado de prever a reserva de vagas destinadas a pessoas pretas e pardas. O departamento realizou quase 20 seleções no período investigado. A seleção mais recente, aberta neste ano, oferece vagas para oficiais com formação em medicina. No fim do ano passado, outro caso envolveu a atuação do MPF na Força Aérea Brasileira. Na ocasião, as regras consideradas discriminatórias em concursos militares foram alvo. A Diretoria de Ensino do Comando da Aeronáutica acatou uma recomendação do MPF. Com isso, retirou exames ginecológicos considerados discriminatórios e invasivos das regras do Exame de Admissão ao Curso Preparatório de Cadetes do Ar de 2026.

Othelino contesta empréstimo, mas ignora pedidos de Dino

Othelino empréstimo

MARANHÃO, 28 de maio de 2026 — O deputado estadual Othelino Neto (PSB) esteve em Brasília na quarta (27) e participou de reunião com diretores nacionais do Banco do Brasil. No encontro, o parlamentar apresentou documentos e questionamentos sobre a mais recente operação de crédito do Governo do Maranhão, relacionada aos empréstimos do Maranhão, junto à instituição financeira. Segundo o deputado, a preocupação da oposição envolve os impactos da operação nas contas públicas do estado. Ele afirmou: “Apresentamos os documentos e mostramos que este empréstimo pode fazer muito mal para o Maranhão, porque vai endividar o Estado”. O parlamentar afirmou ainda que deputados de oposição seguirão acompanhando o caso e cobrando transparência na destinação dos recursos. Chama atenção os aliados do ex-governador Flávio Dino criticarem pedidos de empréstimo feitos pelo Governo Carlos Brandão, tratando o tema como um “verdadeiro escândalo”. Os mesmos atores políticos que hoje criticam já defenderam operações de crédito realizadas no governo Flávio Dino, a exemplo do próprio Othelino Neto. Há a existência de pelo menos quatro operações contratadas ao longo de quase oito anos de gestão do atual ministro do STF. Entre 2016 e 2018 foram contratados quatro empréstimos com diferentes instituições financeiras, somando cerca de R$ 600 milhões. O período coincide com a presidência de Othelino Neto na Assembleia Legislativa, que presidia a Casa e foi uma das principais lideranças na condução das operações legislativas ligadas aos empréstimos do Maranhão.

PF aponta participação ativa do BRB em fraudes de R$ 12 bi

BRB Master

BRASÍLIA, 28 de maio de 2026 — A Polícia Federal concluiu que o Banco de Brasília (BRB) participou diretamente de fraudes de R$ 12 bilhões envolvendo o Banco Master. A informação consta de um relatório sigiloso enviado ao ministro André Mendonça, do STF, em abril. Segundo a PF, o BRB comprou carteiras falsas e não é vítima da atuação do banqueiro Daniel Vorcaro. O documento justifica o pedido de prisão do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa. A acusação diz que ele aceitou propina de R$ 146 milhões em imóveis. As provas demonstram que o BRB sabia das suspeitas de fraudes desde o segundo semestre de 2024. Mesmo assim, o banco público optou por continuar as operações. Uma auditoria interna do BRB detectou que o Master montou carteiras com e-mails falsos e idades fictícias. A PF obteve esse relatório após apreender documentos na Operação Compliance Zero. A gestão de Costa nunca havia compartilhado a investigação com a polícia. O ex-diretor jurídico Jaques Maurício Ferreira Veloso afirmou que, a partir de março de 2025, recomendou submeter as compras ao Conselho de Administração do BRB. O banco público fizera uma oferta para comprar uma fatia do Master naquele mês, mas omitia as operações do conselho. Veloso admitiu que a diretoria colegiada centralizava decisões e recebia a documentação apenas no dia da votação. A PF localizou diálogos sobre pressão para assinaturas de contratos em intervalos de minutos. Em um caso, a equipe do BRB assinou três contratos sucessivos em poucos minutos, sem tempo para análise técnica. A polícia classificou a situação como incompatível com processos prudenciais. Celulares de Vorcaro revelaram que o Master dependia dos aportes do BRB para obter liquidez desde meados de 2024. Anotações da ex-diretora de Riscos do BRB, Luana de Andrade Ribeiro, confirmam que Costa recebeu alertas em reuniões. Em 11 de julho de 2025, ela registrou que Costa sugeriu “salvar” o Master, dizendo que, se não houvesse as compras, o banco iria quebrar.

Colégio Dom Bosco é condenado por erro na colação de grau

Dom Bosco

SÃO LUÍS, 28 de maio de 2026 — Uma estudante do Colégio Dom Bosco, em São Luís, foi impedida de participar da colação de grau após ser informada de uma suposta pendência acadêmica poucos dias antes da cerimônia. O caso foi julgado pelo 4º Juizado Especial Cível, que condenou a instituição ao pagamento de R$ 5 mil por danos morais. Em defesa, a escola alegou inexistência de falha na prestação do serviço e afirmou que havia pendência acadêmica no período da colação de grau inicialmente prevista. No entanto, o processo não teve acordo em audiência de conciliação, seguindo para análise judicial com documentos apresentados pelas partes. Segundo o juiz Licar Pereira, documentos apontaram erro administrativo do Colégio Dom Bosco, que emitiu declaração sem pendências na colação de grau da estudante e regularizou com aproveitamento de disciplina. O magistrado considerou que a informação sobre a colação de grau foi repassada poucos dias antes da cerimônia, reconhecendo dano moral. O pedido de danos materiais foi negado por falta de comprovação dos gastos alegados. Também não foi comprovado que eventual empréstimo citado pela autora tenha sido feito exclusivamente para regularização acadêmica ou por imposição da escola.

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