PROPINAÇO

Governo Lula defende Jaques Wagner após operação da PF

Andre Reis
Compartilhe
Governo Jaques
Governo Lula defende Jaques Wagner após operação da PF. Senador é alvo de investigação por suspeitas de corrupção; Petistas confiam na inocência do aliado.

BRASÍLIA, 18 de junho de 2026  O governo do presidente Lula saiu em defesa do senador Jaques Wagner (PT-BA) nesta quinta (18). A Polícia Federal fez uma operação contra ele. A investigação apura corrupção e lavagem de dinheiro ligadas ao Banco Master.

Os aliados de Lula disseram, em conversas reservadas, que não acreditam no envolvimento de Wagner com crimes. Eles afirmam que o senador vai esclarecer tudo. Os petistas também lembram que todos têm direito à defesa.

Wagner estava na Bahia durante a operação. Ele acompanharia a sessão do Congresso por videoconferência. Por enquanto, o senador não quis dar entrevistas.

O presidente do PT, Edinho Silva, foi o único que falou publicamente. Ele disse que confia na inocência de Wagner. Afirmou ainda que as investigações devem seguir seu curso normal.

“Apoiamos todas as apurações sobre o Banco Master. A sociedade tem direito à verdade”, declarou Edinho. “Os crimes precisam ser apurados e os culpados, punidos. Confiamos que Wagner provará sua inocência.”

Além do senador, a operação mirou o empresário Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master. É a primeira vez que a investigação chega a um aliado próximo de Lula.

A PF encontrou indícios de que Wagner recebeu vantagens para ajudar o banco no Congresso. Os investigadores analisam um apartamento de R$ 2,5 milhões em Salvador. Também investigam pagamentos feitos por uma empresa ligada à mulher de seu enteado. Além disso, veem viagens frequentes em aviões usados por Vorcaro, dono do Master.

Mensagens trocadas entre Wagner e Augusto Lima foram encontradas. Documentos mostram pagamentos de R$ 11 milhões do Master à empresária Bonnie Bonilha. Ela é mulher do enteado do senador. O dinheiro foi pago por contratos de consultoria.

A PF apura se Wagner ajudou o governo a favorecer a compra do Master pelo BRB. Também investiga se ele apoiou a chamada “emenda Master”. A proposta ampliava limites de investimentos.

Augusto Lima já havia sido alvo da primeira fase da operação em novembro do ano passado. Nesta nova etapa, agentes cumpriram mandados em endereços do empresário em Brasília, São Paulo e Bahia.

A assessoria de Wagner e a defesa de Lima não se manifestaram até agora.

Compartilhe
0 0 votos
Classificação da notícias
Inscrever-se
Notificar de
guest
0 Comentários
mais antigos
mais recentes Mais votado
Feedbacks embutidos
Ver todos os comentários

Gostaríamos de usar cookies para melhorar sua experiência.

Visite nossa página de consentimento de cookies para gerenciar suas preferências.

Conheça nossa política de privacidade.

0
Adoraria saber sua opinião, comente.x