SET anuncia redução temporária na frota de ônibus em SLZ

SET Ônibus

SÃO LUÍS, 11 de março de 2026 – O Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros de São Luís (SET) anunciou uma redução temporária na frota de ônibus do transporte público da capital maranhense. A entidade divulgou a decisão em comunicado oficial e informou que o ajuste ocorre devido à instabilidade econômica que afeta o setor. Segundo o sindicato, o aumento no preço dos combustíveis motivou a readequação operacional do sistema. De acordo com o SET, o principal fator para a medida foi a alta no valor do óleo diesel no mercado nacional. A entidade afirma que o combustível registrou reajuste de 25% apenas na última semana. O sindicato alegou que as empresas não conseguem manter 100% da operação atual do transporte público. Em nota, o sindicato afirmou que a alteração na frota busca garantir a continuidade mínima do serviço. Segundo a entidade, as empresas enfrentam um cenário considerado de “força maior”. Dessa forma, o SET declarou que a readequação foi necessária para preservar a sustentabilidade básica do transporte público na cidade.

Juiz mantém cassação de prefeito e vice por abuso de poder

juiz turiaçu

BRASÍLIA, 11 de março de 2026 – O juiz da 39ª Zona Eleitoral de Turiaçu, Jacqueson Ferreira Alves dos Santos, rejeitou os embargos de declaração apresentados pela defesa do prefeito Edésio João Cavalcanti e de seu vice, Adonilson Alves Rabelo. Com isso, a Justiça confirmou a cassação dos mandatos e a inelegibilidade dos agentes políticos, decisão publicada no processo nº 0600155-09.2024.6.10.0039. A sentença anterior, agora mantida, havia reconhecido a prática de abuso de poder político e econômico durante o período eleitoral. A defesa tentava reverter o entendimento, mas o magistrado considerou que não havia omissão, contradição ou obscuridade na decisão original, apenas uma tentativa de rediscutir o mérito da causa. A ação de investigação judicial eleitoral apontou que dois eventos públicos foram utilizados para beneficiar a candidatura da chapa. O Tury Fest, realizado entre os dias 5 e 7 de setembro, e a festa de aniversário do povoado Porto Santo, no dia 8 de setembro, foram custeados com recursos municipais, conforme documentos como o Contrato nº 72/2023 e seus aditivos.

Ney Bello nega venda de sentença e se diz vítima de advogado

Ney Bello

BRASÍLIA, 10 de março de 2026 – O desembargador Ney de Barros Bello Filho, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), afirmou em mensagem enviada a magistrados da corte que foi vítima de tráfico de influência praticado por um advogado investigado pela Polícia Federal. O caso envolve suspeitas de venda de sentença em favor de um traficante de cocaína. A manifestação ocorreu após a divulgação de interceptações telefônicas relacionadas ao caso. O magistrado citou o advogado João Paulo Todde Nogueira, alvo de investigação da Polícia Federal, que apura a suposta compra de decisão judicial no TRF-1. Ney Bello declarou que o advogado teria afirmado a terceiros que havia pago dinheiro ao desembargador, o que, segundo o magistrado, não ocorreu. A declaração foi feita em um grupo de WhatsApp com integrantes do tribunal. Na mensagem, o desembargador comentou diálogos divulgados pela revista Piauí e afirmou que foi alvo de uma tentativa de tráfico de influência. Segundo o magistrado, o advogado investigado teria dito a outro traficante de drogas que havia pago “uma beirada” para obter decisão favorável. Ney Bello afirmou que essa informação seria falsa e classificou a situação como “venda de fumaça”. Além disso, o desembargador declarou que não conhece o advogado investigado e que nunca julgou processos patrocinados por ele. O magistrado também afirmou que não possuía jurisdição no processo citado nas conversas interceptadas pela Polícia Federal. Interceptações telefônicas realizadas pela Polícia Federal e divulgadas pela revista Piauí mostram que a irmã do traficante Leonardo Costa Nobre, identificada como Juliana, conversou com o irmão enquanto ele estava preso. A ligação ocorreu a partir do escritório do advogado investigado. Durante a conversa, a mulher afirmou que o advogado teria relação com o desembargador Ney Bello. Ela também declarou que o magistrado receberia parte de valores ligados ao suposto acordo mencionado nas conversas. Segundo o diálogo citado na reportagem, o advogado teria informado que pagou cerca de R$ 1,5 milhão ao magistrado. A publicação, no entanto, destacou que não ficou claro em qual contexto esse pagamento teria sido mencionado nas conversas interceptadas. DESEMBARGADOR NÃO É INVESTIGADO A reportagem da revista Piauí afirma que Ney Bello não é investigado pela Polícia Federal no caso. O magistrado aparece apenas nas conversas interceptadas entre pessoas investigadas no inquérito. De acordo com a publicação, o alvo da investigação é o advogado João Paulo Todde Nogueira. A Procuradoria-Geral da República apresentou acusação criminal contra ele por tráfico de influência e outros crimes relacionados ao caso. Na mensagem enviada aos colegas, o desembargador também mencionou a repercussão do caso no Maranhão, estado onde nasceu. Ele afirmou que reportagens e publicações em redes sociais teriam sido divulgadas em meio a disputas políticas locais.

CNJ investiga ocultação de R$ 62 bilhões em dívidas no MA

CNJ TJMA

MARANHÃO, 10 de março de 2026 – O corregedor nacional de Justiça (CNJ), Mauro Campbell, determinou que o Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) adote medidas para combater a ocultação de dívidas em consultas públicas do mercado de crédito. A decisão, assinada no último dia 26, atinge outros oito estados e responde a um levantamento dos Cartórios de Protesto do Brasil que revelou um esquema de proporções bilionárias. Nos últimos cinco anos, a Justiça autorizou o esconderijo de pelo menos 2,9 milhões de débitos, que somam R$ 62,1 bilhões, mantendo as dívidas ativas, mas invisíveis em pesquisas por CPF ou CNPJ . De acordo com as informações da Corregedoria, a prática é conhecida como “indústria limpa nome” e envolve a obtenção de liminares de forma ardilosa para camuflar a inadimplência. O ministro do CNJ Mauro Campbell classificou o esquema como uma “grave ameaça à segurança jurídica e à higidez do ambiente de crédito no País”. Além disso, ele alertou que a ocultação fraudulenta gera um “apagão de dados” que induz credores a erro e fomenta a inadimplência sistêmica.

Vice-prefeito maranhense é preso por criar fake news com IA

vice-prefeito

FORTALEZA DOS NOGUEIRAS, 10 de março de 2026 – Rui Arruda, vice-prefeito de Fortaleza dos Nogueiras, foi detido na manhã desta terça (10) pela Polícia Civil do Maranhão durante a terceira fase da “Operação Fake News”. A ação, conduzida pela 11ª Delegacia Regional de Balsas, investiga um grupo criminoso especializado em produzir e espalhar notícias falsas na internet com uso de Inteligência Artificial (IA). As investigações apontaram o político como responsável por ataques sistemáticos contra autoridades, incluindo a prefeita Dr.ª Fernanda.

Duarte pede dados de número ligado a Alexandre de Moraes

Duarte CPMI

BRASÍLIA, 10 de março de 2026 – O deputado federal Duarte Jr apresentou nesta segunda (9) um requerimento na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS solicitando dados cadastrais de um número de telefone salvo como “Alexandre de Moraes Brasília” no celular do banqueiro Daniel Vorcaro. O pedido busca identificar quem utilizava a linha registrada na agenda do empresário.

Defesa diz que verba investigada não era emenda parlamentar

defesa stf

BRASÍLIA, 10 de março de 2026 – A defesa do deputado federal Josimar Maranhãozinho afirmou nesta terça (10) ao Supremo Tribunal Federal (STF) que os recursos investigados pela Procuradoria-Geral da República não podem ser classificados como emendas parlamentares. O argumento foi apresentado durante sessão da Primeira Turma do STF, em julgamento que analisa denúncia contra o parlamentar por suposto desvio de verbas públicas. O advogado do deputado foi o primeiro a apresentar a sustentação oral da defesa no plenário. Segundo ele, os valores citados na investigação somam cerca de R$ 1,5 milhão e estavam registrados no orçamento federal como RP-2. Essa classificação corresponde a recursos discricionários do governo federal. De acordo com a defesa, verbas identificadas como RP-2 não possuem vínculo formal com indicações feitas por parlamentares. Portanto, segundo o advogado, não seria possível atribuir diretamente ao deputado a liberação ou a indicação desses recursos federais. Além disso, a defesa afirmou que documentos da execução orçamentária indicam que o Ministério da Saúde realizou o repasse diretamente a um município do interior do Maranhão entre 2019 e 2020. Dessa forma, o advogado sustenta que não há provas de participação do parlamentar na destinação dos valores. No entanto, a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República aponta que Josimar Maranhãozinho teria liderado um esquema de desvio de recursos públicos. Conforme a acusação, verbas federais destinadas a municípios maranhenses eram liberadas mediante exigência de devolução de parte do dinheiro. ACUSAÇÃO APONTA ESQUEMA DE RETORNO Segundo a investigação, integrantes do suposto esquema solicitavam cerca de 25% dos valores repassados aos municípios. A prática é conhecida como “retorno”, quando parte dos recursos públicos transferidos volta aos envolvidos no esquema. Investigadores afirmam ainda que, apesar de classificadas como RP-2, essas verbas eram frequentemente negociadas entre integrantes do governo federal e parlamentares. Diferentemente das emendas individuais ou de bancada, esse tipo de recurso não registra oficialmente o autor da solicitação. Outro ponto apresentado pela defesa envolve a relação política entre o deputado e o município beneficiado. O processo menciona repasses feitos à Prefeitura de São José do Ribamar durante a gestão do então prefeito José Eudes. Segundo os advogados, José Eudes era adversário político de Josimar Maranhãozinho no período em que os recursos foram destinados ao município. Assim, a defesa afirma que não haveria interesse do parlamentar em direcionar verbas para uma administração municipal considerada rival. A acusação do Ministério Público inclui crimes como corrupção e organização criminosa. A Procuradoria sustenta que o grupo investigado teria participado de um esquema envolvendo repasses federais para cidades do Maranhão. Durante a sessão, a Primeira Turma do STF também ouviu a defesa do deputado federal Pastor Gil, que figura entre os denunciados no processo.

PRF prende 41 foragidos em rodovias do MA no início de 2026

PRF operação

MARANHÃO, 10 de março de 2026 – PRF prende 41 foragidos em rodovias do Maranhão no início de 2026. O número representa um crescimento de 41% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando 29 pessoas foram capturadas. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) atribui o resultado ao reforço nas operações e à ampliação da presença policial nas estradas federais que cortam o estado. A ação, ocorrida entre 1º de janeiro e 28 de fevereiro de 2026, supera em 29,42% os 21.454 veículos fiscalizados no mesmo intervalo de 2025.

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