Justiça condena presidente do PL por fala sobre 8 de janeiro

BRASÍLIA, 12 de maio de 2026 — O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, foi condenado a pagar R$ 20 mil de indenização por danos morais ao Diretório Nacional do PT. A decisão é da 5ª Vara Cível de Brasília. Ela foi tomada nesta segunda (11). O PT moveu a ação por causa de declarações feitas por Valdemar durante o Rocas Festival 2025. O evento ocorreu em setembro do ano passado, em Itu (SP). Valdemar afirmou que os atos golpistas de 8 de janeiro de 2023 foram organizados pelo PT. “Quem começou o quebra-quebra foi o povo do PT”, disse ele na ocasião. Ele também afirmou que há filmagens de pessoas saindo tranquilamente do local. No mesmo evento, Valdemar defendeu o projeto de anistia. Ele disse que o objetivo da direita nas eleições de 2026 é fazer maioria no Senado. Ele afirmou que “houve um planejamento de golpe” no Brasil. No entanto, negou que tenha havido crime no movimento. Ele classificou os atos de 8 de janeiro como “bagunça”. Três dias após as falas, Valdemar disse que “errou” ao afirmar que houve planejamento para um golpe de Estado. Ele manteve, porém, a alegação de que não houve execução do plano. O juiz entendeu que as declarações ultrapassaram os limites da crítica política. A decisão destacou que as falas configuram imputação indevida de crime ao partido adversário. O magistrado afirmou que não se trata de mera emissão de opinião ou crítica política genérica. As falas, segundo o juiz, extrapolam a crítica político-ideológica. Elas ingressam na seara da imputação de conduta criminosa específica. Dessa forma, a Justiça determinou o pagamento de R$ 20 mil ao Diretório Nacional do PT.
Defesa cita transtorno mental de patroa que agrediu grávida

MARANHÃO, 12 de maio de 2026 — A defesa da patroa Carolina Sthela Ferreira dos Anjos passou a sustentar a possibilidade de transtornos mentais após a perícia confirmar que os áudios anexados à investigação pertencem à acusada. Carolina está presa suspeita de agredir e torturar a empregada doméstica grávida Samara Regina, de 19 anos, em Paço do Lumiar, na Região Metropolitana de São Luís. Os laudos do Instituto de Criminalística da Polícia Civil do Maranhão apontaram que a voz presente nas gravações é da própria empresária. Nos áudios, Carolina relata agressões praticadas contra a jovem e menciona detalhes da violência investigada pela polícia. Antes da conclusão pericial, a patroa havia negado ser autora das gravações. O advogado Otoniel D’Oliveira Chagas afirmou que Carolina pode apresentar distúrbios psicológicos. Segundo ele, a empresária provavelmente possui algum transtorno, como borderline ou dupla personalidade, situação que, conforme a defesa, deve ser considerada durante o processo. A defesa anterior deixou o caso no domingo, alegando ter sofrido ameaças. Além disso, a Polícia Civil do Maranhão aguarda o resultado da perícia realizada em um equipamento DVR apreendido na residência da empresária. O aparelho armazena imagens das câmeras internas do imóvel. Nesta segunda (11), os investigadores ouviram Yuri Silva do Nascimento, marido de Carolina. Após prestar depoimento, ele foi liberado. Segundo o delegado Walter Wanderley, Yuri afirmou que não participou das agressões e que realizava um serviço elétrico em um veículo no momento dos fatos. O irmão da empresária também foi ouvido durante as investigações. Carolina Sthela permanece presa no Complexo Penitenciário de Pedrinhas. Já o policial militar Michael Bruno Lopes Santos, apontado como participante das agressões, segue detido no Comando Geral da Polícia Militar. Os dois são investigados por tentativa de homicídio triplamente qualificado, tortura, cárcere privado, injúria, calúnia e difamação. Segundo a polícia, as qualificadoras envolvem motivo torpe, uso de meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima. Em depoimento, Carolina afirmou que o anel citado no caso teria valor estimado em R$ 5 mil e declarou estar grávida de três meses.
Lula anuncia programa de mais de R$ 10 bilhões contra crime

BRASÍLIA, 12 de maio de 2026 — O presidente Lula (PT) anunciou o Programa Brasil Contra o Crime Organizado. O anúncio ocorreu nesta terça (12). O plano tem R$ 11 bilhões em financiamento. Ele é dividido em quatro eixos. O primeiro eixo visa a asfixia financeira das organizações criminosas. O segundo promove padrão de segurança máxima no sistema prisional. O terceiro eixo amplia as taxas de esclarecimento de homicídios. E o quarto eixo enfrenta o tráfico de armas, munições e explosivos. A cerimônia contou com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). Também estavam presentes o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e o ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva. Lula cobrou colaboração do Poder Judiciário. O petista citou reclamação de governadores sobre soltura de criminosos logo após a prisão. Do total, R$ 1,06 bilhão será de recursos da União. O valor inclui R$ 388,9 milhões para asfixia financeira. Além disso, R$ 330,6 milhões vão para o sistema prisional. R$ 201 milhões destinam-se ao esclarecimento de homicídios. Por fim, R$ 145,2 milhões combatem o tráfico de armas. Outros R$ 10 bilhões são de linha de crédito para estados e municípios. O vice-presidente Geraldo Alckmin criticou normas do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Alckmin disse que a liberação de armas foi a “única” política de segurança do governo anterior. Ele afirmou que o acesso a armas deve ser da polícia. Ele relacionou a ampliação do porte ao aumento de feminicídios. O presidente da Câmara, Hugo Motta, destacou o combate ao feminicídio. Motta disse que a segurança é uma das “preocupações mais concretas da vida nacional”. Ele adiantou que o grupo de trabalho sobre o PL da Misoginia apresentará parecer até o início de junho. Lula reforçou que só criará o Ministério da Segurança após aprovação da PEC da Segurança Pública. A matéria está parada no Senado há dois meses. O programa será estruturado por quatro portarias e um decreto presidencial. Os recursos vêm do Fundo Nacional de Investimento em Infraestrutura Social (FIIS).
Policial militar é condenado por tiros em posto no Calhau

SÃO LUÍS, 12 de maio de 2026 — O 2º Tribunal do Júri de São Luís condenou o policial militar Uarlin Raiddan Araújo Rodrigues a 10 anos, cinco meses e 10 dias de prisão por tentativa de homicídio contra Lilian Stefany Sousa Raposo e Jucenario dos Santos Viana. O crime ocorreu na madrugada de 4 de fevereiro de 2023, nas proximidades de um posto de combustível na Avenida dos Holandeses, no bairro Calhau, em São Luís. Além da pena em regime fechado, a Justiça determinou a perda do cargo público na Polícia Militar do Maranhão. No entanto, o acusado poderá recorrer da decisão em liberdade. O julgamento ocorreu no Fórum Desembargador Sarney Costa e foi presidido pelo juiz substituto Guilherme Suminski Mendes. Segundo denúncia do Ministério Público, Uarlin chegou ao local acompanhado da então companheira, Lilian Raposo, e encontrou amigos dela, entre eles Jucenario dos Santos, ex-namorado da vítima. Conforme os autos, após uma discussão dentro do veículo, Lilian saiu do carro e afirmou que não retornaria para casa com o policial. De acordo com a investigação, o militar perseguiu Lilian e tentou obrigá-la a voltar ao veículo, provocando uma confusão no local. Quando Jucenario tentou intervir, o acusado efetuou disparos contra ele após ameaçar uma amiga da vítima com uma arma de fogo. Jucenario foi atingido no pé enquanto tentava fugir. Na sequência, conforme aponta a denúncia, o acusado também atirou contra Lilian, que conseguiu se esconder e sofreu apenas um ferimento de raspão. Testemunhas relataram que o policial simulou deixar o local antes de retornar efetuando disparos em meio à multidão. As provas do processo apontaram que o crime foi motivado por ciúmes.
Primeira-dama Janja é indicada a embaixadora contra fome

BRASÍLIA, 12 de maio de 2026 — A primeira-dama Janja foi indicada para o cargo de embaixadora da Aliança Global Contra a Fome. A escolha ocorreu durante a conferência da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). O evento aconteceu em Paris, na França, nesta segunda (11). Países integrantes da iniciativa fizeram a seleção. A aliança multilateral foi lançada em novembro de 2024. O Brasil idealizou o projeto durante sua presidência no G20. Até o momento, a instância reúne 217 membros. Entre eles estão países, organizações internacionais e instituições financeiras. Fundações, organizações da sociedade civil e instituições acadêmicas também participam. O principal objetivo da aliança é coordenar recursos internacionais. Além disso, busca reunir conhecimentos técnicos para combater a fome. A meta é retirar 500 milhões de pessoas da extrema pobreza. O plano também prevê erradicar a fome no mundo até 2030. Em outubro, Janja foi escolhida para representar o Brasil no Fórum Mundial da Alimentação. Ela também participou da inauguração do novo escritório da Aliança.
Ex-prefeito Genésio segue com contas reprovadas e inelegível

PINHEIRO, 12 de maio de 2026 — O Tribunal de Contas do Estado do Maranhão rejeitou, em decisão publicada no dia 11 de maio de 2026, uma nova tentativa do ex-prefeito de Pinheiro, Luciano Genésio, de reverter a reprovação das contas de governo referentes ao exercício financeiro de 2020. A decisão foi assinada pelo presidente da Corte e manteve o entendimento já adotado em julgamentos anteriores. Segundo o documento, Luciano Genésio já havia apresentado outros dois recursos contra a desaprovação das contas. No entanto, ambos foram rejeitados pelo TCE-MA. Ainda assim, o ex-prefeito protocolou um novo Recurso de Reconsideração, que também não obteve êxito. Dessa forma, o Tribunal voltou a manter a decisão sobre as contas de 2020. O TCE-MA informou que o novo recurso foi apresentado após o trânsito em julgado do processo, situação que caracteriza o encerramento do prazo legal para contestação. Por isso, o pedido não foi conhecido na forma apresentada. Além disso, o processo foi encaminhado ao relator original apenas para análise da regularidade processual, sem efeito suspensivo. As contas de 2020 de Luciano Genésio foram desaprovadas após apontamentos de irregularidades em relatórios técnicos produzidos pela Corte de Contas. Posteriormente, a Câmara Municipal de Pinheiro acompanhou o parecer emitido pelo TCE-MA e também votou pela reprovação das contas do então gestor. Com a manutenção das decisões e a rejeição dos recursos apresentados, Luciano Genésio segue com as contas de 2020 desaprovadas. Conforme a legislação vigente, a reprovação pode resultar em inelegibilidade. A nova decisão do Tribunal reforça o entendimento já consolidado pela Corte no processo.
Morto em Santa Inês mais um detento durante saída temporária

SANTA INÊS, 12 de maio de 2026 — Antônio Brasilino da Costa Júnior, de 38 anos, foi morto a tiros nesse domingo (10) dentro de uma kitnet em Santa Inês, no Maranhão. O homem era beneficiado pela saída temporária do Dia das Mães. Após o crime, os autores fugiram do local e ainda não foram identificados pelas autoridades. Segundo informações iniciais, Antônio Brasilino da Costa Júnior possuía histórico criminal e era apontado como autor de um homicídio e ocultação de cadáver registrados no município de Santa Luzia, no ano de 2019. O caso está sendo apurado pelas forças de segurança. Esse é o segundo assassinato, em menos de uma semana, envolvendo presos beneficiados pela saída temporária do Dia das Mães em Santa Inês. Na semana passada, Deyvison Wildson de Oliveira Almeida, de 30 anos, também foi morto a tiros no município. De acordo com testemunhas, Deyvison havia deixado o Complexo Penitenciário de Pedrinhas e seguia para Santa Inês em um táxi pela BR-316, no bairro Coheb. Próximo a uma base do SAMU, criminosos encapuzados interceptaram o veículo e ordenaram a saída dos ocupantes. Em seguida, os suspeitos efetuaram vários disparos contra Deyvison Wildson de Oliveira Almeida. Após o ataque, os criminosos fugiram do local. O caso também é investigado pelas autoridades responsáveis pela segurança pública no Maranhão.
Fundo de Vorcaro recomprou ações e deu lucro a firma de Ciro

BRASÍLIA, 12 de maio de 2026 — Um fundo ligado à família Vorcaro comprou a maior parte do patrimônio da Green Investimentos SA. Essa empresa tinha a CNLF Empreendimentos Imobiliários, do senador Ciro Nogueira (PP-PI), como uma de suas sócias. A transação funcionou como recompra do que havia sido vendido ao político meses antes. Além disso, a operação deu liquidez formal à Green durante um período específico. Nesse período, o líder do PP teria recebido R$ 300 mil mensais de “uma empresa do grupo Master”. O pagamento mensal foi citado em decisão do ministro André Mendonça, do STF. O advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, admitiu o pagamento na manhã desta segunda (11/5). Pouco depois, ele foi destituído da função de defensor de Ciro. A Polícia Federal (PF) atribuiu o pagamento mensal aos dividendos da Trinity Energias Renováveis. Essa empresa distribuiu R$ 12 milhões de lucro aos acionistas em 2024, referentes ao exercício de 2023. Os 20% que cabiam à Green Investimentos SA (R$ 2,4 milhões) foram recebidos em julho. O presidente da Green relatou esse recebimento ao primo Daniel Vorcaro em mensagens interceptadas pelos investigadores. De acordo com a PF, apenas essa transação renderia R$ 720 mil a Ciro Nogueira. A CNLF, formalmente administrada por um irmão do senador, havia comprado uma participação de 30% na Green Investimentos SA por R$ 1 milhão em abril de 2024. Essa participação pertencia ao fundo Green Energia FIP Multiestratégia. Os investigadores afirmam que Daniel Vorcaro orientou o primo para que a participação da empresa de Ciro ensejasse a percepção de dividendos. O objetivo seria evitar que a operação entrasse no radar de mecanismos de fiscalização. Segundo informações, a Trinity não distribuiu lucro em 2024 ou 2025. Pelo contrário: a Trinity teve prejuízo. Sem receber dividendos, a Green Investimentos não teria receita para distribuir aos acionistas, incluindo a CNLF de Ciro Nogueira. Em 11 de fevereiro de 2025, o mesmo fundo que vendeu parte da Green para a CNLF aprovou comprar a totalidade de 642.897 ações da Trinity. Essas ações pertenciam formalmente à Green Investimentos, conforme documentação acessada pelo Metrópoles. O balanço da Trinity apontava que as ações valiam R$ 5,5 milhões ao final de 2024. O valor final da transação não foi detalhado pelo fundo. Dessa forma, a operação serviu para transferir dinheiro do fundo ligado a Vorcaro ao caixa da Green Investimentos. Isso deu liquidez à empresa e possibilitou eventual pagamento de dividendo aos sócios, entre eles a empresa da família de Ciro Nogueira. A imprensa nacional repercutiu no fim de semana que Ciro Nogueira comprou um triplex de R$ 22 milhões em São Paulo. A compra ocorreu três meses depois de ele se tornar sócio de Daniel Vorcaro. A transação imobiliária aconteceu 26 dias antes da chamada “Emenda Master”. Essa emenda, que teria sido encomendada pelo banqueiro, ampliava o seguro do FGC para R$ 1 milhão por investidor.

