Dino dá 48 horas para Câmara explicar viagem de Mario Frias

Dino Mario

BRASÍLIA, 21 de maio de 2026 — O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quarta (20) que a Câmara dos Deputados preste esclarecimentos. A cobrança refere-se à viagem internacional do deputado federal Mario Frias ao Bahrein. O magistrado deu prazo de 48 horas para a Casa informar detalhes sobre custos, pagamentos e duração da missão. Um oficial de Justiça tenta intimar o parlamentar há mais de um mês. A intimação ocorre em uma ação que questiona o repasse de emendas parlamentares para organizações não governamentais (ONGs). Essas ONGs são ligadas à produtora do filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. Mario Frias viajou ao Bahrein na semana passada. A agenda foi organizada pela embaixada do país do Oriente Médio. Segundo o deputado, o objetivo da visita seria fortalecer relações bilaterais entre Brasil e Bahrein. Dino encaminhou um ofício ao presidente da Câmara, Hugo Motta, cobrando as informações sobre a viagem. A Câmara confirmou o recebimento do documento. A Casa informou que Mario Frias apresentou dois pedidos de missão internacional sem custos para a Câmara. O primeiro pedido foi a viagem ao Bahrein, entre 12 e 18 de maio. O segundo foi a viagem para Dallas, nos Estados Unidos, entre 19 e 21 de maio. Nenhum dos pedidos foi autorizado oficialmente. O g1 revelou que o endereço fornecido pela Câmara ao STF não corresponde mais à residência de Mario Frias. A mudança ocorre há cerca de dois anos. O gabinete do deputado informou ao oficial de Justiça que Frias estava em missão internacional. Além disso, afirmou que não havia previsão de retorno ao Brasil. Por isso, o mandado de intimação foi devolvido ao gabinete de Flávio Dino para novas providências. A ação no STF questiona o envio de recursos públicos para ONGs ligadas à produtora do filme “Dark Horse”. O filme foi financiado pelo banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. M ario Frias teria destinado R$ 2 milhões em emendas parlamentares ao Instituto Conhecer Brasil. O instituto é presidido por Karina Ferreira da Gama, apontada como produtora do longa sobre Bolsonaro. Em março deste ano, Flávio Dino determinou que o deputado prestasse esclarecimentos sobre os repasses. Na semana passada, o ministro abriu uma apuração preliminar sobre o envio de emendas por parlamentares do PL para entidades ligadas à produção do filme. O Supremo investiga se houve irregularidades na destinação das verbas públicas. A apuração também busca esclarecer a relação entre os repasses parlamentares e a produção audiovisual ligada ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

Polícia Federal cumpre mandados na casa de Rubens Pereira

Polícia Federal

MAIOBÃO, 21 de maio de 2026 — A Polícia Federal cumpriu, na manhã desta quinta (21), mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal na residência do ex-deputado estadual Rubens Pereira, em São Luís. A ação também atingiu a casa de um assessor do ex-parlamentar, no Maiobão. Segundo a Polícia Federal, as investigações que motivaram a operação identificaram um esquema com empresas de fachada, contratos simulados e notas fiscais frias, com desvio de recursos para campanhas eleitorais. “O grupo também operava mediante contas bancárias de terceiros e realizava outras práticas típicas de lavagem de dinheiro”, dizem os federais. De acordo com a corporação, nos 15 dias que antecederam o pleito de 2024 foram movimentados mais de R$ 1,9 milhão, com distribuição superior a R$ 1,2 milhão a candidatos e intermediários. A PF aponta ainda indícios de que recursos de contratos públicos tenham sido desviados para fins eleitorais. “Há indícios de que parte significativa desses recursos tenha origem em contratos públicos, desviados para fins eleitorais. Até o momento, foram identificados vários candidatos beneficiados pelo esquema, em diversos municípios do estado”, completa a nota. Por determinação do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA), foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão, além do afastamento de sigilos bancário, fiscal e telemático dos investigados, afastamento de quatro servidores públicos e indisponibilidade de bens no valor de R$ 2 milhões. As diligências ocorreram em São Luís, Paço do Lumiar, Barreirinhas, Codó, Matões e Teresina (PI). Os investigados poderão responder por caixa dois eleitoral, corrupção eleitoral, lavagem de dinheiro, organização criminosa, crimes contra a Administração Pública e desvio de recursos públicos. O ex-secretário de Estado da Articulação Política, Rubens Pereira, afirmou em nota que ainda não teve acesso aos detalhes da operação e declarou confiança na apuração. “Em mais de 40 anos de atividade pública, nunca tinha sido alvo de operações como essa”, afirmou, acrescentando que nem ele nem familiares foram candidatos nas eleições de 2024. Ele também informou que está à disposição das autoridades e que deve se manifestar novamente após ter acesso às informações do caso.

Deolane Bezerra é presa por ligação com facção criminosa

Deolane Bezerra

SÃO PAULO, 21 de maio de 2026 — A Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo prenderam a advogada e influenciadora digital Deolane Bezerra nesta quinta (21). A prisão ocorreu em Alphaville, na Região Metropolitana de São Paulo. A suspeita é envolvimento em lavagem de dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC). A operação, chamada de Vérnix, cumpriu seis mandados de prisão preventiva. Além disso, a ação realizou buscas e apreensões em diversos endereços. Entre os principais alvos está Marco Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, líder da facção. Familiares próximos dele também foram alvos, como seu irmão Alejandro Camacho e dois sobrinhos. Segundo as investigações, uma rede complexa de ocultação de bens foi estruturada por meio de empresas e terceiros. Dessa forma, a facção conseguiu movimentar recursos ilícitos. A polícia identificou uma transportadora de Presidente Venceslau como uma das empresas usadas na lavagem de dinheiro da família de Marcola. Entre os presos está Everton de Souza, chamado de “Player”. Ele é apontado como operador financeiro do grupo. Conforme mensagens interceptadas, ele orientava remessas e indicava contas para movimentações ilegais. Por isso, os investigadores o consideram peça-chave no esquema. Relatórios financeiros mostram que Deolane recebeu transferências suspeitas entre 2018 e 2021. Essas transferências somaram quase R$ 700 mil. Parte desse dinheiro veio de um homem da Bahia que recebe salário mínimo. O Ministério Público afirma que ele era usado como “laranja” no esquema. Além disso, os valores não foram declarados oficialmente. A Justiça decretou o bloqueio de cerca de R$ 27 milhões em contas ligadas à influenciadora. Também determinou a apreensão de 39 veículos de luxo. Juntos, os veículos superam R$ 8 milhões. No total, os bloqueios de bens ultrapassam R$ 357 milhões, conforme decisão judicial. HISTÓRICO Deolane esteve recentemente em Roma, na Itália, e voltou ao Brasil na quarta (20). Durante as investigações, seu nome foi incluído na lista de Difusão Vermelha da Interpol. Mandados de busca também foram executados em propriedades dela em Barueri e em outros endereços de investigados. Um influenciador digital considerado filho de criação de Deolane também teve seu endereço vistoriado. Um contador ligado ao grupo também passou por buscas. A investigação começou em 2019. Na ocasião, houve apreensão de manuscritos e bilhetes de presos na Penitenciária II de Presidente Venceslau. Esses documentos indicavam ordens internas, movimentações financeiras e conexões no alto escalão do PCC.

FAMEM lidera comitiva de prefeitos em debate com a bancada federal

Famem comitiva

BRASÍLIA, 21 de maio de 2026 — O presidente da Federação dos Municípios do Estado do Maranhão (FAMEM), Roberto Costa, reuniu prefeitos maranhenses, parlamentares e representantes institucionais em encontro com a bancada federal do Maranhão. A reunião contou com a presença de prefeitos, vereadores, secretários municipais, assessores, deputados federais e senadores. Entre os principais temas estiveram o Piso do Magistério, precatórios, compensações financeiras pela ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda e os desafios na implantação de aterros sanitários e da política de resíduos sólidos. Roberto Costa afirmou que os municípios enfrentam pressão financeira diante de matérias que ampliam despesas sem definição clara de custeio. “Os municípios não são contra os pisos das categorias, mas é preciso definir de onde sairão os recursos para custear esses impactos”, afirmou o presidente da FAMEM. Ele também defendeu maior diálogo entre o Congresso Nacional e os gestores municipais antes da aprovação de propostas com impacto direto nas administrações locais. “O que está acontecendo é que projetos estão sendo aprovados e a conta está ficando apenas para os municípios”, destacou. Vice-presidente da FAMEM e prefeito de Peritoró, Dr. Júnior, reforçou a preocupação dos gestores com as propostas em discussão no Congresso. “A principal preocupação dos prefeitos hoje é garantir uma redistribuição tributária mais justa para os municípios”, disse. O deputado federal Duarte Júnior (AVANTE-MA) afirmou o compromisso da bancada com o fortalecimento das administrações municipais. “Nosso compromisso é fortalecer os municípios, fortalecer as prefeituras e fortalecer a gestão de cada prefeito e prefeita do Maranhão”, declarou. A senadora Eliziane Gama (PT-MA) destacou a situação dos pequenos municípios diante das dificuldades financeiras. “Os pequenos municípios precisam de um tratamento diferenciado para conseguir enfrentar suas dificuldades financeiras”, afirmou. A prefeita de Axixá, Roberta Barreto, também comentou as dificuldades enfrentadas pelas gestões municipais. “Existem pautas que podem inviabilizar financeiramente os municípios, e isso preocupa os gestores”, declarou. O encontro reuniu demandas do municipalismo maranhense relacionadas ao equilíbrio fiscal das prefeituras e à manutenção dos serviços públicos.

Ausência de dados em placas de obras gera investigação em SL

obras placas

SÃO LUÍS, 21 de maio de 2026 — O Ministério Público do Maranhão instaurou um Procedimento Administrativo para investigar denúncias envolvendo obras públicas executadas sem placas de identificação em São Luís. A apuração envolve a Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos e foi publicada no Diário Eletrônico do órgão no dia 7 de maio de 2026. Segundo a denúncia, a ausência das informações dificulta a fiscalização sobre contratos, valores e empresas responsáveis pelas intervenções. A investigação é conduzida pela promotora de Justiça Ilana Franco Bouéres Laender Morais, titular da 41ª Promotoria de Justiça Especializada de Defesa do Patrimônio Público e da Probidade Administrativa. O procedimento teve início após a constatação da falta de placa informativa em uma obra localizada na Rua Oswaldo Cruz, no Centro de São Luís, próximo à Praça Deodoro e ao prédio da Receita Federal. Segundo o Ministério Público, a situação pode representar descumprimento da Lei Municipal nº 7.554/2024, que determina a instalação de placas com informações detalhadas sobre obras públicas. Durante a apuração preliminar, a Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos informou que a intervenção está vinculada ao Contrato nº 37/2023-SEMOSP, firmado com a empresa EDECONSIL Construções e Locações LTDA. Mesmo assim, o Ministério Público destacou que a divulgação de informações apenas em meios digitais não atende às exigências legais. De acordo com a promotora, a legislação prevê a publicidade física das informações diretamente nos locais das obras para garantir transparência, publicidade, moralidade e eficiência na administração pública. Além disso, o órgão determinou o envio de recomendação oficial ao secretário municipal de Obras e Serviços Públicos, Davi Murad Col Debella. O Ministério Público cobra a regularização das obras e a apresentação da lista completa de intervenções em andamento sob responsabilidade da secretaria. A promotoria também solicitou informações sobre as medidas que serão adotadas para garantir o cumprimento das normas que exigem a identificação das obras públicas, inclusive em serviços já iniciados ou paralisados. A investigação segue em andamento.

Lula avança contra as redes sociais através de decretos

Lula decreto

BRASÍLIA, 21 de maio de 2026 — O presidente Lula (PT) assinou dois decretos nesta quarta (20) que endurecem as regras para redes sociais. Elas também ampliam o poder de fiscalização do governo sobre as big techs no país. Os decretos regulamentam decisões recentes do Supremo Tribunal Federal (STF). A Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) passa a monitorar o cumprimento das obrigações impostas pela Corte. O órgão é ligado ao Ministério da Justiça. Ele deixará de atuar apenas na proteção de dados pessoais. A agência assumirá uma função mais ampla na supervisão das redes sociais. Os decretos foram assinados por Lula sem necessidade de aprovação do Congresso Nacional. Ainda serão publicados no Diário Oficial da União (DOU). Um dos textos atualiza normas do Marco Civil da Internet, criado em 2014. O outro estabelece ações voltadas ao combate da misoginia e da violência contra a mulher no ambiente digital. A principal mudança ocorre na responsabilização das plataformas por conteúdos de terceiros. O STF passou a permitir punições mesmo sem decisão judicial em determinadas situações. Antes, as empresas só poderiam responder judicialmente caso descumprissem ordem da Justiça para remover uma publicação. Entre os casos considerados graves pelo STF estão terrorismo, incentivo ao suicídio, ataques à democracia, racismo, homofobia e crimes contra mulheres e crianças. Nessas situações, as próprias plataformas deverão agir rapidamente para retirar conteúdos do ar. Elas correm o risco de serem responsabilizadas por “falhas sistêmicas” em seus sistemas de controle. O novo decreto estabelece que redes sociais deverão remover conteúdos ilegais após simples notificação. Isso ocorre mesmo sem ordem judicial. As empresas terão de criar canais de denúncia. Elas também deverão informar os usuários sobre medidas adotadas. Além disso, precisarão permitir contestação das decisões. As plataformas ainda serão obrigadas a combater anúncios considerados fraudulentos. Exemplos incluem golpes financeiros, promoções enganosas e venda de produtos ilegais. Outra exigência prevê que as empresas armazenem dados das publicações. Isso auxiliará futuras investigações criminais e ações judiciais movidas por consumidores prejudicados. O texto, porém, traz salvaguardas para determinados tipos de manifestações. Estão protegidos conteúdos classificados como “crítica, paródia, sátira, conteúdo informativo (notícia), manifestação religiosa e liberdade de crença”. A ANPD também ficará encarregada de supervisionar se as plataformas adotam medidas preventivas para combater crimes e golpes na internet. As big techs deverão enviar relatórios periódicos à ANPD. Os relatórios devem detalhar as ações implementadas para cumprir as novas normas.

Maranhão registra duas novas pesquisas eleitorais

Pesquisa Maranhão

MARANHÃO, 21 de maio de 2026 — O Jornal Pequeno registrou nesta quarta (20) uma pesquisa eleitoral do Instituto INOP sobre o cenário político do Maranhão. O levantamento prevê entrevistas com 2.667 eleitores entre os dias 18 e 26 de maio. A divulgação dos resultados está prevista para a próxima terça (26). Além disso, o estado também aguarda a divulgação de pesquisa da Econométrica, contratada pelo Jornal O Imparcial. A pesquisa eleitoral para o Governo do Maranhão incluiu os nomes de Eduardo Braide, Enilton Rodrigues, Felipe Camarão, Lahesio Bonfim e Orleans Brandão. No entanto, os pré-candidatos Saulo Arcangeli e André Luís não aparecem na relação apresentada pelo instituto. O levantamento também apresentou dez nomes para a disputa ao Senado. A lista reúne André Fufuca, Antonia Cariongo, Duarte Jr., Eliziane Gama, Pedro Lucas, Hilton Gonçalo, Roseana Sarney, Roberto Rocha, Simplício Araújo e Weverton Rocha. Além disso, a pesquisa eleitoral do INOP também pretende identificar a intenção de voto dos eleitores maranhenses para deputado estadual e deputado federal. O levantamento segue modelo semelhante ao da pesquisa realizada pela Econométrica.

Família Vorcaro é investigada por ocultação de patrimônio

Vorcaro família

ESTADOS UNIDOS, 21 de maio de 2026 — A justiça dos Estados Unidos investiga a família Vorcaro por suspeita de ocultação de patrimônio. A informação consta de um memorando encontrado nos e-mails de Daniel Vorcaro. O documento foi obtido pela EFB Regimes Especiais, responsável pela liquidação do Banco Master naquele país. A revelação foi publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo. O documento descreve um mecanismo para movimentar e esconder ativos no exterior. Henrique Vorcaro, pai de Daniel, adquiria bens usando intermediários. Daniel, por sua vez, era apontado como beneficiário real desse patrimônio. O texto previa que Henrique deveria transferir imóveis e empresas ao filho mediante solicitação. Cada operação teria o valor simbólico de R$ 1. O liquidante considera essa cláusula uma evidência clara de tentativa de proteger ativos. A medida ignoraria o valor de mercado dos bens. O documento afirma: “Deste modo, tão logo solicitado por Daniel, Henrique se compromete a transferir companhias, propriedades de imóveis diretamente a Daniel, pelo valor de R$ 1 cada”. Além disso, o memorando estabelece que Daniel detém opção de compra sobre a gestora Iron Capital. EMPRESA JÁ APARECE EM INVESTIGAÇÕES A Iron Capital aparece em apurações sobre operações financeiras irregulares. Ela estruturaria negócios para fundos relacionados ao Master. A empresa também consta da Operação Compliance Zero. Essa investigação apura fraudes e manipulação de mercado ligadas ao grupo. O memorando foi anexado ao processo judicial nos EUA. Seu objetivo foi rebater a quarta tentativa dos advogados da família. Eles buscavam impedir a obtenção de provas pela Justiça norte-americana. A intenção era evitar intimações a terceiros. Isso incluía instituições financeiras, empresas imobiliárias, companhias de aviação e galerias de arte. O liquidante usa o memorando para contestar declarações de Henrique Vorcaro. Ele jurou à Justiça dos EUA não possuir negócios próprios no país. Também negou ter contratos em seu nome em território americano. O texto do memorando, porém, sugere que Henrique atuava como gestor dos bens e investimentos de Daniel. Essa atuação, segundo o liquidante, justifica a jurisdição do tribunal da Flórida sobre ele.

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