
BRASÍLIA, 07 de julho de 2026 — A defesa da empresária Roberta Luchsinger pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste pelo arquivamento do inquérito que a investiga. O pedido foi protocolado na quarta (5) e será analisado pelo ministro André Mendonça.
Os advogados alegam que não há provas de crime e que a Polícia Federal (PF) foi além do necessário ao mexer na vida pessoal dela. O caso corre em segredo de Justiça.
Roberta é investigada na Operação Sem Desconto. A PF apura supostos desvios em aposentadorias do INSS. As suspeitas envolvem o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, e Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula.
Em dezembro, a empresária foi alvo de busca e apreensão. Porém, a defesa dela afirma que os serviços prestados ao lobista foram regulares e comprovados por notas fiscais.
A defesa também rebate a ideia de que a amizade com Lulinha tenha relação com os fatos. Para os advogados, a investigação virou uma “pescaria probatória”, sem provas reais. Eles dizem que os investigadores abrem novas frentes sem base. Além disso, afirmam que há “vazamentos seletivos” para a imprensa.
Por isso, eles pedem o fim da apuração. A PF, no entanto, já identificou transferências de R$ 1,5 milhão de uma empresa do lobista para a firma da empresária.
Em uma mensagem apreendida, o lobista falou em destinar R$ 300 mil ao “filho do rapaz”. A PF suspeita que a expressão se refira a Lulinha. Os investigados negam essa versão.
Segundo a PF, os pagamentos seriam por serviços não prestados. A defesa de Roberta rejeita essa conclusão. Ela diz que toda a documentação já foi entregue e que a busca por motivação política é injusta.
O ministro Mendonça ainda vai decidir se acata o pedido.







