
SÃO PAULO, 09 de julho de 2026 — O deputado Aécio Neves, presidente do PSDB, desistiu de concorrer à Presidência em 2026. A decisão foi tomada após pesquisas mostrarem sua alta rejeição.
Levantamento da AtlasIntel apontou que 54% dos eleitores não votariam nele. Outra pesquisa, do Nexus, indicou rejeição de 60%. Diante disso, o tucano concluiu que não havia espaço para uma candidatura de centro. A disputa está polarizada entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).
Com a desistência, o PSDB deve ficar sem candidato próprio pela segunda eleição seguida. Em 2022, João Doria também não conseguiu viabilizar seu nome. Então, o partido apoiou Simone Tebet naquele ano. Agora, a legenda deve liberar seus filiados para escolherem seus candidatos.
Segundo a direção, cerca de 70% dos pré-candidatos estaduais devem apoiar Flávio Bolsonaro. Os outros 30%, principalmente no Nordeste, se alinham a Lula ou mantêm neutralidade.
O partido foi fundado em 1988 e teve candidatos próprios em todas as eleições até 2022. Fernando Henrique Cardoso venceu em 1994 e 1998. Depois, vieram derrotas para o PT. José Serra perdeu em 2002 e 2010. Geraldo Alckmin foi derrotado em 2006 e ficou em quarto lugar em 2018.
Aécio perdeu para Dilma Rousseff em 2014 por três pontos. Portanto, 2026 será a segunda vez sem um nome tucano na disputa presidencial.
Aécio chegou a convidar Ciro Gomes para ser o candidato do partido. O ex-ministro, porém, recusou. Ele prefere disputar o governo do Ceará, onde tem mais chances de vitória. Agora, Aécio avalia concorrer ao Senado por Minas Gerais.
Pesquisas mostram que ele tem 11% das intenções de voto. Ele fica atrás da petista Marília Campos, que tem 19%. Por outro lado, aliados dizem que ele pode priorizar a presidência do PSDB.
O objetivo é eleger uma bancada forte no Congresso para cumprir a cláusula de barreira.







