
BRASÍLIA, 09 de julho de 2026 — O partido Novo entrou na Justiça e no Tribunal de Contas da União (TCU) contra o governo federal. O pedido é para suspender quase R$ 800 milhões em gastos com publicidade. A ação aconteceu em junho de 2026.
O Novo afirma que a Secretaria de Comunicação (Secom) está usando o dinheiro para promover a imagem do presidente Lula. Segundo o partido, isso fere a Constituição.
A lei diz que a publicidade deve apenas informar e orientar a população, sem exaltar autoridades. Os deputados Marcel van Hattem, Adriana Ventura, Luiz Lima e o senador Eduardo Girão assinam a ação popular.
Os gastos da Secom cresceram muito nos últimos anos. O partido mostrou números. Em 2023, foram R$ 884 milhões. Em 2024, subiu para R$ 1,14 bilhão. Em 2025, chegou a R$ 1,53 bilhão. Só no primeiro semestre de 2026, já são R$ 763 milhões. Para a legenda, esse aumento aconteceu depois que Sidônio Palmeira assumiu a Secom em janeiro de 2025.
O Novo também critica a concentração de verba. A Secom gastou R$ 763 milhões no primeiro semestre de 2026. Os outros 38 ministérios juntos gastaram apenas R$ 203 milhões. O partido cita exemplos de campanhas que promovem o governo, como a da isenção do Imposto de Renda e o uso de influenciadores digitais.
A legenda quer uma liminar para parar os pagamentos e os contratos. O partido pede ainda que a Justiça anule os atos de publicidade. Para o Novo, a situação é grave e o dinheiro público está sendo usado para benefício político do presidente.







