
SÃO LUÍS, 16 de março de 2026 – A greve dos rodoviários do sistema urbano de transporte público de São Luís chegou ao quarto dia nesta segunda (16). A paralisação mantém suspensa a circulação das linhas urbanas da capital, enquanto apenas os ônibus do sistema semiurbano continuam operando na Grande Ilha.
Nas primeiras horas da manhã, passageiros enfrentaram longas esperas e dificuldades para se deslocar. Em frente ao Terminal da Cohab, usuários aguardavam transporte, já que os ônibus não estavam entrando para realizar a integração.
Sem os coletivos urbanos, muitos recorreram a alternativas como mototáxi, vans, carrinhos-lotação e carros por aplicativo para chegar ao trabalho, escolas e outros compromissos.
O presidente do Sindicato dos Rodoviários do Maranhão (Sttrema), Marcelo Brito, afirmou que ainda não houve nova convocação para negociação. O sindicalista declarou que a entidade não foi notificada ou chamada para discutir uma solução para o impasse no transporte público da capital.
A paralisação começou na última sexta (13). Desde então, os ônibus urbanos permanecem nas garagens, enquanto apenas os veículos do sistema semiurbano continuam circulando. Essas linhas atendem principalmente bairros localizados em municípios da Região Metropolitana, como São José de Ribamar, Raposa e Paço do Lumiar.
O principal motivo da greve é o descumprimento do reajuste salarial acordado no início do ano. Segundo o sindicato, as empresas ainda não efetuaram o pagamento do aumento determinado pela Justiça do Trabalho.
Em janeiro, a categoria já havia paralisado as atividades por oito dias. Na ocasião, a decisão judicial determinou reajuste salarial de 5,5%. O salário-base dos rodoviários é de R$ 2.715,50. Com o reajuste, o acréscimo mensal deveria ser de R$ 151,52.
De acordo com o sindicato, o valor não foi pago conforme determinação do Tribunal Regional do Trabalho. A entidade afirma que a paralisação só será encerrada após o cumprimento integral da decisão.
Prefeitura e SET se manifestam
A Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT) informou que a greve ocorreu após o descumprimento de uma decisão da Justiça do Trabalho por parte das empresas de transporte. Segundo a prefeitura, os repasses de subsídios ao sistema de transporte coletivo continuam sendo realizados regularmente, sem atrasos ou descontos.
A administração municipal também declarou que entrou com ação judicial solicitando a declaração de abusividade da greve e pedindo medidas para garantir a circulação mínima do transporte, conforme previsto na legislação para serviços essenciais.
Além disso, a prefeitura liberou vouchers para uso em aplicativos de transporte como alternativa temporária para os usuários cadastrados.
Por outro lado, o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de São Luís (SET) afirmou que o subsídio pago pela prefeitura permanece no mesmo valor desde janeiro de 2024.
Segundo o SET, houve aumento dos custos operacionais do sistema, incluindo reajustes salariais e elevação no preço do diesel.
A entidade também declarou que não houve acordo na audiência judicial porque representantes da SMTT não compareceram à negociação.







