
BRASÍLIA, 13 de março de 2026 – A Polícia Federal (PF) apontou novos indícios de que o senador Weverton Rocha (PDT-MA) utilizou um jatinho mantido com recursos de empresas ligadas ao lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.
Segundo informações divulgadas pelo portal Metrópoles, a investigação indica que companhias do lobista pagaram despesas da aeronave entre agosto e dezembro de 2024.
De acordo com a apuração, empresas como Acca Consultoria e Prospect Consultoria realizaram repasses mensais de aproximadamente R$ 3 mil ao Aeroclube do Maranhão.
Os valores custearam a compra de peças e serviços técnicos do jatinho Beech Aircraft modelo F90, avaliado em cerca de R$ 2,8 milhões, usado pelo senador em viagens entre o Maranhão e Brasília.
JATINHO NA INVESTIGAÇÃO
A investigação aponta que o jatinho utilizado por Weverton Rocha está registrado formalmente em nome da empresa Air Connect SA, pertencente à empresária Joelma dos Santos Campos. No entanto, a Polícia Federal identificou uma transferência de R$ 1 milhão feita pelo lobista à proprietária da aeronave.
Para os investigadores, o repasse pode indicar a existência de uma relação indireta entre os envolvidos. Dessa forma, a apuração considera que o senador teria utilizado o avião em deslocamentos entre o estado e a capital federal, mesmo sem constar como proprietário formal da aeronave.
Além disso, a Polícia Federal destaca que o uso do jatinho por Weverton Rocha ocorreu enquanto a estrutura financeira do lobista operava por meio de diversas empresas. Segundo os investigadores, esse arranjo teria permitido a realização de pagamentos e despesas associadas à aeronave.
BUSCAS AUTORIZADAS PELO STF
A investigação também levou ao cumprimento de mandados de busca e apreensão contra o senador Weverton Rocha em dezembro de 2025. As ordens foram autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal e executadas em endereços localizados em Brasília e em São Luís.
Na ocasião, conforme divulgado pelo portal Metrópoles, a Polícia Federal chegou a representar pela prisão do parlamentar. Entretanto, o pedido enfrentou resistência da Procuradoria-Geral da República e do ministro André Mendonça.
Weverton Rocha afirmou que apenas utilizava o jatinho em caronas e negou proximidade com o lobista. Além disso, o senador declarou que rejeita desvios e atribuiu as investigações a uma tentativa de associar seu nome às irregularidades.
A apuração também menciona que Erik Marinho, suplente do senador e marido da empresária apontada como dona formal do avião, mantém ligação com empresas relacionadas ao “Careca do INSS”.
Segundo a Polícia Federal, esse conjunto de relações integra o contexto investigado.







