
MARANHÃO, 27 de fevereiro de 2026 – O vice-presidente da CPMI do INSS, deputado Duarte Júnior, classificou como “um absurdo” a decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que desobriga o depoimento do deputado estadual Edson Araújo. A informação foi dada durante entrevista após uma confusão na comissão.
A decisão foi proferida na quarta (25), tornando facultativo o depoimento que ocorreria nesta quinta (26).
A medida atendeu a um pedido da defesa de Araújo, fundamentada no princípio de que um investigado não pode ser obrigado a produzir provas contra si mesmo. Por isso, o ministro entendeu que o parlamentar não é obrigado a comparecer.
O deputado estadual é alvo da Operação Sem Desconto, da Polícia Federal, que apura um esquema de retenções indevidas em benefícios previdenciários.
Além disso, as investigações apontam que Edson Araújo pode ter movimentado R$ 5,4 milhões incompatíveis com sua renda. Duarte Júnior reforçou que o parlamentar maranhense está usando tornozeleira eletrônica. Ele também mencionou que a Polícia Federal encontrou aproximadamente R$ 1 milhão em espécie na residência do deputado durante buscas.
Apesar de dispensar o depoimento, o ministro André Mendonça manteve as rigorosas medidas cautelares contra Edson Araújo. O congressista permanece usando tornozeleira eletrônica e teve seu passaporte entregue às autoridades.
A liberdade vigiada de Araújo ocorre em meio a acusações graves, como obstrução de justiça e supostas ameaças ao relator da comissão.
Duarte Júnior, que afirma ter sido ameaçado pelo colega, demonstrou confiança no indiciamento de Araújo. Ele declarou que, embora o deputado possa se ausentar da CPMI, deverá responder por seus atos com o rigor da lei.







