
BRASÍLIA, 13 de abril de 2026 – A cúpula da Câmara dos Deputados registrou pagamentos elevados de horas extras Câmara em março deste ano. O diretor-geral Guilherme Barbosa Brandão recebeu quase R$ 23 mil sob essa rubrica.
Para atingir o valor, seria necessário cumprir o limite máximo em dias úteis e jornadas entre 18 e 25 horas diárias nos fins de semana. A apuração foi divulgada pelo portal Metrópoles.
Além de Brandão, cerca de 70 servidores receberam mais de R$ 10 mil em horas extras Câmara no mesmo período. Funcionários ouvidos relataram que diretores dificilmente atuam aos fins de semana, pois dependem de equipes subordinadas que não trabalham nesses dias. Ainda assim, os registros apontam jornadas extensas nesses períodos.
O advogado-adjunto Daniel Borges de Morais acumula o maior volume em horas extras Câmara desde 2023, somando R$ 428 mil. Em dezembro de 2024, ele recebeu R$ 33,5 mil apenas nesse adicional, valor superior ao salário-base de R$ 33,3 mil registrado naquele mês.
Para justificar esse montante, o servidor precisaria ter trabalhado todos os dias, incluindo feriados como o Natal. Além disso, o diretor administrativo Mauro Limeira Mena Barreto recebeu R$ 21,8 mil em março. O cálculo indica necessidade de jornadas de até 35 horas por fim de semana.
Outro ponto destacado envolve a frequência dos pagamentos elevados de horas extras Câmara, que se repetem ao longo dos meses. Os dados constam em registros públicos e revelam padrões de remuneração superiores ao esperado para jornadas convencionais.
A Câmara informou, por meio de nota, que os servidores cumprem jornada semanal considerada extenuante. O controle de presença ocorre por sistema biométrico. Segundo o órgão, os pagamentos seguem a Lei nº 8.112/1990 e dependem de autorização prévia para serem realizados.
Inclusive, a instituição afirmou que a atuação dos diretores é necessária para garantir o funcionamento além das 40 horas semanais. Os valores de horas extras Câmara não entram no abate-teto constitucional, o que permite remunerações acima do limite previsto.
A fiscalização desses pagamentos cabe à Comissão Permanente de Disciplina. O coordenador do colegiado, Thiago de Matos Lauria, também recebeu R$ 22 mil em remunerações eventuais em dezembro.
Os dados permanecem disponíveis no portal da transparência da Casa.







