
BRASIL, 23 de fevereiro de 2026 – O governo brasileiro aumentou, no início deste mês, o imposto de importação sobre mais de mil produtos estrangeiros, como smartphones, bens de capital e equipamentos de informática, por meio de ajuste tarifário que elevou a taxação em até 7,2 pontos percentuais.
A decisão ocorreu para preservar a soberania tecnológica e responder ao avanço das importações no consumo nacional.
Segundo o Ministério da Fazenda, a elevação do imposto de importação atingiu diretamente máquinas essenciais à produção industrial e dispositivos de telecomunicação. Além disso, o setor de importação criticou o impacto imediato da medida, pois empresas apontam perda de competitividade e possível efeito inflacionário para o consumidor final.
Em nota técnica, a Fazenda informou que as importações de bens de capital e informática cresceram 33,4% desde 2022. Dessa forma, o governo destacou que a presença de produtos estrangeiros no consumo nacional superou 45% em dezembro, nível considerado preocupante para a cadeia produtiva brasileira.
Ainda conforme o ministério, o avanço das compras externas pode comprometer elos produtivos e provocar regressão tecnológica. Por isso, o ajuste no imposto de importação foi classificado como uma ação para reduzir vulnerabilidades externas e enfrentar a concorrência considerada assimétrica no mercado interno.
O cenário internacional também registra tensões comerciais, pois a Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu, na sexta (20), que o presidente Donald Trump extrapolou sua autoridade no episódio conhecido como “tarifaço”, derrubando parte do aumento de impostos aplicado a parceiros comerciais dos EUA.
Diferentemente do caso americano, o Ministério da Fazenda classificou a medida brasileira como moderada e focalizada. Além disso, o governo afirmou que o reajuste do imposto de importação alinha o país a práticas adotadas por outras nações para corrigir choques externos e enfrentar práticas de dumping.







