
IGARAPÉ GRANDE, 10 de setembro de 2026 — Joyce Brasil, viúva do policial militar Geidson Thiago da Silva dos Santos, pediu à Justiça o avanço do processo contra o prefeito de Igarapé Grande, João Vítor Xavier. Ela fez o pedido nos autos após a sentença de pronúncia, para preparar a segunda fase do caso e a sessão do Tribunal do Júri.
João Vítor Xavier é réu confesso pela morte do policial, ocorrida na saída de uma vaquejada em Trizidela do Vale. A sentença de pronúncia determinou que ele seja levado a julgamento pelo júri e também rejeitou as questões preliminares apresentadas pela defesa.
Por meio do advogado Khalleb Silva Rodrigues, Joyce pediu que a Justiça certifique o fim do prazo de intimação das partes ou informe se houve recurso contra a pronúncia. Se a decisão ficar preclusa, ou seja, sem possibilidade de contestação nessa etapa, o processo poderá avançar.
Depois disso, Ministério Público, assistente de acusação e defesa deverão ser intimados para indicar testemunhas, pedir diligências e juntar documentos, conforme o artigo 422 do Código de Processo Penal. Além disso, o Tribunal do Júri seguirá para a fase de julgamento do caso.
O rito do júri tem duas fases. Na primeira, a Justiça verifica se há prova da materialidade e indícios suficientes de autoria. Na segunda, os jurados julgam o caso e podem condenar, absolver ou reconhecer a prática de crime diferente daquele inicialmente atribuído ao acusado.







