FESTA DA CORRUPÇÃO

Turilândia festeja soltura de prefeito acusado de desvios

Andre Reis
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Turilândia prefeito
Prefeito afastado Paulo Curió retornou à cidade de Turilândia após quase 5 meses preso por suspeita de desvio de R$ 56 milhões em contratos públicos municipais.

TURILÂNDIA, 12 de maio de 2026  A cidade de Turilândia, na Baixada Maranhense, registrou uma série de comemorações na noite desta segunda (12) após a soltura do prefeito afastado Paulo Curió. Moradores ocuparam ruas, praças e portas de casas com carros, motocicletas e fogos de artifício para celebrar a decisão judicial.

O gestor passou quase cinco meses preso sob acusação de corrupção e suposto desvio de recursos públicos municipais.

Vídeos divulgados nas redes sociais mostram grande mobilização popular em Turilândia. As imagens exibem carreatas, motociclistas e foguetório em diversos pontos da cidade. Além disso, apoiadores aguardavam a chegada do prefeito afastado para ampliar as comemorações ao longo da noite.

De acordo com investigação do Ministério Público, Paulo Curió liderava um esquema que teria desviado cerca de R$ 56 milhões em contratos públicos desde 2021 em Turilândia. Segundo a Procuradoria-Geral de Justiça, até 90% dos valores obtidos nos contratos investigados eram destinados a despesas pessoais e familiares.

A denúncia aponta ainda que o grupo simulava processos licitatórios e utilizava empresas para emitir notas fiscais falsas. Conforme a apuração, empresários envolvidos recebiam entre 10% e 18% dos contratos. O restante dos recursos seria destinado ao núcleo político e familiar ligado ao prefeito afastado de Turilândia.

A Operação Tântalo II investiga supostas fraudes nos setores de saúde e assistência social do município. A ação tem como foco pessoas ligadas diretamente ao prefeito. Entre os denunciados estão familiares e aliados políticos de Paulo Curió, incluindo a vice-prefeita Tanya Karla Cardoso Mendes Mendonça e a ex-vice-prefeita Janaína Soares Lima.

Também aparecem entre os denunciados o tio José Paulo Dantas Filho, o pai Domingos Sávio Fonseca Silva, o irmão Marcel Everton Dantas Filho e a irmã Taily de Jesus Everton Silva Amorim.

Além deles, a investigação cita a cunhada Ritalice Souza Abreu Dantas e o cunhado Jander Silvério Amorim Pereira como integrantes do grupo investigado em Turilândia.

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