
BRASÍLIA, 18 de agosto de 2026 — O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contabilizou 406 candidatos que se declararam LGBTQIA+ nas eleições de 2026. Esse número equivale a 2% dos 20.575 concorrentes registrados até a manhã desta terça (18).
Esta é a primeira eleição geral em que a orientação sexual consta no registro de candidatura. Dos inscritos, 11.334 informaram sua orientação. Outros 9.241 (45%) preferiram não declarar. Entre quem respondeu, 96,4% se identificaram como heterossexuais.
Os dados mostram a distribuição entre os candidatos LGBTQIA+. São 150 bissexuais, 134 gays, 86 lésbicas, 26 com outras orientações e 10 assexuais.
O registro no TSE, porém, não significa que a candidatura está definitiva. A Justiça Eleitoral ainda analisa se cada um atende aos requisitos legais. Os pedidos podem ser contestados. O prazo para julgamento vai até 14 de setembro.
PT e PSOL concentram a maior parte das candidaturas LGBTQIA+. Entre gays e lésbicas, o PT tem 40 nomes (21 gays e 19 lésbicas). O PSOL aparece com 39 (32 gays e 7 lésbicas). Depois vêm PDT (23) e PSB (21).
Entre os bissexuais, o PSOL lidera com 51 dos 150 registros (34%). O PT tem 27 (18%), seguido por UP (20), PDT (13) e MDB (15). Partidos de direita também registraram candidaturas, mas em números menores. O PL tem cinco: quatro gays e uma lésbica.
A maioria dos candidatos LGBTQIA+ disputa cargos legislativos. Entre os 150 bissexuais, 73 concorrem a deputado estadual e 59 a deputado federal. Entre os 134 gays, 77 disputam vaga estadual e 47, federal. Juntas, essas duas categorias somam 92,53% dos gays registrados.
O primeiro turno das eleições ocorre em 4 de outubro. O segundo turno, se necessário, será em 25 de outubro.







