
BRASÍLIA, 1º de outubro de 2026 — O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, negou o pedido do partido Missão para obrigar a TV Globo a incluir Renan Santos no último debate presidencial antes do primeiro turno.
A decisão foi tomada na quarta (30). O debate está marcado para esta quinta (1º), às 21h30, três dias antes da votação. Augusto Cury (Avante), Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) estão confirmados. Lula informou que não participará.
O ponto central da decisão foi o critério de representação parlamentar. O Missão não alcança o mínimo de cinco congressistas exigido para garantir a presença de seu candidato no debate. Por isso, segundo Nunes Marques, a Globo não tem obrigação legal de incluir Renan.
AUSÊNCIA DE LULA VIROU ARGUMENTO
O partido tentou abrir uma nova possibilidade após a confirmação da ausência de Lula.
Na representação apresentada ao TSE, o Missão argumentou que as próprias regras registradas pela Globo previam a possibilidade de convidar outro candidato caso um dos participantes obrigatórios desistisse. Renan Santos seria o próximo nome mais bem colocado nas pesquisas dentro desse critério.
Nunes Marques reconheceu que o candidato se enquadrava nessa condição, mas entendeu que a regra dava à emissora a possibilidade de fazer o convite, sem torná-lo obrigatório.
Segundo a decisão, a Globo reservou a si própria a escolha de chamar ou não outro candidato nessas circunstâncias.










