AUDITORIA

TCU avalia arrendamento de terminal no Porto do Itaqui

Andre Reis
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TCU ITAQUI
Auditoria do TCU analisa modelagem e edital do terminal IQI16, aponta ajustes ao MPor e trata de regras concorrenciais para a licitação no Porto do Itaqui.

MARANHÃO, 24 de abril de 2026  O Tribunal de Contas da União (TCU) analisou o processo de arrendamento do terminal IQI16, no Porto do Itaqui, no Maranhão, sob relatoria do ministro Antonio Anastasia.

A auditoria examinou a desestatização, por meio de arrendamento, voltada à movimentação e armazenagem de graneis sólidos minerais, sobretudo fertilizantes, e identificou ajustes necessários antes da publicação do edital.

A área do terminal IQI16 possui 21.765 m² e é classificada como brownfield, pois já abrigou estruturas operacionais. O espaço corresponde à antiga área da Conab, utilizada para arroz, e apresenta limitações logísticas decorrentes da falta de investimentos e de infraestrutura adequada ao novo perfil operacional.

Para viabilizar o terminal IQI16, o futuro arrendatário deverá executar investimentos mínimos. Entre eles, estão a demolição de estruturas comprometidas e a implantação de guindaste móvel, tulha, moega e balanças. Além disso, o projeto prevê sistemas de recepção por carrossel de caminhões e de expedição com prancha de 300 toneladas por hora.

Também caberá ao operador instalar estrutura de armazenagem com capacidade mínima de 70 mil toneladas. O contrato inclui, ainda, a implantação de estacionamento, cercamento e controle de acesso à área alfandegada. O prazo contratual previsto é de 25 anos, com possibilidade de prorrogação até 70 anos.

Segundo o Estudo de Viabilidade Técnica, Econômico-Financeira e Ambiental, o empreendimento do terminal IQI16 tem receita bruta global estimada em R$ 1,7 bilhão. O TCU apontou impropriedades na modelagem e informou que o Ministério de Portos e Aeroportos se comprometeu a corrigi-las antes do edital.

Entre as medidas, o TCU indicou a atualização das minutas jurídicas conforme a versão mais recente do estudo. O ministério deverá revisar valores de arrendamento, capital social mínimo e garantias. Além disso, precisa incluir créditos de PIS/Cofins e benefícios fiscais da Sudene na modelagem financeira.

O órgão também determinou atenção aos custos de equipamentos, como o guindaste MHC de 750 t/h e pás carregadeiras, cujo valor unitário deve ser ajustado para cerca de R$ 1 milhão. Essas revisões devem ocorrer antes da publicação do edital do terminal IQI16.

O TCU analisou cláusulas que limitam a participação de operadores já atuantes com fertilizantes no Porto do Itaqui. Essas empresas só poderão vencer se não houver proposta válida de novos entrantes.

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