Morre Aurá, último indígena isolado do Maranhão

ZÉ DOCA, 25 de setembro de 2025 – O indígena Aurá, último sobrevivente de um povo de etnia não identificada no Maranhão, morreu no último sábado (21), aos 77 anos, no município de Zé Doca. A causa da morte foi insuficiência cardíaca e respiratória. Aurá havia sido avistado pela primeira vez em 1987, ao lado do irmão Auré. Ambos pertenciam a um grupo cuja língua apresenta possíveis vínculos com a família Tupi-Guarani. Durante décadas, viveram contatos intermitentes com povos indígenas como Parakanã, Assurini, Tembé e Awá-Guajá, em tentativas de reintegração promovidas pela Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai). Apesar das aproximações incentivadas por equipes oficiais, os dois irmãos recusaram a comunicação com outros grupos. Permaneceram fiéis à própria língua e aos costumes herdados, mantendo o isolamento como forma de resistência cultural.
Recursos de emendas não chegam às cidades mais carentes

MONÇÃO, ZÉ DOCA, 25 de julho de 2025 – A distribuição de emendas parlamentares nos últimos cinco anos foi feita de uma forma que ignorava o nível de necessidades das cidades. Municípios com graves problemas de infraestrutura e pobreza receberam menos recursos por habitante do que cidades com características semelhantes e melhores índices de desenvolvimento. Esta é a conclusão do levantamento do UOL sobre a distribuição de R$ 106 bilhões de pagamentos em emendas diretamente aos municípios, de janeiro de 2020 a maio de 2025, período em que os recursos atingiram os maiores montantes da série histórica. Monção (MA) tem 27 mil habitantes e recebeu R$ 464 em emendas por morador, desde 2020. A maior parte da população vive na zona rural, com estradas precárias. Nos períodos de chuva mais fortes as crianças não conseguem se deslocar até a escola. Pelo menos 40% das comunidades no município não têm água encanada, segundo o presidente da Câmara, Daérlio Oliveira (ML). Zé Doca (MA), cidade a duas horas dali, recebeu R$ 2.950 em emendas por morador — seis vezes o valor per capita de Monção. Mais desenvolvido e com mais infraestrutura, Zé Doca foi mais beneficiado, embora tenha necessidades menos urgentes. Contou a favor do município ser governado, desde 2017, pelos parentes do deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL), parlamentar que mais invejou emendas a Zé Doca nos últimos cinco anos. Se os recursos de emendas foram distribuídos de acordo com o IFDM, Monção receberia R$ 1.060 por habitante, mais do que o dobro do que recebeu (R$ 464). Já Zé Doca recebeu R$ 856, menos de um terço do valor pago à cidade nos últimos cinco anos (R$ 2.950).Continua após a publicidade O UOL colabora com uma série de exemplos dessas desigualdades no volume de recursos entre cidades próximas. “A lógica dessa alocação [de emendas] não é baseada na necessidade, mas na sobrevivência eleitoral. Cada parlamentar tem redes locais em municípios e, ao longo do mandato, nutre essas redes com dinheiro”, diz Carlos Pereira, professor da FGV (Fundação Getulio Vargas) e pós-doutor em ciência política pela Universidade de Oxford.
Condenado ex-chefe da Câmara de Zé Doca por desvio de verbas

ZÉ DOCA, 28 de maio de 2025 – A Justiça Federal condenou José Feitosa da Silva, ex-presidente da Câmara Municipal de Zé Doca (MA), por não repassar ao INSS as contribuições previdenciárias de servidores entre 2009 e 2012. A decisão, que ainda cabe recurso, também inclui a suspensão de seus direitos políticos por 12 anos e o pagamento de multa civil. O Ministério Público Federal (MPF) assumiu o caso em 2018 após uma ação civil movida pela Câmara em 2014. As investigações comprovaram que Feitosa reteve os valores descontados dos salários de vereadores e funcionários, causando um prejuízo de R$ 132.276,93 aos cofres públicos. Documentos como autos de infração e relatórios da Receita Federal confirmaram o débito.
Justiça nega pedido para cancelar evento gospel em Zé Doca

ZÉ DOCA, 26 de fevereiro de 2025 – A 1ª Vara de Zé Doca negou a liminar que solicitava o cancelamento do evento gospel “Adora Zé Doca”, promovido pela Prefeitura durante o Carnaval. A decisão foi proferida pelo juiz Marcelo Moraes Rêgo de Souza, que não identificou irregularidades na realização do evento. A ação popular foi movida pelo advogado Jean Mauricio Menezes de Aguiar, que alegou que o evento afrontava a laicidade do Estado ao direcionar recursos públicos para uma manifestação religiosa específica, em detrimento de outras expressões culturais. Também argumentou que a decisão da administração municipal poderia gerar distinção entre cidadãos com diferentes crenças. Na análise do pedido, o magistrado concluiu que o evento possui relevância cultural e turística, não contrariando preceitos constitucionais. A Prefeitura justificou que a programação não substitui o Carnaval tradicional, mas inclui apresentações gospel como parte das festividades, visando atender diferentes segmentos da população.
Justiça ordena atualização do Portal da Transparência em Zé Doca

ZÉ DOCA, 02 de setembro de 2024 – A Justiça do Maranhão, em decisão emitida em 28 de agosto, determinou que a prefeita de Zé Doca, Maria Josenilda Cunha Rodrigues, conhecida como Josinha Cunha, atualize o Portal da Transparência do município dentro de um prazo de 60 dias. A ordem, proferida pelo juiz Marcelo Souza, da 1ª Vara da Comarca, foi resultado de uma Ação Civil Pública movida pelo Ministério Público do Maranhão (MPMA) em outubro de 2019. A Ação Civil Pública foi motivada pelo reiterado descumprimento das Leis de Acesso à Informação (LAI) e de Responsabilidade Fiscal (LRF) por parte da administração municipal. O Portal da Transparência, que deveria conter informações detalhadas sobre receitas, despesas, gastos com pessoal e procedimentos licitatórios, apresentava inúmeras lacunas. Por exemplo, a folha de pagamento dos servidores públicos, embora prevista, não possuía os dados necessários disponíveis no site.
Pacovan é alvo de ataque a tiros na cidade de Zé Doca

PRESIDENTE DUTRA, 14 de junho de 2024 – Na tarde desta sexta (14), o empresário Josival Cavalcanti da Silva, conhecido como “Pacovan”, foi alvo de um ataque a tiros em Zé Doca, Maranhão. Informações preliminares indicam que Pacovan e seu motorista foram atingidos por disparos de arma de fogo. As circunstâncias do ataque ainda estão sob investigação, e o estado de saúde não foi divulgado até o momento.
STF arquiva ação de irmã de Josimar contra Aluisio Mendes

BRASÍLIA, 21 de março de 2024 – A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, decidiu arquivar uma queixa-crime apresentada pela prefeita de Zé Doca, Josinha Cunha, irmã do deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL), contra o também deputado federal Aluísio Mendes (Republicanos). A queixa acusava Aluísio de injúria, calúnia e difamação após críticas feitas por ele sobre o despejo de um agricultor pela Prefeitura de Zé Doca. O caso remonta a uma situação na qual Aluísio Mendes alegou que o agricultor alvo do despejo estava sendo vítima de perseguição política.
Justiça devolve ao Incra terra onde agricultor teve casa derrubada

ZÉ DOCA, 15 de fevereiro de 2024 – A Justiça Federal confirmou, em decisão da juíza Bárbara Malta Gomes, substituta da 5ª Vara Federal Cível do Maranhão, que o terreno motivo de despejo de um agricultor pela Prefeitura de Zé Doca pertence, na verdade, ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). O despacho foi publicado na última sexta (9), e, na prática, confirma que a gestão municipal agiu ilegalmente ao retirar do local Manoel França dos Santos e sua esposa. O caso ocorreu em setembro do ano passado. Após a repercussão, o Incra denunciou o despejo à Polícia Federal e ao Ministério Público Federal (MPF), e cobrou judicialmente a reintegração de posse. Segundo a magistrada, “há comprovação nos autos de que a área objeto de litígio está localizada dentro da Gleba Pública Federal COLONE, registrada no Cartório de Registro de Imóveis de Zé Doca sob o número 2.457, fls. 57, Livro 2-M (id. 2027746168 – pág. 17 e seguintes)”. “O INCRA esclareceu que a localidade se destina a regularização fundiária, já tendo sido inaugurado procedimento administrativo para tanto, por meio do requerimento nº MA202300013662 (17635814), formulado por Antônia Tamires Nascimento dos Santos, filha do segundo oposto. Por sua vez, a documentação acostada no id. 2027746168 – pág. 82 e seguintes demonstra que o serviço de cartografia da autarquia confirma o domínio do INCRA sobre a área, na forma da matrícula acima referida, e indica detalhes sobre a solicitação de regularização fundiária”, completou a juíza. Com a decisão, contudo, o casal que teve a casa derrubada – ou qualquer outra família que esteja ocupando o terreno – seguem proibidos de ocupar a terra. “Expeça-se carta precatória para a Comarca de Zé Doca, com vistas à intimação e reintegração de posse em face dos ocupantes invasores, devendo constar da carta prévia intimação para desocupação voluntária, com prazo de 72 (setenta e duas) horas, sob pena de incidência de multa por descumprimento no importe de R$ 10.000,00 (dez mil reais)”, diz a decisão. Mais informações em Imirante.com