Maranhão registra aumento nas mortes violentas em 2023

Maranhão violência

MARANHÃO, 13 de março de 2024 –Em 2023, o Maranhão foi um dos cinco Estados que registraram aumento no número de mortes violentas em relação ao ano anterior. O Estado viu um incremento de 1,8% nos casos de homicídios dolosos, incluindo os feminicídios, latrocínios e lesões corporais seguidas de morte. Os dados são do índice nacional de homicídios criado pelo g1, com br nos dados oficiais dos 26 Estados e do Distrito Federal. Com isso, o Maranhão vai na contramão do Brasil, que registrou uma queda de 4% no número de mortes violentas em 2023. No ano passado, o país contabilizou 39.492 assassinatos, o que representa média de 180 vítimas por dia. Em 2023, o Maranhão contabilizou 1837 mortes violentas, contabilizando homicídios dolosos, feminicídios, latrocínios e lesões corporais seguidas de morte. Na comparação com 2022, foram registrados 1.805 casos, refletindo um aumento de 32 mortes em relação ao período anterior.

Governo deturpa dados para se apropriar de queda na violência

Lula violência

BRASÍLIA, 06 de fevereiro de 2024 – Na quarta (31), o governo federal, por meio do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), divulgou um balanço anual sobre segurança pública no Brasil, destacando uma queda significativa nos homicídios em 2023. No entanto, a apresentação dos dados gerou controvérsias devido a uma possível deturpação gráfica da série histórica, levantando questionamentos sobre a interpretação dos resultados. O ex-ministro da Justiça, Flávio Dino, atribuiu a redução da violência a ações do governo atual, mencionando a política de desarmamento como um dos fatores determinantes. Ele destacou o fim da era de “banalização do acesso à arma” e a correlação entre menos armas e menos crimes, reforçando a importância das medidas implementadas pelo governo. Entretanto, críticos, como o jurista Fabricio Rebelo, coordenador do Centro de Pesquisa em Direito e Segurança (Cepedes), contestam a interpretação dos dados e apontam para uma suposta manipulação gráfica nas redes sociais do MJSP. Rebelo destaca que a retórica desarmamentista carece de fundamentos científicos e sugere que análises objetivas contradizem a ideia de que políticas de desarmamento estão diretamente ligadas à redução de crimes. “A representação já deixa bastante claro que o governo pretende utilizar politicamente os indicadores que agora anuncia, tentando não dar ênfase ao fato de que as maiores reduções históricas da série de homicídios se estabeleceu no governo anterior”, declarou. A polêmica se intensifica com a comparação do gráfico divulgado pelo governo, que destaca a queda dos homicídios em 2023, com a série histórica desde 2010. Críticos afirmam que a representação gráfica exagera a dimensão da redução em 2023 em relação a anos anteriores, especialmente quando comparada à queda expressiva observada de 2018 para 2019. O debate se estende para além dos números, abrangendo a eficácia das políticas de desarmamento e a correlação entre armamento legal e criminalidade. Enquanto o governo busca evidenciar os resultados positivos na segurança pública, vozes críticas questionam a transparência na apresentação dos dados e destacam a complexidade de fatores que influenciam a redução ou aumento da violência no país.

Motorista assassinado não será usado como bandeira política

Infelizmente Francisco Vale Silva, assassinado no dia 22 de janeiro de 2024 em São Luís, não era trans. Também não era bandido, militante e nem “artista”. Era apenas um trabalhador como outro qualquer. Daqueles que, quando morrem, não despertam interesse da mídia e da classe políticos. Todos os dias são milhares de Francisco Vale Silva são mortos. Todos os dias milhares de Francisco Vale Silva mortos são esquecidos. E assim segue o Brasil: o país em que peteleco em bandido desperta mais atenção das autoridades e da mídia do que a morte de um trabalhador. Descanse em paz, Francisco Vale Silva.

Dados do MJSP não refletem insegurança sentida pela população

Insegurança Maranhão

MARANHÃO, 16 de janeiro de 2024 – O governador Carlos Brandão (PSB) usou as redes sociais para destacar a posição de São Luís no Painel de Indicadores Estatísticos de Segurança Pública divulgado pelo Ministério da Justiça. Segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública, o estado foi classificado como a 10ª capital com menor número de crimes violentos letais e intencionais do Brasil e é a capital mais segura do Nordeste. Na oportunidade, o governador Brandão destacou a redução de 28% em feminicídios, 48% em estupros, 75% em roubo de carga, 38% em latrocínios e outros declínios em crimes. Com base nos indicadores do Sistema Nacional de Estatística de Segurança Pública e Justiça Criminal (Sinesp), São Luís registrou uma taxa de 2,23 crimes violentos por 100 mil habitantes entre janeiro e outubro de 2023. Comparativamente, outras capitais nordestinas apresentam taxas mais elevadas, com Maceió liderando com 9,41 crimes por 100 mil habitantes. Apesar dos dados positivos divulgados pelo Ministério da Justiça, a publicação de Brandão gerou críticas significativas nas redes sociais, indicando uma percepção diferente da segurança por parte da população.

Violência atinge 1 em cada 4 jovens no Brasil, aponta Fiocruz

Violência jovens

BRASÍLIA, 12 de dezembro de 2023 – A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) divulgou nesta segunda (11) dados sobre a violência enfrentada pelos jovens brasileiros entre 15 e 29 anos. Segundo a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS/IBGE) de 2019, mais de um quarto desse grupo (27%) relatou ter sido vítima de agressões nos 12 meses anteriores à pesquisa. O relatório, intitulado “Panorama da Situação de Saúde dos Jovens Brasileiros de 2016 a 2022”, destaca que a taxa de violência nessa faixa etária em 2019 foi de 307,52 casos por 100 mil pessoas, 2,07 vezes maior do que a da população adulta. Para adolescentes de 15 a 19 anos, a situação é ainda mais crítica, com 397 casos a cada 100 mil habitantes. A análise da Fiocruz, baseada em dados da PNS, Pnad/IBGE e informações do Sistema Único de Saúde (SUS), revela que os jovens-adolescentes são o principal grupo de vítimas de violência em todas as regiões do Brasil. Além da violência, o estudo abordou condições de trabalho, impactos na saúde mental e mortalidade. Os resultados indicam que a probabilidade de um jovem do sexo masculino morrer é quatro vezes maior do que uma jovem mulher, com taxas de mortalidade de 80,3% e 19,7%, respectivamente. No contexto laboral, 70,1% dos jovens entre 18 e 24 anos estão no mercado de trabalho, mas enfrentam condições precárias, incluindo informalidade, instabilidade, longas jornadas e menor proteção social. A carga de trabalho impacta na saúde, com quase metade dos jovens ocupados relatando exposição a fatores prejudiciais. A socióloga Helena Abramo, responsável pelo estudo, destaca a sobreposição entre trabalho e estudo, afetando especialmente as mulheres devido ao acúmulo de tarefas domésticas. Transtornos mentais são a principal causa de internações entre homens jovens, enquanto acidentes de trabalho envolvendo jovens somam mais de um milhão de casos entre 2016 e 2022.

Tabata Amaral “esquece” bandido após assalto para fazer pré-campanha

A tentativa de assalto sofrida pela deputada federal Tabata Amaral (PSB) neste sábado (9) e o vídeo traz alguns indícios sobre a personalidade da parlamentar. No vídeo, ela evita críticas à criminalidade ao mesmo tempo em que tenta colocar, de forma indireta, a culpa nas autoridades. O caso é uma mistura de perdição do pensamento, distanciamento da realidade por parte de esquerdistas e oportunismo político.   Há uma divisão evidente no Brasil hoje sobre os rumos que deveriam tomar a segurança pública. De um lado, a direita, que defende a tese de que os indivíduos são responsáveis pelos seus atos. Sendo assim, é preciso mais rigidez nas leis, mais severidade com bandidos, valorização e aparelhamento das polícias. Do outro, a esquerda, que vê na criminalidade uma falha social que independe dos criminosos. Dessa forma, as políticas baseadas em vigilância e punição seriam opressoras e aos marginais vítimas da sociedade. O crime seria combatido cuidando dos bandidos e ressocializando-os. No mundo real, o endurecimento das leis já gerou resultados práticos e sensíveis em centenas de lugares ao longo da história. O último deles, El Salvador. Após o presidente de direita, Nayib Bukele, desencadeou uma guerra contra o crime organizado que fez o lugar deixar de ser o país mais perigoso da região em poucos meses. Já a tática empregada pela esquerda sempre foi sucedida por caos, desordem e insegurança. Tabata Amaral (PSB), indiscutivelmente, se coloca do lado daqueles que negam mais firmeza no trato com a bandidagem. Assaltada na manhã deste sábado de forma violenta, em que um criminoso atacou em plena luz do dia o veículo ocupado por ela, Tabata manifestou-se em suas redes sociais. Em nenhum momento a parlamentar recriminou a ação do criminoso, pediu por sua prisão ou existiu Justiça. Ao invés disso, abusou de generalizações. “Não devemos achar que as coisas estão boas desse jeito”, disse. Ocorre que para Tabata, a ação daquele homem que quebrou um dos vidros do carro e atirou-se sobre ela não foi um ato dele. Aquilo é resultado de todo um “estado de coisas”. O homem, no fim das contas, é inocente. Ou, no melhor dos clichês da esquerda: uma vítima da sociedade. Não se resolve “as coisas”, o crime daquele homem, punindo-o ou impedindo-o de roubar. A coisa real requer o combate de uma coisa abstrata que só existe na cabeça de Tabata e de seus comparsas. Caso a tese fosse real, ricos não seriam ladrões, assassinos, estupradores ou assaltantes. Coisa que nós bem sabemos como é. O vídeo foi gravado imediatamente após o ocorrido. Pré-candidata à Prefeitura de São Paulo, Tabata narrou o fato e tratou de criticar a situação da cidade ao invés do criminoso. Em dois minutos de relato, a parlamentar não fez nenhuma menção à violência da abordagem e audácia do bandido que tentou assaltá-la em plena manhã de um sábado. Indiscutivelmente conhecedora do fato de que segurança pública cabe a governadores e presidente, chamou a atenção o fato de que a deputada limitou o fato a um problema “da cidade”. “Estou muito chateada e com mais vontade ainda de mudar essa tão situação horrível que vem tomando conta de nossa cidade”, afirmou. A ausência de revolta para com o bandido paralela à crítica contra “as coisas da cidade” revela que a preocupação da deputada, no fundo, não é a prisão de quem cometeu o ato. Aliás, Tabata chega a rir no vídeo. Mais especificamente no trecho 1:17. Por que será?

MA tem 5 cidades na lista das mais violentas da Amazônia Legal

Maranhão Violência

MARANHÃO, 04 de dezembro de 2023 – O Maranhão se destaca no cenário da violência na Amazônia Legal, conforme revelado pelo estudo “Cartografias da violência na Amazônia”, divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. A pesquisa, baseada em dados de 2022, identificou que cinco municípios maranhenses integram a lista das 50 cidades mais violentas na região. Junco do Maranhão, situado a 31 km do estado do Pará, ocupa a 13ª posição entre as mais violentas. A Amazônia Legal, região delimitada em 1953 com o objetivo de promover o desenvolvimento socioeconômico, compreende nove estados, incluindo o Maranhão. De acordo com o estudo, os nove estados registraram uma taxa de 33,8 mortes para cada 100 mil habitantes em 2022, enquanto a média nacional foi de 23,3 no mesmo ano. O Maranhão, com 1.606 mortes violentas entre 2021 e 2022, ocupa a 2ª colocação em comparação com os outros estados. Considerando o número de municípios na lista, Pará, com 22 cidades, e Maranhão, com cinco, destacam-se negativamente. Os dados abrangem quatro tipos de crimes: homicídio doloso, latrocínio, lesão corporal seguida de morte e mortes em decorrência de intervenção policial. Junco do Maranhão, com uma população de 5.146 habitantes, segundo o censo 2022 do IBGE, é a cidade mais violenta do estado. O município enfrenta desafios relacionados à exploração madeireira, sobretudo de forma ilegal em territórios protegidos. Paulo Henrique Matos de Jesus, especialista em Segurança Pública, destaca que a violência na região está associada aos assassinatos de lideranças quilombolas, indígenas e trabalhadores rurais, além dos conflitos entre facções. Veja a lista abaixo: Junco do Maranhão (MA)Central do Maranhão (MA)Davinópolis (MA)Estreito (MA)Bacabeira (MA)

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