EUA alertam que referendo não resolve disputa com Guiana

GUIANA, 05 de dezembro de 2023 – Os Estados Unidos emitiram um aviso à Venezuela nesta segunda (4), alertando que um referendo não é a solução para a disputa territorial com a Guiana sobre a região de Essequibo. O governo norte-americano instou a ditadura de Nicolas Maduro a respeitar as fronteiras existentes até que um acordo definitivo seja alcançado. A declaração foi feita pelo porta-voz do Departamento de Estado, Matthew Miller, durante uma coletiva de imprensa, reforçando o apoio à fronteira estabelecida em 1899 e instando as partes a buscar uma solução pacífica. Na consulta popular de domingo, a maioria dos votantes na Venezuela optou pela anexação de Essequibo, área de quase 160 mil quilômetros quadrados em disputa. Maduro anunciou uma “nova etapa histórica” para recuperar o território, mas sem detalhar as ações planejadas. A região em questão é rica em recursos naturais, incluindo petróleo, carvão e pedras preciosas, alimentando uma longa disputa que remonta a 1899.
Venezuela aprova referendo de Maduro sobre território da Guiana

VENEZUELA, 03 de dezembro de 2023 – O Referendo na Venezuela que definiu o posicionamento da população em relação à anexação de Essequibo, um território que representa 70% da Guiana, ocorreu neste domingo (3). A votação contou com a participação de mais de 10 milhões de venezuelanos, que responderam “sim” às cinco perguntas elaboradas por Nicolás Maduro. O referendo, proposto pela Assembleia Nacional da Venezuela e aprovado por órgãos controlados por partidários de Maduro, como o Conselho Nacional Eleitoral e o Supremo Tribunal de Justiça, gerou controvérsias devido à baixa adesão popular. Diante disso, o regime chavista prorrogou o período de votação. As cinco perguntas abordaram questões como a rejeição da fronteira atual, apoio ao Acordo de Genebra de 1966 e a criação do estado Guiana Essequiba. A consulta não visa a autodeterminação, uma vez que a Guiana administra o território e seus habitantes não participam do processo. O resultado, que favoreceu a posição de Maduro, não terá implicações concretas imediatas. A Venezuela busca, por meio desse referendo, reforçar sua reivindicação sobre a região disputada, rica em recursos naturais, especialmente após a descoberta de reservas de petróleo em 2015 pela ExxonMobil. A Venezuela alega que o Rio Esequibo é a fronteira natural, baseando-se em acordos antigos, e apela ao Acordo de Genebra de 1966. A Guiana, por sua vez, busca ratificar os limites definidos em 1899, contestados pela Venezuela. A intensificação da reivindicação venezuelana está ligada à descoberta de petróleo na região, tornando-a uma das áreas com maiores reservas per capita do mundo. A disputa, que envolve interesses econômicos significativos, continua a ser um ponto de tensão na geopolítica regional.
Após afundar Venezuela na miséria, Maduro quer enfiar Mercosul em uma guerra

SÃO LUÍS, 23 de outubro de 2023 – Tudo indica que a Venezuela planeja acirrar a disputa com a Guiana por uma questão territorial que envolve os dois países há mais de 50 anos. O conflito acontece pela disputa da área de Esequibo, território rico em petróleo. O CONFLITO No final do século XIX, a soberania sobre uma região (hoje território da Guiana) em disputa foi concedida ao Império Britânico por uma decisão arbitral em Paris. Em 1962, a Venezuela desafiou essa decisão nas Nações Unidas. Quando a Guiana conquistou sua independência do Reino Unido em 1966, o Acordo de Genebra foi firmado, reconhecendo o controle guianense sobre a área, mas permitindo a reivindicação venezuelana. Recentemente, em abril, o Tribunal Internacional de Justiça (TIJ), localizado em Haia, Holanda, afirmou sua competência para julgar a controvérsia entre Guiana e Venezuela. A corte, com uma votação de 14 a 1, rejeitou os argumentos venezuelanos que buscavam declarar as alegações guianenses como “inadmissíveis”. A Guiana, por sua vez, havia solicitado que o tribunal desconsiderasse as objeções iniciais da Venezuela e prosseguisse com o julgamento do caso, cujo mérito ainda está pendente. No início de setembro que pretende realizar leilões de licenciamento para blocos de petróleo na região. A Venezuela reagiu com dureza ao anúncio e disse que qualquer “exploração ilegítima” será retaliada com ” todas as medidas necessárias” contra a Guiana e empresas que participam da licitação. Após afastar investidores de sua própria região e afundar o país em uma crise sem precedentes, agora o governo venezuelano pretende minar e impedir o desenvolvimento do país vizinho. A Guiana negou as alegações da Venezuela, afirmando que possui direitos soberanos de realizar atividades econômicas em seu território. Mohamed Irfaan Ali, presidente da Guiana, enfatizou que o país tem o direito exclusivo de explorar os recursos nas águas, pois eles fazem parte de sua Zona Econômica Exclusiva. Em declaração recente, a Guiana também ressaltou que as ameaças da Venezuela não afetam apenas eles. “A Guiana considera isso uma ameaça não apenas à Guiana, mas à paz e à segurança regional e internacional, bem como a todos os atuais e potenciais parceiros de investimento da Guiana”, declarou o governo guiano. O interesse venezuelano em acirrar o conflito com a Guiana após um cenário de crescimento promissor na economia de petróleo na região. A recente rodada de licitações atraiu grandes players do setor, como ExxonMobil e TotalEnergies. Apesar das ameaças venezuelanas, a Guiana está determinada a avançar em seus planos. Enquanto a Venezuela afunda na crise, a Guiana tem trabalhado para se tornar um destino estável e receptivo para investimentos. Diferente da Venezuela, que já teve conflitos com todas as empresas que poderiam investir no país, caso da ExxonMobil e Chevron. AS AMEAÇAS VENEZUELANAS Após as ameaças do governo, o presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, anunciou na última sexta (20) que a decisão sobre a área em conflito será decidida por um plebiscito. Ou seja: caberá aos venezuelanos o destino de uma área que corresponde a mais de 50% do território da Guiana. Indiscutivelmente viciado, o plebiscito irá perguntar se a população venezuelana concorda com a “defesa do território em disputa com a Guiana”. O plebiscito está marcado para acontecer, incialmente, em 3 de dezembro.
Venezuela se torna membro do Banco dos Brics após aval de Dilma

VENEZUELA, 12 de setembro de 2023 – O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, confirmou que o país se tornará o mais recente membro do Banco dos Brics, uma notícia anunciada em uma transmissão ao vivo na TV estatal diretamente da China, nesta terça (12). “Dei instruções à vice-presidente executiva para tomar todas as medidas necessárias para que a Venezuela entre para o Banco dos Brics”, afirmou Maduro durante a transmissão. Ele reforçou essa decisão em uma postagem nas redes sociais. #EnVivo ???? | Venezuela tiene la certera esperanza de que muy pronto ingresará al grupo BRICS, recalcó el presidente @NicolasMaduro “He dado la orden a la Vicepresidenta Ejecutiva para adelantar todos los pasos necesarios para que Venezuela ingrese al Banco de los BRICS”,… pic.twitter.com/ZGyMScXkmz — Prensa Presidencial (@PresidencialVen) September 11, 2023 Essa confirmação segue um encontro recente entre Maduro e Dilma Rousseff, atual presidente do Banco dos Brics, a quem ele se referiu como uma “grande amiga da Venezuela”. Durante a visita, Maduro elogiou o edifício sede do Banco dos Brics e destacou a parceria com a presidente Dilma Rousseff. O Banco dos Brics tem como objetivo mobilizar recursos para investir em projetos de infraestrutura e desenvolvimento sustentável em mercados emergentes. Sua estratégia para o período de 2022 a 2026 se concentra em aumentar o financiamento do desenvolvimento para um futuro sustentável, com áreas de operação que incluem energia limpa, infraestrutura de transporte, água e saneamento, proteção ambiental, infraestrutura social e infraestrutura digital. A entrada da Venezuela no Banco dos Brics representa um passo significativo para Maduro em direção ao seu objetivo de integrar o país ao bloco. Recentemente, o Brics expandiu suas fileiras, incluindo seis novos membros, além dos países fundadores, e o presidente Lula defendeu a participação do governo de Maduro na coalizão.
Fórum em Brasília defende soberania latino-americana e caribenha

BRASÍLIA, 02 de julho de 2023 – O 26º Encontro do Fórum de São Paulo, realizado em Brasília, chegou ao fim com a condenação dos bloqueios e medidas coercitivas contra Cuba, Nicarágua e Venezuela. O evento reuniu 270 representantes de 57 organizações sociais, que defenderam a integração e soberania no Caribe e América Latina, além da defesa dos direitos dos migrantes nos Estados Unidos. O encontro enfatizou a rejeição às agressões econômicas e ao bloqueio a Cuba, bem como às agressões contra a Venezuela e Nicarágua. Também contou com a participação de representantes de oito países não pertencentes ao fórum, visando a união das lutas populares e anti-imperialistas. Durante o evento, houve debates sobre a integração regional, a solidariedade entre os povos e os esforços pela paz mundial, destacando a importância de fortalecer a unidade das forças progressistas diante do crescimento da extrema-direita. Na oportunidade, Lula destacou a importância do caráter democrático de seu campo polític e fez um apelo aos integrantes do Foro para que atuem de forma conjunta diante do crescimento da extrema-direita. “Nós estamos em uma trincheira. Além de cuidar do nosso país, nós temos que cuidar de fortalecer o papel de setores progressistas e democráticos da sociedade nesse mundo, porque a direita fascista, ela tem crescido”, declarou.
Oposição de Maduro é proibida de ocupar cargo público na Venezuela

VENEZUELA, 30 de junho de 2023 – Conforme informado pela Reuters, a candidata da oposição na Venezuela, María Corina Machado, considerada favorita para vencer as primárias de outubro, foi proibida de ocupar cargos públicos por um período de 15 anos, de acordo com o controlador-geral do país. Corina lidera as pesquisas para as prévias, que visam selecionar um candidato da oposição para enfrentar o presidente Nicolás Maduro nas eleições de 2024. A decisão não afeta sua capacidade de concorrer nas primárias, uma vez que a oposição realiza essa votação sem interferência estatal. No entanto, Corina não poderá registrar-se junto às autoridades eleitorais para constar na cédula da eleição presidencial do próximo ano. A proibição anunciada é uma ampliação de uma condenação de 2015 contra a ex-parlamentar. O regime venezuelano a condenou após seu apoio às sanções dos Estados Unidos contra o governo de Maduro e seu apoio ao ex-líder da oposição Juan Guaidó. Além disso, Corina estava proibida de deixar a Venezuela há nove anos e foi suspensa do cargo por 12 meses em 2015 por supostamente não declarar alguns benefícios recebidos quando era parlamentar. No entanto, Corina nega as acusações. A OEA rejeitou a decisão e pediu eleições transparentes na Venezuela. Em comunicado, a Organização dos Estados Americanos afirmou: “Essa decisão é arbitrária e contrária ao estado de direito. Ela viola direitos políticos e civis básicos, incluindo os estipulados no artigo 23 da Convenção Americana sobre Direitos Humanos referentes ao direito de eleger e ser eleito. O Secretário-Geral contesta essa decisão e exige as condições necessárias para garantir eleições justas, livres e transparentes na Venezuela em 2024, buscando sua democratização”. No Twitter, Corina descreveu a decisão como “inútil” e afirmou que ela apenas demonstra que o regime sabe que já está derrotado. “Agora vamos votar com mais força, mais rebeldia e mais determinação nas primárias. Quem permite é o povo da Venezuela. Até o fim!”, postou. Una INÚTIL “inhabilitación” que sólo demuestra que el régimen sabe que YA está DERROTADO. Ahora votaremos con más fuerza, más rebeldía y más ganas en las Primarias. Aquí quién HABILITA es el pueblo de Venezuela. Hasta el final es HASTA EL FINAL! pic.twitter.com/wRof639noG — María Corina Machado (@MariaCorinaYA) June 30, 2023
Lula recebe Maduro e defende governo da Venezuela

Brasília, 29 de maio de 2023 – O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, se reuniu com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Brasília. O encontro ocorreu antes da cúpula de presidentes da América do Sul, que está programada para esta terça (29). Lula retomou a relação com Maduro, ao contrário do ex-presidente, Jair Bolsonaro, que não reconhecia Maduro como chefe de Estado. Durante a reunião bilateral, Maduro subiu a rampa do Palácio do Planalto e foi recebido por Lula e pela primeira-dama, Janja. Após uma primeira reunião restrita entre os dois líderes, o encontro foi ampliado para incluir outros membros das comitivas venezuelana e brasileira, incluindo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Os presidentes também assinaram atos conjuntos e participaram de um almoço no Palácio do Itamaraty. A retomada da relação entre Brasil e Venezuela ocorreu quando Lula assumiu a presidência e restabeleceu as relações diplomáticas. Antes disso, Bolsonaro havia rompido oficialmente as relações diplomáticas com o governo Maduro e considerado seus representantes como “personae non grata” no Brasil. No entanto, a vinda de Maduro para a posse de Lula gerou constrangimento e ele acabou cancelando a viagem, enviando um representante em seu lugar. O encontro entre Maduro e Lula acontece às vésperas de uma cúpula de presidentes da América do Sul em Brasília, com a presença de pelo menos 11 dos 13 chefes de Estado da região. Apenas os presidentes do Peru e da Guiana Francesa não indicaram presença, mas devem enviar representantes oficiais.
Documentos mostram que Lula espalha fake news sobre dívidas de ditaduras com o BNDES

Documentos provam que a justificativa do presidente Lula (PT) para garantir a volta dos empréstimos do BNDES a ditaduras da América Latina é mentirosa. Segundo o presidente, Venezuela e Cuba não pagaram suas dívidas porque Bolsonaro “deixou de cobrar para ficar nos acusando”. As mentiras do presidente foram expostas pela jornalista Malu Gaspar, de O Globo. Assim que assumiu o governo, Bolsonaro manteve as cobranças. A informação é comprovada por documentos dos quais a jornalista teve acesso. As cobranças foram enviadas à representação da Venezuela no Brasil pela Secretaria Especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais do Ministério da Economia. Em novembro de 2022, mesmo após ter perdido a eleição, Bolsonaro seguiu com as cobranças. Carta datada do dia 21 de novembro mostra que a Venezuela já tinha um débito acumulado de mais de R$ 6 bilhões em valores atualizados. Lula também mentiu sobre Cuba durante discurso no BNDES. O governo Bolsonaro não rompeu laços diplomáticos com a ditadura dos Castro. Cuba e Venezuela possuem, juntos, possuem uma dívida de 2,1 bilhões de dólares (valor que supera R$ 11 bilhões) com o BNDES. O valor corresponde a 20% dos 10,5 bilhões de dólares distribuídos por governos brasileiros de orientação esquerdista. Atrás dos dois países em montantes da dívida com o BNDES estão a República Dominicana (154 milhões de dólares), Gana (104 milhões de dólares), Guatemala (98 milhões de dólares), Moçambique (53 milhões de dólares), Equador (49 milhões de dólares), Argentina (47 milhões de dólares), Honduras (37 milhões de dólares) e Costa Rica (15 milhões de dólares). O BNDES não fica sem receber os recursos do calote. Quando firmados os contratos, há a garantia por parte do Governo Federal de pagamento em caso de atraso. O povo brasileiro figura como uma espécie de fiador dos contratos por meio do Fundo Garantia à Exportação (FGE), do tesouro nacional. Até o ano passado, o pagador de impostos nacional já havia arcado com 750 parcelas em atraso dos empréstimos contraídos por Cuba e Venezuela que Lula quer reativar.