Trem da Vale descarrila em Alto Alegre e interrompe ferrovia

MARANHÃO, 30 de abril de 2026 — Um trem de carga operado pela Vale S.A. descarrilou na madrugada desta quinta (30), em Alto Alegre do Pindaré, na região de Auzilândia. O acidente ocorreu em um trecho da Estrada de Ferro Carajás e mobilizou equipes de emergência. Parte da composição sofreu danos, o que levou à paralisação temporária da ferrovia utilizada também para transporte de passageiros. Com o impacto, vagões ficaram avariados e alguns tombaram ao longo da linha férrea. Registros feitos no local mostram estruturas comprometidas. A circulação entre São Luís e Parauapebas foi suspensa após o ocorrido. Equipes da empresa e do Corpo de Bombeiros foram acionadas para atender a ocorrência. Os profissionais realizaram o isolamento da área e iniciaram a avaliação dos danos causados pelo descarrilamento.
Justiça condena mineradora por risco a trabalhadores no MA

MARANHÃO, 13 de abril de 2026 – A Justiça condenou a mineradora Vale ao pagamento de R$ 5 milhões por submeter trabalhadores a risco no Maranhão, ao operar ferrovias com o sistema de monocondução. A decisão atende a ação do Ministério Público do Trabalho no Maranhão, que apontou a condução de locomotivas por apenas um operador, prática considerada prejudicial à segurança e ao bem-estar dos funcionários. Além disso, a sentença determinou o pagamento de indenizações individuais aos trabalhadores afetados. Cada funcionário que atuou sozinho na cabine deverá receber R$ 10 mil por ano, ou fração, trabalhado nessas condições. A decisão também enquadrou a conduta como dumping social, por descumprimento de direitos trabalhistas para redução de custos.
Ministro do STF se declara impedido de julgar recurso da Vale

BRASÍLIA, 10 de junho de 2025 – O ministro Flávio Dino, do STF, declarou-se impedido de analisar o recurso da Vale contra multa de R$ 86,2 milhões aplicada pela Controladoria-Geral da União (CGU) pelo desastre de Brumadinho. A decisão, publicada nesta segunda (9), ocorreu porque o processo contém parecer assinado pelo subprocurador-geral da República Nicolao Dino, irmão do ministro. O caso será redistribuído a outro ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), exceto ao presidente Luís Roberto Barroso. A Vale busca anular a punição da CGU, que aplicou a Lei Anticorrupção por omissão e falsificação de dados sobre a estabilidade da barragem que rompeu em janeiro de 2019, matando 272 pessoas. Dino fundamentou sua decisão no artigo 144 do Código de Processo Civil, que veda a atuação de magistrados em processos envolvendo parentes até terceiro grau. O ministro destacou a necessidade de “observância estrita aos deveres de imparcialidade e transparência”.
Protesto do MST paralisa trem entre Pará e Maranhão

MARANHÃO, 22 de maio de 2025 – As viagens do trem de passageiros entre Parauapebas, no Pará, e São Luís, no Maranhão, foram suspensas nesta quinta (22) e sexta (23) após novo bloqueio na Estrada de Ferro Carajás. Segundo a mineradora Vale, concessionária responsável pela ferrovia, o serviço foi interrompido por questões de segurança. O motivo seria a interdição da linha por integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), no trecho localizado em território paraense. A Estrada de Ferro Carajás transporta, em média, 1.500 pessoas por viagem. É uma das poucas opções acessíveis de mobilidade para comunidades rurais, indígenas e urbanas entre os dois estados. A suspensão afeta diretamente essa população. De acordo com a Vale, os passageiros poderão remarcar os bilhetes ou solicitar reembolso integral no prazo de até 30 dias. O atendimento está disponível pelo número 0800 285 7000.
Escândalo liga advogados e juízes em ação contra Vale no MA

MARANHÃO, 05 de abril de 2025 – Uma reportagem da Revista Piauí revelou novas suspeitas de irregularidades em um processo judicial movido contra a Vale no Maranhão, envolvendo advogados e figuras ligadas a um esquema de venda de sentenças. O caso, que se arrasta há 15 anos, já teria custado mais de R$ 20 milhões à empresa, segundo estimativas de seus advogados. O Coaf identificou movimentações atípicas de valores sacados em nome de pescadores. Em 2009, os advogados Wolmer de Azevedo Araújo e Arão Mendes de Melo entraram com ações alegando que 110 pescadores de São Luís foram prejudicados por um píer da Vale. Pediam indenizações e pensões mensais. Em 2015, o juiz auxiliar Clésio Coelho Cunha autorizou o saque de R$ 8,3 milhões depositados pela empresa, contrariando decisão do STJ. No mesmo dia, os advogados sacaram R$ 9 milhões (com correção) e transferiram o valor para contas de terceiros, incluindo políticos e assessores.
Conselheiro da Vale renuncia e denuncia interferência política

BRASÍLIA, 13 de março de 2023 – No desdobramento mais recente da saga pela sucessão do cargo de CEO na Vale, o conselheiro José Penido abandonou sua posição, criticando abertamente o processo de escolha do novo líder. Embora a renúncia tenha sido anunciada na segunda (13), o conteúdo da carta direcionada ao presidente do Conselho de Administração, Daniel Stieler, veio à tona ontem. Na carta, Penido demonstrou preocupação, afirmando que o processo de sucessão está sendo conduzido de maneira manipulada, não favorecendo os melhores interesses da empresa e sofrendo uma influência política clara e prejudicial. Ele questiona a “honestidade de princípios” de acionistas importantes da companhia, duvidando da capacidade de elevar a governança da Vale ao patamar de uma corporação.
Lula quer interferir em empresa privada

BRASÍLIA, 25 de janeiro de 2024 – Se alguém tinha alguma esperança de que Lula desistiria da esdrúxula ideia de ver Guido Mantega na presidência da Vale, é melhor desistir. Lula quer porque quer enfiar goela abaixo de uma empresa privada há quase 30 anos um companheiro que ele considera tremendamente injustiçado. Hoje, Alexandre Silveira, a quem Lula incumbiu de executar esse seu desejo, arregaçou as mangas e começou a operar oficialmente. O ministro de Minas e Energia já ligou para mais de um acionista importante da mineradora e, falando em nome do presidente da República, disse que Lula não abre mão de ver Mantega na presidência da empresa. O ministro foi claro. Lula não quer um assento para Mantega no conselho (são 13 vagas), mas o principal cargo executivo, cuja remuneração anual, aliás, é de cerca de R$ 60 milhões. No dia 31, o conselho da Vale se reúne. Um dos assuntos da pauta é a decisão sobre se Eduardo Bartolomeo continua na presidência da Vale por mais um mandato. Agindo assim, Lula reforça a impressão que acha que pode tudo. Até nomear um ex-ministro seu, que nunca trabalhou nem cinco minutos numa empresa privada, para comandar a segunda maior mineradora de minério de ferro do mundo. Alguns assessores seus trabalhavam com a possibilidade de Lula esquecer Mantega e topar um nome alternativo. Lula quer Mantega. Na Vale, porém, o governo tem menos poder do que no Congresso, onde anda levando um baile de Arthur Lira e Rodrigo Pacheco. O governo detém apenas 8% de participação, via Previ. Claro que, possui também o poder de conceder licenças ambientais e minerárias, via DNPM (Departamento Nacional de Produção Mineral) e ANM (Agência Nacional de Mineração), assim como pode atrapalhar os planos da Vale no setor de ferrovias, que são concessões federais. Mas usar esses poder seria uma ingerência obviamente imprópria. Um conselheiro da Vale lembrou há pouco o discurso da semana passada de Lula em Pernambuco, quando defendeu a retomada das obras da refinaria Abreu e Lima, que esteve no centro da Lava-Jato: — Juntando aquela fala do presidente com essa tentativa de avanço real de hoje sobre a Vale dá para pensar que ele ultrapassou todos os limites.
Vale manteve mais de 20 mil empregos no 1º semestre do MA

MARANHÃO, 30 de setembro de 2023 – A Vale desembolsou R$3,5 bilhões no Maranhão no primeiro semestre de 2023, considerando investimentos e custeio; e manteve 22,2 mil empregos entre trabalhadores próprios e terceiros permanentes. O montante financiou ações sociais e ambientais, tanto voluntárias quanto obrigatórias. Já em compras com fornecedores locais (matriz e filial), a empresa investiu R$2,2 bilhões no período, movimentando a economia do estado e nos municípios onde atua. Os números fazem do Balanço Vale+, publicação com informações sobre a atuação econômica, social e ambiental da empresa, lançada este mês e disponível para acesso no site www.vale.com/ma. Em tributos, as operações da empresa no Maranhão geraram entre janeiro e junho R$157,5 milhões em ICMS, ICMS Importação e ISS. Já os dispêndios ambientais e sociais da Vale somaram cerca de R$234,7 milhões. Nos primeiros seis meses do ano, também foram realizadas diversas iniciativas com o objetivo de contribuir para o desenvolvimento dos municípios e a melhoria da vida das pessoas, em frentes como cultura, saúde, educação, geração de trabalho e renda. Um dos exemplos é o projeto Trilhos da Alfabetização, resultado da parceria entre Fundação Vale, Consórcio Intermunicipal Multimodal (CIM) e Fundação Getúlio Vargas (FGV), que beneficiou 60 mil estudantes, de mais de 1.000 escolas dos municípios maranhenses. A iniciativa, que também já capacitou 4 mil educadores, gestores e técnicos no estado, vai ao encontro da meta nacional de alfabetizar as crianças até os oito anos de idade, uma das prioridades do Ministério da Educação. Sobre a Vale no Maranhão – As operações da Vale no Maranhão são estratégicas para a mineração no Brasil e contribuem para fortalecer a competitividade da empresa. É por meio da Estrada de Ferro Carajás – que tem cerca de 900 quilômetros e interliga o Pará ao Maranhão – que toda a produção da empresa nessa região é transportada. E ainda, é por meio do Terminal Marítimo de Ponta da Madeira, o maior porto privado do Brasil emmovimentação de carga, que embarcamos o minério de ferro para os mercados consumidores, em especial a China, um dos principais clientes da atualidade.