Mais de 80 bairros de São Luís estão sem água, diz Caema

SÃO LUÍS, 09 de julho de 2026 — Mais de 80 bairros de São Luís estão sem água nas torneiras. O motivo é o rompimento de uma subadutora DN 600, que aconteceu na terça (7), na região da Forquilha. A Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (Caema) informou que o acidente foi causado por uma máquina que fazia obras no elevado da via. A adutora atingida é a quarta maior da capital. Por isso, o conserto exige cuidado e equipes da Caema já estão no local trabalhando. O vazamento na avenida Guajajaras, também na Forquilha, está diretamente ligado a esse mesmo rompimento. A previsão da empresa é que os reparos sejam finalizados até as 15h desta quinta (9). Depois disso, o abastecimento será retomado de forma gradual. Ou seja, a água não volta para todas as casas ao mesmo tempo. Entre os bairros afetados estão áreas como Anil, Cohatrac, João Paulo, Forquilha, São Cristóvão, Jardim de Fátima, Residencial Canaã, Parque Universitário, Vila Brasil, Cruzeiro do Anil, Itapiracó, Pão de Açúcar, e muitos outros. Também estão sem água conjuntos como Alvorada, Esmeralda, SMV, Planalto Pingão, e residenciais como Araçagy, Centaurus, Filadélfia, Primavera, Rio Anil, Santiago, Tabata, Turmalina, Granada e Santos Dumont. A lista completa inclui ainda vilas e localidades como Vila Militar, Vila Humaitá, Sítio Pirapora e Solar das Mangueiras. O retorno completo da água depende do fim dos serviços e da recuperação da pressão na rede.
Justiça manda hospital regularizar alvará e segurança em SLZ

MARANHÃO, 24 de junho de 2026 — A Justiça do Maranhão determinou que o Hospital Real, em São Luís, regularize suas condições sanitárias e de segurança contra incêndio. A decisão é do juiz Douglas de Melo Martins, da Vara de Interesses Difusos e Coletivos. O hospital está fechado há anos, mas precisa se adequar para poder voltar a funcionar. O hospital deve conseguir o Alvará Sanitário com a Vigilância Sanitária Estadual. Além disso, precisa cumprir todas as exigências do Corpo de Bombeiros Militar. A Justiça exige que a unidade apresente o Projeto de Combate a Incêndio e Pânico aprovado pelos bombeiros e o certificado de aprovação. A ação foi movida pelo Ministério Público do Maranhão (MPMA). As investigações começaram em 2021 após denúncias da empresa Amazônia Educação e Cultura. Segundo o MP, havia contaminação da água por fezes de pombos e os geradores de energia não funcionavam . Os bombeiros fizeram vistorias em 2021 e 2022 e encontraram falhas graves. Os sistemas de segurança contra incêndio estavam inoperantes ou insuficientes. A Vigilância Sanitária também constatou que o hospital não tinha o alvará sanitário em agosto de 2021. O juiz destacou que a falta de saídas de emergência e de extintores, além de problemas na central de gás, trazem riscos ao prédio e a vizinhos. Porém, ele negou o pedido de interdição total do imóvel. Como o hospital está fechado há vários anos, não há perigo imediato a pacientes ou profissionais. A interdição total só ocorrerá se o hospital descumprir a decisão ou tentar reabrir sem as devidas correções.
São João deve elevar fluxo no aeroporto de São Luís

SÃO LUÍS, 1º de junho de 2026 — O Aeroporto Internacional de São Luís projeta receber cerca de 197 mil passageiros entre os dias 1º e 30 de junho. A expectativa representa um crescimento de 15% em relação ao mesmo período de 2025, quando cerca de 171 mil pessoas passaram pelo terminal. O aumento é impulsionado pelas festividades do São João do Maranhão. A projeção também supera os resultados dos anos anteriores. Em junho de 2024, o aeroporto registrou 143 mil passageiros. Já em 2023, foram contabilizados 148 mil usuários. Os dados refletem o aumento do fluxo turístico durante a temporada junina. Segundo a Motiva Aeroportos, administradora do terminal, mais de 440 mil passageiros passaram pelo aeroporto entre janeiro e março de 2026. O volume é cerca de 23% superior ao registrado no mesmo período de 2025, quando aproximadamente 360 mil viajantes utilizaram o terminal.
Dez bairros reúnem mais de um terço das empresas de São Luís

SÃO LUÍS, 28 de maio de 2026 — Um estudo elaborado pelo Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos em parceria com a Prefeitura de São Luís apontou que dez bairros concentram 37% das empresas ativas da capital maranhense. Os demais 63% dos estabelecimentos comerciais e de serviços estão distribuídos entre outros 251 bairros da cidade. A pesquisa “Espacialização das empresas em São Luís” reúne informações sobre atividades econômicas, indicadores sociais e mercado de trabalho. O material disponibiliza mapas detalhados sobre a distribuição dos empreendimentos e os setores econômicos presentes nos bairros da capital. Segundo o presidente do Imesc, Dionatan Carvalho, o estudo oferece informações sobre mercado de trabalho, infraestrutura, demografia e indicadores econômicos específicos de cada bairro. Dessa forma, a iniciativa busca orientar investidores interessados em abrir ou expandir negócios em São Luís. Além disso, o levantamento permite identificar regiões com maior carência de determinados serviços e analisar dados como renda média e faixa etária predominante. Portanto, o material também pode auxiliar empreendedores na tomada de decisões e apoiar o setor público em ações voltadas ao desenvolvimento econômico e social. BAIRROS COM MAIS EMPRESAS De acordo com o estudo, o bairro Renascença lidera o número de estabelecimentos comerciais e corporativos, com 2.630 empresas em funcionamento. Em seguida aparecem o Centro, com 2.337 empresas, São Francisco, com 1.209 estabelecimentos, Calhau, com 1.024 negócios, e Cidade Operária, com 901 empresas ativas. A publicação está disponível no site oficial do Imesc, na seção de estudos e pesquisas. O material apresenta indicadores econômicos e sociais dos bairros e detalha a concentração das atividades empresariais em São Luís. Tabela 1 – Ranking dos 20 bairros com mais empresas ativas em São Luís (2019) Ranking Bairro População Empresas 1° Renascença 18.279 2.630 2° Centro 7.463 2.337 3° São Francisco 14.982 1.209 4° Calhau 3.684 1.024 5° Cidade Operária 39.058 901 6° Cohatrac I, II, III, IV, Primavera – Cohatrac 18.227 882 7° Jardim São Cristóvão I 13.858 628 8° Vicente Fialho 3.851 561 9° Angelim 12.823 547 10° Bequimão 15.090 509 11° Cohama 8.574 479 12° Vila Esperança 5.395 448 13° Olho d’Água 7.872 439 14° Ponta d’Areia 2.951 407 15° Cohab Anil III 4.963 401 16° Vila São Luís 5.113 388 17° João Paulo 8.999 365 18° Jardim Eldorado 2.337 357 19° Anjo da Guarda 22.847 356 20° São Cristóvão/Tirirical 5.460 313 Fonte: Elaboração própria, com base nos dados da RAIS e do IBGE
PF investiga fraude em benefícios do INSS em São Luís

SÃO LUÍS, 22 de maio de 2026 — A Polícia Federal (PF) realizou, nesta sexta (22), a Operação A Viagem para investigar um suposto esquema de fraudes envolvendo a reativação e o desbloqueio irregular de benefícios previdenciários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A ação teve como alvo uma mulher residente em São Luís, suspeita de integrar a organização investigada. Segundo a Polícia Federal, o grupo seria especializado em reativar benefícios suspensos por decisões administrativas ou judiciais. As investigações apontam ainda para a possível participação de servidores públicos do INSS nas irregularidades apuradas. De acordo com as apurações, a investigada teria viajado de São Luís para Belém, no Pará, para tentar convencer uma servidora do INSS a participar do esquema. Conforme a Polícia Federal, a suspeita teria oferecido vantagens financeiras em troca de desbloqueios e reativações indevidas de benefícios previdenciários. Ainda segundo a investigação, após a tentativa presencial não ter resultado positivo, as abordagens continuaram por meio de plataformas digitais e aplicativos de mensagens. A PF apura a extensão das irregularidades e a possível participação de outros envolvidos. Em São Luís, foram apreendidos três aparelhos celulares, que passarão por perícia técnica para auxiliar no aprofundamento das investigações.
Protesto fecha acesso na Zona Rural de São Luís há 24 horas

Moradores da Zona Rural de São Luís realizaram um protesto na segunda (18), que continuou nesta terça (19), para cobrar melhorias no transporte público. A manifestação bloqueou a via na entrada do bairro Andiroba, responsável pelo acesso à comunidade do Cajupari e outras localidades da região. Os manifestantes utilizaram troncos de árvores e um carrinho de mão para fechar a rua. Dessa forma, carros, motocicletas e ônibus ficaram impedidos de circular pelo trecho. Segundo os moradores, a redução da frota tem prejudicado a locomoção dos moradores da Zona Rural 1 e também de comunidades da Zona Rural 2. De acordo com os manifestantes, esta é a terceira mobilização organizada para tentar resolver o problema no transporte público da região. Os moradores afirmam que a diminuição dos ônibus tem afetado o deslocamento diário entre as comunidades atendidas pela via bloqueada.
Operação Rota Andina mira tráfico internacional em São Luís

MARANHÃO, 12 de maio de 2026 — A Operação Rota Andina foi deflagrada nesta terça (12) pela FICCO/MG e tem São Luís entre os alvos em investigação contra o tráfico internacional de drogas ligado a organizações criminosas. A ação ocorre com apoio da Polícia Federal em cinco estados e cumpre 29 mandados de busca e apreensão e 18 de prisão em oito cidades. A Operação Rota Andina ocorre em Uberlândia, Ituiutaba e São João Del Rey (MG), Goiânia (GO), São Paulo e Poá (SP), Manaus (AM) e São Luís (MA), com cumprimento de ordens judiciais autorizadas pela Justiça no âmbito da investigação do esquema criminoso. A investigação da Operação Rota Andina decorre de flagrante ocorrido em abril de 2025, quando foram apreendidos 470 quilos de cocaína transportados em uma aeronave no município de Santa Rita do Araguaia, em Goiás, conforme apuração das autoridades. A Operação Rota Andina também teve autorização judicial para bloqueio de bens dos investigados, incluindo sequestro patrimonial de cerca de R$ 92 milhões e apreensão de 114 veículos avaliados em R$ 6 milhões, totalizando R$ 98 milhões. Cerca de 200 policiais foram mobilizados na ação. A FICCO é composta por Polícia Civil, Polícia Federal, Polícia Militar e Centro de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública de Minas Gerais
Protesto por falta de ônibus expõe isolamento em São Luís

SÃO LUÍS, 04 de maio de 2026 — Moradores do Residencial Nova Vida realizaram um protesto na manhã desta segunda (4), em São Luís, para cobrar o retorno do transporte público na comunidade. O ato ocorreu na zona rural da capital, onde manifestantes bloquearam uma via estratégica. Eles interromperam o tráfego como forma de pressionar autoridades diante da suspensão da linha de ônibus “Nova Vida”. Os participantes impediram a circulação de veículos e destacaram os impactos da ausência do transporte público no cotidiano. Segundo relatos, trabalhadores, estudantes e demais moradores enfrentam dificuldades diárias para se deslocar. A interrupção do serviço tem afetado diretamente o acesso a atividades essenciais fora do bairro. A via bloqueada pelos manifestantes liga o residencial a localidades como Andiroba, Santa Maria, Bom Jardim, Mato Grosso e Juçatuba. Os moradores afirmam que a suspensão da linha ampliou o isolamento da área e gerou prejuízos à população. Eles cobram um posicionamento da Prefeitura de São Luís e pediram a normalização imediata do transporte público.