Felipe dos Pneus segue sendo investigado por suposta corrupção

SANTA INÊS, 21 de julho de 2023 – A Operação Tríade, liderada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) do Ministério Público, investiga movimentações financeiras suspeitas relacionadas à empresa WR Comércio e Construção, de propriedade do empresário Welker Carlos Rolim, e ao prefeito Felipe dos Pneus. O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) localizou contratos com a prefeitura de Santa Inês no valor de R$ 4.280.201,92, e transferências bancárias suspeitas, como um depósito de R$ 50.000,00 para a empresa AZMOM P LTDA e uma transferência de R$ 50.000,00 para a empresa Irmãos Silva Sales LTDA, que recebeu pagamento da prefeitura no mesmo dia. O Ministério Público alega que as transferências para a Irmãos Silva Sales LTDA foram destinadas como pagamento por uma reforma no imóvel adquirido pelo prefeito Felipe dos Pneus, aumentando as suspeitas sobre a relação entre a WR Comércio e Construção e o prefeito. Além disso, Welker Carlos Rolim está sendo investigado em outros processos relacionados a esquemas fraudulentos com prefeituras no Maranhão. A rápida recondução de Felipe dos Pneus ao cargo após um afastamento temporário levanta questionamentos sobre o processo legal e a necessidade de uma investigação rigorosa e imparcial para esclarecer o caso.
Felipe do Pneus enfrenta novas acusações e risco de afastamento

SANTA INÊS, 22 de junho de 2023 – As investigações do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) apontam o envolvimento do prefeito Felipe dos Pneus e empresários-laranjas em uma Organização Criminosa que causou um prejuízo de mais de R$ 55 milhões na Prefeitura de Santa Inês. O esquema envolveu fraudes em licitações, peculato, corrupção e lavagem de dinheiro. As empresas de fachada desviaram recursos públicos que deveriam ser destinados à saúde, por meio do pagamento de propinas ao prefeito. As investigações tiveram início após a Operação Free Rider da Polícia Federal e revelaram a participação de outras pessoas físicas e jurídicas, incluindo os articuladores Antônio Neto Magalhães e Samuel Martins. O GAECO obteve provas do envolvimento de diversas pessoas que atuavam em conjunto para desviar verbas públicas, enquanto o prefeito utilizava seu poder político para direcionar os recursos. Um dos contratos investigados envolveu a empresa Solução Empreendimentos e foi firmado para a locação de veículos, com valor total de R$ 5,5 milhões. Durante a investigação, descobriu-se que o empresário Welker Rolim teria pago propina ao prefeito Felipe dos Pneus, e parte desse dinheiro foi utilizado para reformar a casa do gestor.
Felipe dos Pneus retorna ao cargo por ordem de desembargadora

Santa Inês, 31 de maio de 2023 – A desembargadora Sônia Amaral, da 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA), deliberou pela reintegração de Felipe dos Pneus ao cargo de prefeito de Santa Inês. A decisão foi tomada nessa quarta (31), cuja magistrada considerou que o risco que motivou o afastamento já não existe mais. Como o afastamento era uma medida cautelar, foi necessário evitar uma punição antecipada. Conforme noticiado pelo blog, Felipe dos Pneus está sob investigação na Operação Tríade, deflagrada na terça (30) pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) do Ministério Público do Maranhão (MPMA). Ele é suspeito de fazer parte de uma suposta organização criminosa envolvida em fraudes em licitações, peculato, corrupção e lavagem de dinheiro.
Felipe dos Pneus é afastado por desvio de mais de R$50 milhões

Santa Inês, 30 de maio de 2023 – O prefeito de Santa Inês, Felipe dos Pneus, foi afastado do cargo em uma operação conduzida pelo Ministério Público do Maranhão denominada ‘Tríade’, com objetivo de desmantelar uma organização acusada de praticar fraudes em licitações, peculato, corrupção e lavagem de dinheiro, desviando aproximadamente R$ 55 milhões dos recursos públicos. A investigação teve início com a operação ‘Free Ride’ realizada pela Polícia Federal em 2022, que levantou informações sobre o esquema em questão. Segundo a PF, as atividades criminosas envolviam licitações fraudadas e contratos superfaturados para aquisição de medicamentos, insumos hospitalares e serviços de engenharia para a prefeitura. Os contratos eram direcionados para favorecer empresas que repassavam propinas ao prefeito Felipe dos Pneus, com a participação de intermediários e a colaboração de servidores comissionados ligados à prefeitura. Até o momento, Felipe dos Pneus não comentou diretamente as acusações e seu afastamento do cargo, limitando-se a fazer um pronunciamento genérico nas redes sociais, alegando confiar na Justiça e afirmando estar à disposição para seguir com o projeto de desenvolvimento de Santa Inês. “Estamos aguardando tranquilamente as informações da Operação do Gaeco. Sou a favor da Justiça e acredito que a verdade sempre prevalece. Apesar de nos perguntarmos, a princípio, a quem possa interessar requentar fatos já esclarecidos. Como sempre, estamos à disposição e confiantes em seguir com o projeto de desenvolvimento de Santa Inês”, publicou no Twitter.
Após ser acusado de desvios, Felipe do Pneus é reconduzido ao cargo

O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) em Brasília, por meio de sua 2ª Seção, reconduziu Felipe dos Pneus ao cargo de Prefeito de Santa Inês. Ele tinha sido afastado por determinação do TRF1, a Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU) após ser acusado de fraudes licitatórias de R$ 8,5 milhões em recursos federais e superfaturamentos de até 215% em contratos para compra de medicamentos e insumos hospitalares. A operação intitulada “Free Rider” buscava desarticular um grupo criminoso e cumpriu 18 mandados de busca e apreensão em São Luís, Santa Inês e Caxias, além da capital piauiense Teresina. À época, além de Felipe dos Pneus, também foram alvos do afastamento duas secretárias municipais, de Saúde e Administração, e chefes de gabinete do prefeito e de Licitação, o diretor do setor de compras, mais dois servidores de Santa Inês. Ele ficou afastado desde o dia 27 de abril, há um mês de 12 dias. Após reassumir o comando do município, quem deixa o cargo é o vice-prefeito Sirino Rodrigues Pereira. Participaram do julgamento os Desembargadores Néviton Guedes, Pablo Zuninga, Wilson Alves e Saulo Casali.
PRF faz maior apreensão de drogas da história do Maranhão

O produto ilícito saiu do município de Santarém, localizado no estado do Pará, com destino ao município de Vitória do Mearim, região Norte do estado do Maranhão.
Rodrigues Pereira assume prefeitura de Santa Inês

O prefeito, Felipe dos Pneus (Republicanos) , foi afastado da prefeitura, após determinação da Justiça Federal .
CGU e PF combatem desvios da saúde em Santa Inês (MA)

A Polícia Federal realizou, nesta quarta (27/04), a operação Free Rider no município de Santa Inês, distante 251 Km de São Luís. A investigação – que conta com o apoio da Controladoria-Geral da União (CGU), busca combater um esquema criminoso acusado de desviar recursos públicos federais repassados ao Fundo Municipal de Saúde. 70 policiais federais cumpriram 18 mandados de busca e apreensão em Santa Inês (MA), Teresina (PI) e São Luís (MA). A investigação foi iniciada após o Ministério Público de Contas informar à CGU que a Secretaria Municipal de Saúde de Santa Inês (MA) teria direcionado a contratação de empresa para aquisição de medicamentos e material hospitalar. Após analisar o contrato firmado, auditores identificaram potencial sobrepreço de R$ 1.583.431,95. Também foi verificado que a empresa efetivou vendas para diversas prefeituras e Fundos Municipais de Saúde no estado do Maranhão a preços inferiores aos preços praticados em Santa Inês (MA). Ou seja, a empresa firmou o contrato a preços superiores aos que ela mesma praticou em outros municípios, o que reforça a existência de dolo em lesar os cofres públicos. A partir do afastamento do sigilo bancário foi possível identificar transferências entre contas da empresa e de pessoas físicas e jurídicas ligadas à administração do município de Santa Inês (MA), o que caracteriza o pagamento de “propina”, quando parte dos valores contratados pela empresa retornam para os gestores públicos responsáveis pela contratação. Além do contrato analisado, no valor de R$ 3.966.869,65, a empresa firmou com o mesmo município outro contrato, no valor R$ 4.565.681,50, onde novamente foi identificado direcionamento.