Incêndios atingem 70% da Terra Indígena Arariboia no MA

Queimadas Indígena

MARANHÃO, 23 de setembro de 2024 – Cerca de 70% da Terra Indígena Arariboia, no sul do Maranhão, foi devastada por queimadas, conforme relatório da Sala de Situação sobre os Povos Indígenas, monitorada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A destruição atinge um dos territórios mais vulneráveis do país, onde vivem povos indígenas isolados, o que agrava ainda mais a crise. O documento, elaborado pelo Ministério dos Povos Indígenas, destaca que a situação é crítica, com perda significativa de vegetação. A Fundação Nacional do Índio (Funai) estuda a ativação de um plano de contingência para conter os danos e mitigar os impactos das queimadas.

Pantanal e Amazônia têm piores incêndios em quase 20 anos

Incêndio Queimadas

BRASIL, 23 de setembro de 2024 –Os incêndios que devastam o Pantanal e a Amazônia neste ano atingiram a pior intensidade em quase duas décadas, afetando a qualidade do ar em boa parte da América do Sul. De acordo com o relatório do Observatório Europeu Copernicus, divulgado nesta segunda (23), os focos de incêndio, a extensão das áreas atingidas e as emissões de carbono atingiram níveis alarmantes. O Serviço de Monitoramento da Atmosfera do Copernicus (CAMS) revelou que as queimadas na região estão acima da média histórica. Até 19 de setembro, as emissões de carbono no Brasil somaram 183 megatoneladas (Mt CO₂), número comparável ao recorde de 2007, quando 65 megatoneladas foram emitidas apenas em setembro. Nos Estados de Amazonas e Mato Grosso do Sul, onde fica o Pantanal, as emissões também atingiram marcas recordes. Foram emitidas 28 e 15 megatoneladas de carbono, respectivamente, o maior valor nos 22 anos de monitoramento do CAMS.

Incêndios em agosto devastam área 2 vezes maior que o DF

Queimadas Agosto

BRASIL, 20 de setembro de 2024 – As queimadas no Cerrado registraram alta de 221% em agosto de 2024, em comparação ao mesmo período do ano anterior. Segundo o Monitor do Fogo, iniciativa da rede MapBiomas, coordenada pelo Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), mais de 1,2 milhão de hectares de savanas foram consumidos pelas chamas. Em 2023, o número foi de 386 mil hectares. O levantamento também destacou o aumento expressivo nas queimadas de formações florestais do Cerrado, que cresceram 410%. No mês de agosto de 2023, 18.910 hectares de florestas foram queimados. No mesmo período de 2024, esse número saltou para 96.533 hectares.

Dino critica lentidão do governo em ações contra queimadas

Dino fogo amigo

BRASÍLIA, 19 de setembro de 2024 – O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, criticou a demora do governo Lula em reconhecer a gravidade das queimadas no Brasil. A avaliação foi feita em decisão assinada no último domingo (15), quando Dino também autorizou o governo a abrir créditos extraordinários, fora da meta fiscal, para intensificar o combate aos incêndios. Segundo Dino, os incêndios afetam principalmente a Amazônia, o Pantanal e o cerrado, cobrindo cerca de 60% dessas regiões. Ele destacou que o país enfrenta um dos maiores desastres ambientais dos últimos cem anos, intensificado pela degradação ambiental acelerada. O magistrado já havia sinalizado a intenção de retirar os gastos com o combate às queimadas do limite imposto pelo arcabouço fiscal.

Maranhense morre ao combater queimadas do Governo Lula

Maranhense queimadas

MATO GROSSO, 17 de setembro de 2024 – Um maranhense foi encontrado carbonizado em Chapada dos Guimarães, Mato Grosso, durante o combate a um incêndio florestal no sábado (14). A vítima, Lucas Bahia Medeiros, tinha 26 anos. O corpo do brigadista maranhense foi descoberto carbonizado por militares do Corpo de Bombeiros na região do Lago do Manso, a 65 km de Cuiabá. Ele estava próximo a uma fazenda, enquanto combatia um incêndio florestal nas matas nativas da região. Lucas, que era natural de Açailândia (MA), havia se mudado para Mato Grosso em busca de melhores oportunidades de trabalho. Ele atuava como brigadista há apenas um mês e anteriormente era mecânico em sua cidade natal.

Brasil perde área equivalente à Paraíba em queimadas

Brasil queimadas

BRASIL, 13 de setembro de 2024 – O Brasil perdeu, em agosto de 2024, uma área equivalente ao território do estado da Paraíba devido a queimadas, segundo informações do MapBiomas. O levantamento revela que 5,6 milhões de hectares foram destruídos, representando quase metade do total registrado em todo o ano. Em comparação com agosto de 2023, o Brasil registrou um aumento de 149%, o que equivale a 3,3 milhões de hectares a mais. Desses, um quarto corresponde a pastagens destinadas à pecuária. O estado de São Paulo está entre os mais afetados, com 86% das áreas atingidas concentradas no setor agropecuário. As queimadas também afetaram severamente o cultivo de cana-de-açúcar no interior paulista, especialmente nas cidades de Ribeirão Preto, Sertãozinho e Pitangueiras. Até o momento, a polícia prendeu 15 pessoas suspeitas de provocarem incêndios em São Paulo, em áreas produtivas.

Queimadas na Amazônia em agosto atingem recorde em 14 anos

Amazônia recorde

AMAZONAS, 02 de setembro de 2024 – A Amazônia apresentou, em agosto, o maior número de queimadas dos últimos 14 anos, conforme dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Foram registrados 33.116 focos de incêndio, o que representa um aumento de 68% em comparação à média histórica para o mês. No Brasil, 55,5% dos focos de incêndio ocorreram na região. O país já acumulou mais de 127 mil focos de incêndio entre janeiro e agosto deste ano. Esse número representa um crescimento de 94% em relação ao mesmo período de 2023. As informações foram divulgadas pela Gazeta do Povo. Pesquisadores apontam que o aumento das queimadas pode estar relacionado ao desmatamento e à intensificação da atividade agrícola na Amazônia. A falta de políticas eficazes de controle agrava ainda mais a situação, exigindo medidas urgentes.

São Luís ainda sem monitoramento do ar em crise de queimadas

São Luís

SÃO LUÍS, 26 de agosto de 2024 – A cidade de São Luís continua sem monitoramento da qualidade do ar, conforme a Secretaria de Estado da Indústria e Comércio (Seinc). O site do órgão, que antes disponibilizava essas informações, agora exibe um aviso informando que a ferramenta foi retirada por recomendação da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema). A nota divulgada reconhece a deficiência estrutural do sistema. O projeto executivo previa uma rede de monitoramento com 12 estações e uma unidade de referência, mas atualmente apenas seis estações estão operando, sem nenhuma unidade móvel de referência. O sistema, criado para monitorar o impacto das atividades industriais na qualidade do ar, torna-se ainda mais crucial durante a crise de queimadas que afeta diversas cidades brasileiras, como Brasília, Manaus e Ribeirão Preto. No Maranhão, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) registrou 1.829 focos de queimadas em agosto. Em São Luís, moradores notam o céu cinzento e o sol avermelhado, indicadores de poluição.

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