Comunista abandona partido que queria socializar seu canal

Comunista Manoel

O influenciador Jones Manoel trocou de partido por causa de dinheiro. Ele é comunista e tem mais de 2 milhões de seguidores. A saída aconteceu no início de abril. Jones saiu do PCBR e foi para o PSOL. Agora ele quer ser deputado federal. O motivo da briga foi o controle do seu canal no YouTube, o Farol Brasil. O canal é a principal fonte de renda dele. Os dirigentes do PCBR queriam incorporar o canal à estrutura do partido. Eles seguem a tradição de centralizar a propaganda. Por isso, achavam que um veículo tão importante não poderia ser um patrimônio pessoal. Jones ficou preocupado com suas contas. Ele disse que usa o dinheiro do canal para ajudar sua mãe, seus sobrinhos e uma madrinha. “Sou o pilar financeiro da minha família”, explicou o influenciador. Então, ele fez perguntas práticas. Quem pagaria os salários dos funcionários? Quem cobriria os gastos? Segundo Jones, os dirigentes não deram respostas concretas. Ele ainda criticou o partido, dizendo que eles nem conseguem manter um jornal mensal. Por fim, a situação eleitoral complicou tudo. O PCBR não tem registro. Por isso, Jones precisou ir para o PSOL para ser candidato. A cúpula do PCBR não aceita apoiar Lula. Eles chamam o governo de “gestão humanizada da barbárie”. Portanto, sem acordo, Jones se desligou do partido que ajudou a fundar.

PSOL define chapa majoritária puro sangue no Maranhão

PSOL 2026

MARANHÃO, 02 de abril de 2026 – O Diretório Estadual do PSOL Maranhão definiu sua estratégia para as eleições de 2026 ao oficializar uma chapa própria para a disputa majoritária. O anúncio ocorreu no estado, onde o partido confirmou o engenheiro florestal e agrônomo Enilton Rodrigues como pré-candidato ao Governo do Maranhão. Para o Senado Federal, o PSOL Maranhão apresentou dois nomes: a quilombola Antonia Cariongo e o professor Franklin Douglas. Ele é conhecido por idealizar o plebiscito pelo passe livre estudantil. A legenda informou que pretende se apresentar como alternativa dentro do campo político estadual diante de outras candidaturas já colocadas. Entre os nomes citados no cenário estão Eduardo Braide, Orleans Brandão e Lahésio Bonfim.

PT e Psol rejeitam aumento de pena para crimes hediondos

Crimes partidos

BRASÍLIA, 17 de julho de 2025 – A Câmara dos Deputados aprovou, na quarta (2), o Projeto de Lei 1.112/2023, que obriga réus primários condenados por crimes hediondos a cumprirem ao menos 80% da pena em regime fechado. A medida teve apoio da oposição e enfrentou resistência dos partidos de esquerda, como PT e Psol, que votaram majoritariamente contra. Entre os parlamentares contrários à proposta estão Erika Hilton (Psol-SP), Guilherme Boulos (Psol-SP), Lindbergh Farias (PT-RJ) e André Janones (Avante-MG). Apenas quatro deputados do PT apoiaram o texto: Delegada Adriana Accorsi (GO), Merlong Solano (PI), Reginaldo Lopes (MG) e Waldenor Pereira (BA). A proposta altera a atual Lei de Execução Penal ao eliminar a gradação no tempo necessário para progressão de regime em crimes hediondos. O texto também proíbe a concessão de liberdade condicional nesses casos, ampliando o tempo de reclusão mínima em regime fechado. Hoje, a legislação permite que condenados por crimes como estupro ou latrocínio cumpram entre 40% e 70% da pena antes de progredirem para o semiaberto. Com a nova regra, o tempo mínimo passa a ser 80%. O PL segue agora para análise no Senado. DIVERGÊNCIA ENTRE BANCADAS A base do governo e partidos de esquerda criticaram a proposta. O deputado Tarcísio Motta (Psol-RJ) questionou a eficácia do aumento das penas, afirmando que medidas anteriores não trouxeram resultados. Já a deputada Bia Kicis (PL-DF) defendeu o endurecimento, alegando que a impunidade estimula a reincidência criminal. Segundo a parlamentar, o atual sistema de benefícios desestimula o respeito à lei. Para a oposição, a proposta fortalece o combate à criminalidade ao impor maior rigor na execução das penas.

Deputados do PT e Psol lideraram ação contra regra do INSS

INSS esquerda

BRASÍLIA, 19 de maio de 2025 – Trinta e um parlamentares de 11 partidos políticos atuaram, desde 2019, para flexibilizar o controle sobre descontos em aposentadorias pagos pelo INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). PT e Psol lideram a lista de envolvidos, segundo levantamento da Folha de S.Paulo. Entre os parlamentares, 11 são do PT e cinco do Psol. Outros partidos envolvidos incluem PSB (três), Republicanos, PCdoB, MDB e PSDB (dois cada), além de PDT, PSC, Solidariedade e PL (um cada). A tentativa de mudança começou após medida provisória do governo Bolsonaro, em janeiro de 2019. Na ocasião, o Executivo propôs a revalidação anual das autorizações de desconto para associações. A medida pretendia reforçar a fiscalização e evitar fraudes no INSS. Deputados e senadores, no entanto, reagiram com propostas para eliminar ou suavizar as exigências. Ao todo, 26 parlamentares apresentaram emendas contra a regra. A maioria defendeu um intervalo de cinco anos, alegando que a revisão anual dificultaria a operação das associações. Eles também citaram a liberdade de associação garantida pela Constituição.

PSOL utiliza STF para impor vontade sobre o Congresso

Psol partido

BRASÍLIA, 14 de maio de 2025 – Sem representação significativa no Congresso, o Partido Socialismo e Liberdade (Psol) se especializou em judicializar decisões que, em teoria, deveriam ser questões exclusivas do Legislativo. O partido já acumula 50 ações no Supremo Tribunal Federal (STF). A mais recente foi o questionamento da decisão da Câmara dos Deputados para suspender a ação penal contra o deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ), que é réu por suposta tentativa de golpe de Estado em 2022. Essas ações do partido vêm atendendo aos interesses do governo e proporcinando ao STF cada vez mais oportunidades de deliberar sobre assuntos que caberiam exclusivamente aos parlamentares e exercer um papel reformista independente da vontade popular. Em julgamento nesta sexta (9), os ministros Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin votaram para limitar a suspensão da ação contra Ramagem. Relator do caso, Moraes votou para impedir que outros réus do “núcleo 1” da denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), como o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), se beneficiem da medida. O voto foi acompanhado pelos demais ministros da Primeira Turma da Corte – Flávio Dino, Luiz Fux e Cármen Lúcia. O Psol conta com apenas 13 deputados federais, nenhum senador, e 23 deputados estaduais. Além disso, possui apenas 90 das mais de 5,3 mil prefeituras espalhadas pelo país. Atualmente, a sigla é presidida pela professora Paula Coradi. O caso Ramagem se soma a outras iniciativas do partido no Judiciário. Em 2015, o partido de Guilherme Boulos (Psol-SP) já buscou a Corte para tentar liberar o aborto. No ano passado, pediu a suspensão das emendas parlamentares, o que provocou tensões entre Legislativo e Judiciário. A maioria dos mais de 50 processos do Psol está dividida entre Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADI) e Arguições de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF). No caso do primeiro dispositivo, a ação visa questionar o Judiciário sobre a constitucionalidade de alguma lei aprovada no Legislativo. Já o segundo busca proteger os preceitos fundamentais da Constituição Federal. Ações envenvolvendo questões ambientais exemplificam como o Psol atua no Supremo. Na ADI 6553, a sigla questiona a Lei 13.452/2017, que alterou os limites do Parque Nacional do Jamanxim, no Pará. Já na ADI 7794, o partido questiona a Lei Estadual 19.135/2024 do Ceará, que flexibiliza a pulverização aérea de agrotóxicos, incluindo drones. Na ADPF 1201, o Psol chega a alegar uma suposta ineficiência do estado de São Paulo em lidar com queimadas e outros problemas ambientais. O partido não teria condições políticas nem ao menos de pautar debates sobre esses temas pelas vias normais do Congresso. Para o cientista político Adriano Cerqueira, professor do Ibmec de Belo Horizonte, a relação entre o Psol e o Supremo Tribunal Federal evidencia um alinhamento político que se intensificou durante o governo Bolsonaro. Segundo ele, o partido tem utilizado o Judiciário como ferramenta para contestar decisões legítimas do Congresso Nacional, mesmo após ser derrotado no processo legislativo. “Uma coisa é garantir o direito das minorias, outra é uma minoria vencida usar o recurso de mobilizar o Judiciário para tentar barrar decisões das quais ela perdeu”, afirma Cerqueira. Ele critica a postura assumida pelo STF, que, segundo ele, tem atuado politicamente e em sintonia com partidos de baixa representatividade. “O STF tem assumido nitidamente, até de forma declaradamente assumida, uma postura política, muitas vezes alinhada com esse partido muito pequeno”, disse.

Erika Hilton é suspeita de usar R$1,5 mi de emendas em benefício próprio

BRASÍLIA, 18 de fevereiro de 2025 – Erika Hilton, deputada federal pelo PSOL (SP), destinou R$ 1,5 milhão em emendas parlamentares à Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais (Abong). A entidade, que defende direitos humanos e apoia movimentos sociais, também presta serviços à Frente Parlamentar Mista LGBT+, criada e presidida pela própria deputada. Conforme dados orçamentários, R$ 103.008,00 serão repassados diretamente à Frente, o que levanta discussões sobre possível conflito de interesse. Segundo a descrição do projeto, R$ 638,6 mil vão fortalecer iniciativas de formação política e promoção da cidadania da comunidade LGBTQIA+. Outros R$ 522,1 mil serão aplicados na organização de paradas, consideradas relevantes para a visibilidade do movimento, e R$ 319,2 mil apoiarão ações de advocacy em colaboração com a Frente Parlamentar. Paralelamente, a destinação de verba à mesma estrutura da qual Erika Hilton é presidente intensifica as dúvidas sobre interesses cruzados.

PT e PSOL elegem mais candidatos brancos do que pretos

PT Esquerda

BRASIL, 21 de novembro de 2024 – Nas eleições de 2024, o Partido dos Trabalhadores (PT) elegeu 3,6 mil políticos em todo o Brasil. Entre os eleitos, 45% se declararam brancos, enquanto apenas 10% se identificaram como pretos, segundo registros da Justiça Eleitoral. O PT lançou cerca de 30 mil candidatos, mais que o dobro do número registrado por outros partidos. Desses, 12,5 mil se declararam brancos, enquanto apenas 5,3 mil se identificaram como pretos. A proporção de candidatos brancos supera a de pretos, refletindo uma disparidade racial significativa dentro da legenda do presidente Lula.

Prefeito do PSOL em Belém possui mais de 600 assessores

Prefeito comissionados

PARÁ, 19 de setembro de 2024 – Edmilson Rodrigues, prefeito de Belém e único representante do PSOL à frente de uma capital brasileira, mantém 662 assessores em seu gabinete. Desses, 610 foram contratados sem concurso público, o que caracteriza contratações políticas. Durante a gestão de Rodrigues, os gastos com cargos políticos cresceram de forma significativa. Em 2020, esse valor era de R$ 1,8 milhão e, em 2024, chegou a R$ 8,5 milhões. O professor Sergio Praça, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), apontou que 163 dos assessores são filiados ao PSOL, enquanto 24 pertencem ao PT, partido do vice-prefeito Edilson Moura. Embora o PSOL critique a privatização e o inchaço da máquina pública, a gestão de Edmilson incorporou práticas tradicionais, incluindo o envolvimento de diferentes correntes do PSOL e de outros partidos de esquerda no governo.

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