Vereadores se reúnem para discutir filiação ao PSDB

Nesta segunda (31), ocorreu um almoço entre seis vereadores e ex-vereadores de São Luís, convidados pelo parlamentar Octávio Soeiro, para discutir a filiação ao partido PSDB. A sigla terá Paulo Victor como pré-candidato a prefeito da capital maranhense. Umbelino Júnior já oficializou sua filiação ao ninho tucano, enquanto Octávio Soeiro é dado como certo, assumindo a presidência do diretório municipal. Paulo Victor deixará o PCdoB após receber a anuência do partido, e Umbelino Júnior, que já está no PL, não corre risco de infidelidade partidária. Os demais participantes, como Silvana Noely e Pavão Filho, também têm caminho aberto para deixar seus partidos, que estão em processo de fusão com outras siglas. Pavão Filho é o único com impedimentos, sendo filiado ao PDT. Além dos presentes no almoço, outros nomes são especulados para se juntar ao grupo.
Bolsonaro e Tarcísio atraem tucanos para o PL e esvaziam PSDB

SÃO PAULO, 17 de junho de 2023 – O ex-presidente Jair Bolsonaro viajou para Jundiaí no último sábado (17), onde confirmou presença no evento de filiação do prefeito da cidade, Luiz Fernando Machado, que se juntará ao PL. Além dele, outros líderes políticos da região também decidiram ingressar no partido. Essa ação faz parte de um movimento de saída do PSDB, que, às vésperas das eleições municipais, tem enfrentado a perda de vários membros e representantes. No evento de filiação, contou-se com a presença confirmada do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, do senador Marcos Pontes e do deputado estadual André do Prado, que também é presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). Com a migração dos tucanos, Valdemar pretende formar uma frente de prefeitos para a disputa eleitoral do próximo ano, além de expandir a representação com vereadores em todo o estado de São Paulo. Desde a filiação de Bolsonaro ao partido, o PL tem ganhado destaque na política nacional. Nas eleições de 2022, o partido conquistou a maior bancada no Congresso, com 99 representantes na Câmara dos Deputados e 13 no Senado Federal. O PL também se tornou a maior bancada na Assembleia de São Paulo, com 19 deputados, incluindo a presidência da Alesp. Diante das eleições de 2024, o PSDB tem sido o principal alvo das investidas do PL em São Paulo. O partido prevê perder cerca da metade dos prefeitos do estado nas próximas eleições. Até o momento, mais de 30 prefeitos já formalizaram a saída do PSDB, que já teve um total de 245 prefeitos no estado.
MDB e PSDB abandonam planos de formar federação após análise jurídica

BRASÍLIA, 02 de junho de 2023 – Em uma reviravolta surpreendente, MDB e PSDB decidiram desistir da formação de uma federação política. Os advogados dos partidos avaliaram minuciosamente o assunto e concluíram que a entrada do MDB na federação já existente entre o PSDB e o Cidadania acarretaria uma nova contagem de quatro anos de duração, estendendo a aliança até 2027. Essa decisão tem consequências diretas para as eleições presidenciais de 2026, uma vez que os partidos teriam que alcançar um consenso nesse período. No entanto, essa tarefa parece extremamente desafiadora atualmente, considerando as diferentes direções que os dois partidos estão seguindo: o MDB faz parte do governo Lula, ocupando três ministérios, o que levanta a possibilidade de apoio ao petista ou até mesmo de lançar a atual ministra do Planejamento, Simone Tebet, como candidata, enquanto o PSDB está trabalhando para lançar seu atual presidente, o governador Eduardo Leite (RS), como candidato próprio. O arranjo político almejado pelas legendas tinha como foco principal as eleições municipais de 2024. Em São Paulo, por exemplo, a federação MDB-PSDB-Cidadania consolidaria o apoio à reeleição do prefeito Ricardo Nunes (MDB). No entanto, diante dos desafios e impasses enfrentados no âmbito nacional, a formação dessa federação política se tornou inviável, pelo menos por enquanto. Com informações da coluna Painel, da Folha de São Paulo.
Decadente, PSDB adia convenções e desperta ira de filiados

O Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) decidiu adiar as prévias que antecederiam as convenções municiais e estaduais. A decisão foi divulgada ontem em nota da diretoria nacional da legenda. As convenções deveriam acontecer no próximo sábado (11). A decisão, segundo a diretoria, foi em caráter unânime. Todas as convenções foram adiadas para o segundo semestre, em meio a um contexto de conflito entre apoiadores do governador do Rio Grande do Sul e atual presidente da sigla, Eduardo Leite, e aliados do ex-governador de São Paulo, João Doria, que se desfiliou ao partido. O prefeito de São Bernardo do Campo, Orlando Morando, escreveu e foi a público chamar a atitude de golpe. “Repudio a triste e decepcionante atitude tomada pela provisão provisória do PSDB nacional de cancelar as convenções municipais marcadas para amanhã. Um verdadeiro golpe à democracia do partido”, disse Morando. Na semana passada, após anunciar a saída do partido, a senadora Mara Gabrilli disse que o PSDB virou um “nanico moral” e que suas “inspirações não estão mais próximas do cotidiano do partido”. Gabrilli trocou a sigla pelo PSD. As declarações de filiados e simpatizantes revelam uma crise que pode representar o fim de um daqueles que já esteve entre as maiores agremiações do país. Confira a íntegra da nota: Nota do PSDB Reunida nesta sexta-feira (3), a Executiva Nacional do PSDB aprovou, por unanimidade, o adiamento dos prazos de realização das convenções municipais, estaduais e nacional. Assim, fica revogado o calendário de convenções previsto na resolução CEN 049/2022. O objetivo da executiva é ampliar o tempo para o debate democrático interno, com a promoção de encontros, seminários e congresso partidário para ouvir filiados e encaminhar posicionamentos programáticos antes de definir os novos dirigentes nas diversas instâncias. Os atuais mandatos dos diretórios eleitos estão mantidos até as novas convenções. A decisão da executiva está contida na resolução 001/2023. Novo calendário:01/05 a 31/07/23: Seminários e Congressos PSDB01 a 31/08/23: Convenções Zonais Municipais04 a 18/09/23: Convenções nos municípios com mais de 500 mil eleitores02 a 29/10/23: Convenções Estaduais18 a 30/11/23: Convenção Nacional
Formação de blocos no Senado é problema para Lula

A formatação dos blocos no Senado representa a primeira derrota do governo Lula no âmbito do Legislativo federal. O bloco governista, formado por PT, PSD e PSB conta com menos da metade dos senadores da casa. Já o maior bloco da casa, capitaneado pelo MDB, firmou-se como maior da casa juntando partidos de situação e oposição. Entre bancada independente e bloco, a oposição é a terceira maior força da casa. MDB, União Brasil, Podemos, Rede, PSDB e PDT criaram o bloco parlamentar “Democracia”. Com 31 parlamentares, este será o maior bloco da Casa. O bloco possui três partidos governistas MDB, Rede e PDT. Um independente, União Brasil e dois de oposição, Podemos e PSDB. A liderança do bloco começa nas mãos do União Brasil, e depois funcionará em revezamento. O segundo maior bloco parlamentar do Senado é o Resistência Democrática, formado por PT, PSD e PSB, com 28 senadores. Em seguida, está o Vanguarda, formado apenas pelo PL, com 13 senadores. Por último está o bloco Progressistas/Republicanos, com 10 nomes. A formatação dos blocos deve trazer problemas ao governo Lula na aprovação de pautas, sobretudo as consideradas polêmicas, na próxima legislatura.
Joice Hasselmann é expulsa do PSDB

A ex-deputada Joice Hasselmann foi expulsa do PSDB. O partido divulgou nota nesta quarta (31 de janeiro) em que comunica a expulsão e justifica o ato. “Sua postura arrogante e a forma como sempre tratou pautas e princípios caros ao PSDB sempre trouxe desconforto a quem é tucano por convicção e não por conveniência”, diz a nota. Fernando Alfredo, presidente do Diretório Municipal PSDB da capital, disse que Hasselmann faz comentários que “desrespeitam a ética e integridade do partido, agindo com incoerência e imprudência”. Conhecida por suas polêmicas, a ex-deputada teve 1 milhão de votos nas eleições de 2018 e apenas 14 mil votos nas eleições do ano passado. Para ela, o encolhimento da sigla nas urnas atrapalhou seu desempenho na eleição. Assim que ficou sabendo de sua expulsão, Joice pediu sua desfiliação da legenda. Na nota divulgada pelo PSDB, foi noticiado que Joyce foi alvo de inúmeros pedidos de impugnação desde o anuncio de sua filiação. A escolha de um novo partido deve ser breve, pois Joice Hasselmann já anunciou que pretende disputar a corrida à prefeitura de São Paulo em 2024.
Desempenho pífio nas eleições de 2022 decreta “morte política” do PSDB

Com apenas 13 deputados federais eleitos e nenhum senador, o PSDB é oficialmente um partido nanico. Fundado em 1988 por grandes nomes da política como Mário Covas, Fernando Henrique Cardoso, José Serra, Pimenta da Veiga e Franco Montoro, o desempenho nas eleições de 2022 devem decretar o fim de um dos maiores partidos de esquerda da história recente do país. Nas eleições para governo, o PSDB não conseguiu eleger nenhum governador. A legenda disputa o segundo turno em apenas três estados (Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e Pernambuco. Entre os 13 deputados federais eleitos, estão o ex-governador Aécio Neves (MG) e Carlos Sampaio (SP). Por outro lado, nomes como José Serra não conseguiram a eleição. A decadência do partido foi iniciada após a derrota nas eleições de 2014, quando Aécio Neves esteve muito perto de vencer Dilma Rousseff. Logo após aquelas eleições, a tese do filósofo Olavo de carvalho sobre o teatro das tesouras. A tese afirma que PT e PSDB, eleitoralmente adversários nas eleições de 1994, 1998, 2002, 2006, 2010 e 2014, fazem são duas partes do mesmo corpo. As lâminas de uma tesoura, vista de perto, parecem dois objetos diferentes. Contudo, se o observador se afasta, enxerga o instrumento inteiro e percebe que as lâminas estão interligadas e só funcionam em parceria. A percepção do eleitorado iniciou um processo de esvaziamento do PSDB que pode ser considerado definitivo em 2022. O partido está oficialmente morto politicamente.
João Doria anuncia que está fora da política

O ex-governador de São Paulo João Doria anunciou nesta segunda (13/06) que a política não fará parte de seus planos. O ex-postulante declarado à Presidência da República recentemente foi rejeitado por uma ala do PSDB que articulou a retirada de seu nome na disputa ao Palácio do Planalto. Após desistir de disputar a presidência do Brasil, o tucano está fora da política e anunciou seu retorno à atividade privada. “Não vou sair do Brasil, não vou mudar do Brasil, continuarei aqui, voltando para o setor privado, de onde eu vim. A partir de agora, retorno à minha vida privada […] Continuo no PSDB, não me desfiliei e não vou me desfiliar do PSDB. As razões que me fizeram filiar ao PSDB no ano 2000 são as mesmas que me mantêm no PSDB no ano de 2022”, disse o ex-chefe do Palácio dos Bandeirantes