Venezuela admite morte de preso político após quase 1 ano

VENEZUELA, 08 de maio de 2026 — O governo da Venezuela reconheceu, nesta quinta (7), a morte do preso político Víctor Hugo Quero Navas. O comunicado oficial foi divulgado quase um ano depois de a família denunciar o desaparecimento forçado do opositor. O Ministério de Serviços Penitenciários informou, em comunicado, que Navas morreu em 24 de julho de 2025, em decorrência de um insuficiência respiratória, depois de uma transferência para um hospital militar em Caracas. Segundo o texto, ele apresentou hemorragia digestiva e síndrome febril aguda. Durante todo o período de detenção, a mãe do comerciante, Carmen Navas, de 81 anos, afirmou ter buscado informações sobre o filho, sem sucesso. Ela não recebeu informações sobre o paradeiro nem conseguiu visitas. QUEM ERA VICTOR HUGO QUERO NAVAS Navas tinha 51 anos e trabalhava como comerciante. O regime de Nicolás Maduro o prendeu em 3 de janeiro de 2025, sob acusação de terrorismo. Segundo a defesa, a atual governante do país, Delcy Rodríguez, não incluiu o comerciante no benefício da anistia voltada à libertação de presos políticos. Nas redes sociais, há vídeos de quando a mãe de Navas pergunta a libertados se tinham notícias do filho. Na ocasião, ela exigia do regime uma prova de vida. O QUE DIZ O GOVERNO DA VENEZUELA Nesta quinta, autoridades levaram Carmen Navas ao Cemitério Parque Memorial Jardim La Puerta, em Caracas, onde o governo afirma que enterraram o corpo. No local indicado pelo regime como sepultura, há apenas pedras e uma placa metálica enferrujada com o nome de Navas ao lado do de outra pessoa. O Ministério Público da Venezuela abriu investigação criminal sobre o caso e determinou a exumação imediata do corpo. Organizações de direitos humanos denunciam há meses casos de desaparecimento forçado no país. Elas apontam falta de informações oficiais e dificuldade de acesso a presos detidos por órgãos de segurança.
STF forma maioria para manter ex-presidente do BRB preso

BRASÍLIA, 24 de abril de 2026 — A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria, nesta sexta-feira (24), para confirmar a decisão do ministro André Mendonça e manter o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, preso preventivamente. Votaram favoravelmente, além do próprio Mendonça, os ministros Luiz Fux e Nunes Marques. Ainda falta votar o ministro Gilmar Mendes. Dias Toffoli se declarou suspeito e não votará. A sessão, em plenário virtual, abriu com o voto do relator. Logo depois, Fux o acompanhou. A formação de maioria chega após um dia sem manifestações, mesmo dia em que se encerra a sessão extraordinária. A Polícia Federal apontou que o ex-presidente do BRB e o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, negociaram seis imóveis de luxo em São Paulo, avaliados em R$ 146 milhões. Os que teriam sido efetivamente entregues a Paulo Henrique Costa somam R$ 74,6 milhões. A contrapartida a ser oferecida seria a facilitação do processo de compra dos ativos fraudulentos do Master pela estatal. A defesa, representada à época da prisão pelo advogado Cleber Lopes, negou a prática de crimes e classificou a medida como “absolutamente desnecessária”. Agora, Costa é representado pelos criminalistas Eugênio Aragão e Davi Tangerino, especialistas em delação premiada. Com a suspeição de Toffoli, o único ministro a participar do julgamento que tinha seu contato no celular de Vorcaro é Nunes Marques. Toffoli foi o primeiro a assumir o caso Master, mas deixou o caso após um pedido de suspeição da Polícia Federal (PF). A Corte, em nota conjunta, manifestou apoio ao magistrado, mas alegou que ele próprio teria devolvido o inquérito. O afastamento de Paulo Henrique Costa da presidência do BRB ocorreu logo na primeira fase da Operação Compliance Zero, em novembro de 2025. A prisão foi autorizada na quarta fase, no dia 16 de abril.
TSE mantém voto de presos provisórios para eleição de 2026

BRASÍLIA, 24 de abril de 2026 — O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu nesta quinta (23) que as mudanças no Código Eleitoral trazidas pela Lei Antifacção não terão validade imediata para as eleições gerais de 2026. A corte aplicou o princípio da anualidade previsto na Constituição. Esse princípio exige que qualquer alteração no processo eleitoral aguarde pelo menos um ano para valer. Dessa forma, a proibição do voto a presos provisórios e temporários não será aplicada no pleito deste ano. Lula sancionou a Lei Antifacção em março. A legislação endurece punições para integrantes de organizações criminosas. Ela também restringe benefícios como anistia e indulto para facções como o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho. O texto da lei impôs a proibição do voto a presos provisórios. Além disso, previu o cancelamento do título eleitoral desse grupo. A justificativa foi reduzir a influência de facções no processo democrático. DECISÃO DO TSE A Corregedoria Regional Eleitoral de São Paulo levou o tema ao tribunal. O órgão questionou se seria necessário manter o alistamento e as seções eleitorais em presídios. O ministro Antônio Carlos Ferreira foi o relator do caso no TSE. Ele afirmou que aplicar a lei já em 2026 comprometeria a previsibilidade do processo eleitoral. A norma altera pontos estruturais do Código Eleitoral. Os ministros também consideraram obstáculos operacionais apontados pela área técnica do tribunal. O prazo para adequar os sistemas é insuficiente, pois o cadastro eleitoral se encerra em 6 de maio. Outro problema é a falta de integração automática entre os sistemas da Justiça Eleitoral e os órgãos de segurança pública. VOTO NAS PRISÕES A Justiça Eleitoral mantém autorizada a criação de seções eleitorais em unidades prisionais. O alistamento desses eleitores para o pleito também segue permitido. Assim, os presos provisórios e temporários poderão votar como qualquer cidadão comum. Eles escolherão deputado estadual, deputado federal, senador (dois votos), governador e presidente da República.
Juiz fixa fiança para vereador preso com arma e carro clonado

FORMOSA DA SERRA NEGRA, 20 de abril de 2026 — A Justiça determinou fiança para vereador preso de Formosa da Serra Negra, Itaércio Arruda (PL), após análise da prisão em flagrante realizada na quarta (15). O parlamentar foi detido por suspeita de envolvimento na compra de veículo com sinais de clonagem e também por posse ilegal de arma de fogo. O juiz Haniel Sóstenis Rodrigues da Silva, da 1ª Vara da Comarca de Balsas, fixou o valor da fiança para vereador preso em R$ 50 mil. O magistrado considerou, na definição da fiança para vereador preso, a condição financeira do investigado. Embora ele seja qualificado como lavrador, o juiz destacou que o parlamentar foi encontrado com um veículo de alto valor de mercado, modelo SW4. Dessa forma, o entendimento judicial indicou que o vereador possui capacidade econômica para arcar com a garantia patrimonial estabelecida.
Justiça mantém prisão de pastor investigado por abuso sexual

SÃO LUÍS, 20 de abril de 2026 — A Justiça manteve a prisão preventiva do pastor David Gonçalves Silva, investigado por abusos, após audiência de custódia realizada no sábado (18), em Paço do Lumiar, na Região Metropolitana de São Luís. A Polícia Civil apura denúncias de violência física, psicológica e crimes sexuais cometidos contra fiéis dentro de uma igreja. O pastor investigado por abusos foi preso na sexta (17), durante a operação “Falso Profeta”, conduzida pela Polícia Civil do Maranhão. Segundo a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária, ele será encaminhado a uma unidade prisional e permanecerá à disposição da Justiça durante o andamento do caso. A Polícia Civil informou que o caso do pastor investigado por abusos está sob responsabilidade da Delegacia Especial de Paço do Lumiar. A investigação segue na fase de coleta de depoimentos de vítimas e testemunhas, enquanto a corporação evita divulgar detalhes para não comprometer o processo. DENÚNCIAS E CRIMES APURADOS O pastor investigado por abusos é suspeito de utilizar a igreja Shekinah House Church para aplicar punições físicas e psicológicas contra fiéis. Ele responde a investigações por estelionato, estupro de vulnerável, posse sexual mediante fraude e associação criminosa. De acordo com o delegado Sidney Oliveira, responsável pelo caso, a apuração teve duração aproximada de dois anos e começou após denúncias feitas por ex-fiéis. Até o momento, as autoridades identificaram entre cinco e seis vítimas relacionadas ao pastor investigado por abusos. A partir do depoimento de uma vítima, a polícia localizou outras pessoas que também relataram situações semelhantes. Além disso, testemunhas foram ouvidas em outros estados, como Pará e Ceará, ampliando o alcance das investigações. Segundo depoimentos, a igreja mantinha um sistema organizado de punições físicas e psicológicas. Uma das vítimas afirmou que chegou ao local aos 13 anos, em situação de vulnerabilidade, buscando ajuda, mas relatou ter sido submetida a abusos durante anos. Outro relato indica que punições eram usadas como forma de controle. De acordo com a vítima, fiéis eram isolados, privados de alimentação e agredidos fisicamente quando não seguiam as determinações impostas pelo líder religioso. Os depoimentos apontam que o pastor investigado por abusos utilizava essas práticas para impor obediência e manter domínio sobre os frequentadores da igreja, muitos deles em condições de vulnerabilidade social.
Vereador maranhense é preso com carro clonado e arma ilegal

MARANHÃO, 17 de abril de 2026 — A Polícia Civil do Maranhão prendeu na quarta (15) o vereador Itaércio Arruda Milhomem Barros, de Formosa da Serra Negra, por suspeita de envolvimento com carro clonado e porte ilegal de arma. A abordagem ocorreu em Fortaleza dos Nogueiras, onde ele reside. Segundo o delegado Hudson Nogueira, o veículo apresentava ausência de documentação, registro em nome de terceiros e inconsistências nos dados de fabricação. O vereador afirmou ter comprado o carro clonado em Imperatriz, mas não soube identificar o vendedor. De acordo com a Polícia Civil, os agentes flagraram o vereador tentando pegar um revólver calibre .38 escondido no veículo. A ação ocorreu enquanto ele já estava sob custódia. Após o flagrante, a Polícia Civil autuou o vereador por suspeita de adulteração de sinal identificador e posse ilegal de arma de fogo.
Saiba como será a rotina de Vorcaro na prisão em Brasília

BRASÍLIA, 07 de março de 2026 – O banqueiro Daniel Vorcaro enfrentará uma rotina de extremo rigor e isolamento desde esta sexta (6), na Penitenciária Federal de Brasília. Segundo apuração do canal SBT News, o dono do Banco Master será submetido às normas estritas da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), que preveem contato limitado e vigilância ininterrupta para presos de alta periculosidade ou com grande poder de influência. No momento, ele está sendo transferido de São Paulo para Brasília, depois de determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça para encaminhamento do investigado a um presídio federal. O empresário ocupará uma cela individual de aproximadamente 6 metros quadrados, equipada apenas com o essencial: cama, sanitário, pia, chuveiro e mesa. No dormitório, não existem tomadas elétricas, e o acionamento da iluminação e do chuveiro ocorre em horários predeterminados pela administração. O ambiente também carece de qualquer meio de comunicação externa, como rádio ou televisão. CONVERSAS SERÃO GRAVADAS Protocolos de revista constante reforçarão a segurança em torno de Vorcaro. O banqueiro e sua cela passarão por inspeção minuciosa sempre que ele precisar deixar o dormitório. Em qualquer deslocamento pelo estabelecimento prisional, o investigado deverá utilizar algemas e seguir sob a custódia de, no mínimo, dois policiais penais federais. Câmeras de segurança registrarão integralmente o cotidiano do banqueiro para garantir a ordem interna.
Presidente de sindicato é preso por falsificação no interior

MARANHÃO, 26 de fevereiro de 2026 – A Polícia Civil do Maranhão realizou a prisão do presidente do Sindicato dos Professores de Porto Rico do Maranhão, na quarta (25), no interior do estado, após investigação sobre tráfico de drogas, falsificação documental e posse de arma, conduzida pela Delegacia Regional de Cururupu com base em indícios reunidos. Segundo a Delegacia Regional de Cururupu, as apurações investigavam uso de documento falso, falsidade ideológica e falsificação de documento público. A polícia deflagrou uma operação para cumprir mandados de busca e apreensão e aplicar medidas cautelares contra o investigado. Durante o cumprimento do mandado domiciliar, os policiais apreenderam um revólver calibre .38 municiado com cinco munições intactas. Além disso, encontraram 39 pedras pequenas de crack, 20 porções pequenas e três porções médias de maconha, além de balança de precisão e dinheiro.