Justiça condena SLZ a melhorar Hospital da Criança em 6 meses

SÃO LUÍS, 05 de junho de 2024 – A Vara de Interesses Difusos e Coletivos da Comarca da Ilha condenou o Município de São Luís a promover melhorias urgentes no Hospital Dr. Odorico Amaral de Matos, conhecido como Hospital da Criança. A sentença exige a realização de reformas e adaptações conforme normas da Vigilância Sanitária, corrigindo irregularidades sanitárias e estruturais. O Município deve apresentar um cronograma de trabalho em 90 dias e completar as reformas em até seis meses. A decisão judicial responde a uma Ação Civil Pública movida pelo Ministério Público Estadual, que apontou sérias falhas físicas, organizacionais e sanitárias no Hospital da Criança. Entre as denúncias estão a ausência de banheiros adequados para servidores e acompanhantes de pacientes, com apenas um banheiro privativo no setor de nutrição.
Maranhão receberá R$ 55,8 mi do piso de enfermagem

MARANHÃO, 05 de junho de 2024 – O Ministério da Saúde publicou no Diário Oficial da União (DOU), para consulta, a Portaria GM/MS 4.124/2024, que estabelece os valores dos repasses de recursos complementares para o pagamento do piso de Enfermagem referentes ao mês de maio. Devido à calamidade, os 418 municípios e o estado do Rio Grande do Sul já receberam o adiantamento referente ao mês de maio. No caso do Maranhão, o governo estadual receberá uma parcela de R$ 15.303.760,65. Já a capital do Estado, São Luís, receberá R$ 4.859.693,68. No total, Estado e municípios receberão R$ 55,8 milhões (veja a lista de valores completa abaixo).
Câmara aprova Fundo de Segurança após veto de Braide

SÃO LUÍS, 05 de junho de 2024 – A Câmara Municipal de São Luís aprovou a criação do Fundo Municipal de Segurança Pública (FUMSEP), mesmo após veto do prefeito Eduardo Braide. O projeto segue agora para a sanção do executivo, que tem 15 dias para se manifestar. Caso não se manifeste, o projeto será sancionado automaticamente. O prefeito Braide vetou o projeto alegando que a proposição “impõe ao Poder Executivo obrigações que desrespeitam o Princípio da Separação dos Poderes”. Ele destacou ainda que o projeto apresenta “vícios de inconstitucionalidade” em diversas disposições, incluindo a criação do grupo gestor do FUMSEP. Segundo o texto aprovado, o FUMSEP será gerido por um Grupo Gestor responsável por administrar os recursos e prestar contas conforme as leis vigentes.
Lei obriga pagamento antecipado de cachês a artistas de SLZ

SÃO LUÍS, 04 de junho de 2024 – Na última segunda (3), a Câmara Municipal de São Luís derrubou o veto ao Projeto de Lei n° 0010/2024, de autoria da vereadora Silvana Noely, que agora obriga o Município a pagar antecipadamente metade do cachê dos artistas locais. O projeto, transformado em lei, visa garantir que os artistas de São Luís recebam 50% do pagamento antes da realização do evento e o restante até o quinto dia útil após a apresentação ou conclusão do processo de contratação. De acordo com o artigo 1º da nova lei, o Poder Executivo Municipal está agora obrigado a adotar este padrão de pagamento para todos os eventos oficiais da Prefeitura, incluindo concursos, desfiles, shows, festividades como São João, Carnaval, Natal, entre outros. Esta medida busca equiparar o tratamento dos artistas locais ao dos artistas nacionais, que já recebem seus cachês antecipadamente. A lei entra em vigor na data de sua publicação, que deve ocorrer ainda esta semana, garantindo que as contratações de artistas locais para o São João deste ano já sejam abrangidas pela nova legislação. Embora o chamamento público para o São João já tenha sido finalizado, a lei regulamenta o pagamento e não as contratações, permitindo sua aplicação imediata para as próximas festividades. Há a possibilidade de que a Prefeitura de São Luís conteste a lei judicialmente, alegando inconstitucionalidade.
Empresa é denunciada por estragar pavimentação de ruas em SLZ

SÃO LUÍS, 03 de junho de 2024 – Ciro Nolasco denunciou a prática de empresa que derrama água nas ruas de São Luís, causando sérios danos à pavimentação de vias e avenidas da cidade. Em uma postagem nas redes sociais, Nolasco expôs a situação como “um verdadeiro absurdo”, destacando que o problema não apenas desperdiça recursos públicos, mas também causa repetidos transtornos para os moradores e motoristas. De acordo com Nolasco, a Prefeitura de São Luís realiza frequentemente o serviço de tapa-buracos em diversas áreas da cidade, mas os esforços são constantemente prejudicados pela ação de empresas que descarregam água nas ruas.
Vereadores apreciarão vetos de Braide nesta segunda (3)

SÃO LUÍS, 03 de junho de 2024 – Depois de uma semana de inatividade por causa de problemas com o fornecimento de energia elétrica no prédio da Câmara Municipal de São Luís, os 31 vereadores que integram o Plenário da Casa reúnem-se em sessão extraordinária nesta segunda (3) para votar os vetos do prefeito a 17 projetos de lei de iniciativa do Legislativo. Até que sejam analisados os vetos de Braide (PSD), a pauta da Câmara seguirá trancada, inviabilizando a apreciação de qualquer proposição de iniciativa do Legislativo ou do Poder Executivo. A sessão tem previsão de início às 9h e será integralmente dedicada a deliberação dos vetos. Serão apreciados também os seguintes dispositivos:
Depoimento de ex-chefe da licitação complica Eduardo Braide

SÃO LUÍS, 30 de maio de 2024 – Em um depoimento crucial na CPI dos Contratos Emergenciais, Washington Ribeiro Viêgas Neto, ex-chefe da Central Permanente de Licitação (CPL) de São Luís na gestão de Eduardo Braide, levantou suspeitas sobre a conduta do prefeito na contratação da empresa Aroma & Sabor Alimentos Ltda. Viêgas, que foi exonerado recentemente, discutiu a contratação de R$ 18 milhões para serviços de nutrição e alimentação hospitalar, que foi realizada por dispensa de licitação. Durante a audiência que ocorreu nesta quarta-feira (29), Viêgas detalhou suas conversas com o prefeito Eduardo Braide sobre preocupações relativas ao contrato. O ex-chefe da CPL afirmou que, apesar de seus inúmeros avisos, o prefeito insistiu na continuidade do contrato de R$ 18 milhões. Viêgas destacou que o proprietário da Aroma & Sabor, Arthur Henrique Segalla de Carvalho Pereira, tinha laços anteriores com Braide, servindo como assessor quando o prefeito ainda era deputado estadual. A conexão levantou suspeitas posteriores sobre a transparência e a integridade do processo de contratação. Após a reunião com Braide, Viêgas emitiu um parecer recomendando medidas para garantir a integridade do processo de contratação, incluindo a realização de uma sindicância e a adoção de um processo de dispensa eletrônica para a escolha do fornecedor. No entanto, ele foi exonerado antes de poder confirmar se suas recomendações foram implementadas. O depoimento de Viêgas motiva novas investigações pela CPI, que agora solicita a documentação completa do processo de contratação para verificar se as diretrizes da CPL foram seguidas ou ignoradas. Até o momento, a Prefeitura de São Luís não comentou as alegações trazidas por Viêgas na CPI. O cenário sugere um aprofundamento das investigações para esclarecer as circunstâncias sob as quais a contratação emergencial foi realizada.
Instituto contratado por Braide já foi denunciado por irregularidades

SÃO LUÍS, 28 de maio de 2024 – O Instituto Transformar (IT), responsável por gerir o Hospital Municipal Veterinário de São Luís com um contrato de R$ 7,9 milhões na gestão de Eduardo Braide (PSD), foi denunciado ao Ministério Público do Maranhão por diversas irregularidades. Em abril deste ano, a entidade foi obrigada a assinar um Termo de Compromisso de Ajustamento de Conduta (TAC) com a 1ª Promotoria de Justiça Especializada em Fundações e Entidades de Interesse Social após denúncias apontarem que o Instituto era beneficiado com vários contratos sem licitação, sem possuir o necessário Atestado de Existência e Regular Funcionamento emitido pelo MPMA. O Ministério Público, liderado pela promotora Doracy Moreira Reis Santos, verificou diversas irregularidades na gestão do Instituto Transformar, presidido pelo médico Klauber de Araújo Souza Azevedo. Uma visita institucional revelou que a entidade, na prática, não operava como uma organização sem fins lucrativos, mas sim como uma empresa gerenciando recursos provenientes de contratos licitatórios para fornecimento de mão de obra qualificada.