UTI do Hospital da Criança vira alvo de ação da Defensoria

Hospital da Criança

SÃO LUÍS, 23 de julho de 2026 — A Defensoria Pública do Maranhão entrou com uma Ação Civil Pública contra a Prefeitura de São Luís e o Instituto Brasileiro de Serviços Médicos (IBMED). A medida busca regularizar as UTIs pediátricas do Hospital da Criança Dr. Odorico Amaral de Matos, em São Luís. A ação foi apresentada após inspeções e denúncias sobre falhas no atendimento. O objetivo é evitar mortes e outros danos aos pacientes. A Defensoria acompanha o caso desde julho de 2025, quando analisou a licitação do serviço. O órgão apontou problemas no edital, como equipes menores do que o necessário e a possibilidade de contratar médicos sem especialização. Apesar dos alertas enviados ao município e a outros órgãos, o contrato com o IBMED foi assinado. Então, durante o aumento das doenças respiratórias, surgiram denúncias e registros de óbitos. Uma inspeção realizada em 15 de julho de 2026 encontrou as três UTIs com ocupação total. Além disso, havia poucos médicos de plantão, profissionais sem especialização, reclamações sobre falta de medicamentos e falhas no atendimento. A Defensoria também contestou a alegação de falta de especialistas e afirmou que muitos recusaram o contrato por causa das condições de trabalho. Por isso, pediu medidas urgentes à Justiça, como audiência em 24 horas, plano emergencial em 72 horas e fiscalização contínua da unidade.

MPC pede auditoria urgente nas UTIs do Hospital da Criança

Hospital da Criança

SÃO LUÍS, 22 de julho de 2026 — O Ministério Público de Contas do Maranhão (MPC-MA) pediu uma auditoria especial no Hospital da Criança Dr. Odorico Amaral de Matos, em São Luís. O pedido foi enviado ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-MA) e questiona o contrato da Prefeitura com o Instituto Brasileiro de Serviços Médicos (IBMED), responsável pelas três UTIs pediátricas. Além disso, o órgão pediu um plano emergencial em até 48 horas para garantir o atendimento. O documento solicita que a prefeita Esmênia Miranda, a secretária municipal de Saúde, Ana Carolina Marques Mitri da Costa, o diretor do hospital e o IBMED apresentem esclarecimentos. O MPC, inclusive, quer acesso ao processo de contratação, escalas de profissionais, mapas de leitos, relatórios internos, inventário de medicamentos, equipamentos e notas fiscais do contrato. Segundo a representação, relatos de profissionais apontam redução das equipes médicas após o IBMED assumir a gestão, em outubro de 2025. Antes, as três UTIs tinham cerca de 53 médicos nos plantões. Depois, alguns plantões passaram a funcionar com apenas três médicos para atender as três unidades. O órgão também aponta indícios de profissionais sem qualificação específica para terapia intensiva pediátrica. O MPC ainda citou divergências nos dados sobre mortes de crianças atendidas no Hospital da Criança e afirmou que isso justifica uma auditoria técnica independente. Porém, ressaltou que os números não comprovam ligação entre a mudança na gestão e os óbitos. O caso também é investigado por outros órgãos de controle e pela polícia.

Semus troca gestão de contrato da UTI do Hospital da Criança

Hospital da Criança

SÃO LUÍS, 16 de julho de 2026 — A Secretaria Municipal de Saúde (Semus) de São Luís alterou a gestão e a fiscalização do contrato dos serviços médicos da UTI do Hospital da Criança. A mudança foi oficializada pela Portaria nº 1.413/2026, assinada pela secretária Ana Carolina Marques Mitri da Costa, após denúncias de irregularidades e aumento de mortes de crianças na unidade. O contrato nº 339/2025 foi firmado com o Instituto Brasileiro de Serviços Médicos para garantir atendimento médico 24 horas na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Dr. Odorico Amaral de Mattos. Então, a nova portaria nomeou Larissa Pereira Santos Pinheiro como gestora. Além disso, Keila Rodrigues Alves e Susane Costa passaram a atuar como fiscais titulares da execução do contrato. Na terça (14), uma equipe do Departamento Nacional de Auditoria do Sistema Único de Saúde (DenaSUS), de Brasília, realizou uma inspeção de cerca de três horas na UTI. Segundo o diretor Rafael Bruxellas, a ação ocorreu após denúncias de familiares enviadas à Ouvidoria-Geral do SUS sobre possível risco à vida de crianças. Os auditores vão analisar prontuários, contratos, escalas, registros de internação, indicadores de mortalidade e notificações. A contratação da empresa também é acompanhada pela Defensoria Pública desde 2025. O defensor Davi Veras informou que a Semus recebeu notificação sobre possíveis falhas no edital de licitação em 4 de agosto do ano passado. O instituto assumiu a administração das UTIs em 13 de outubro de 2025. Em entrevista, ele voltou a defender a apuração das suspeitas pelos órgãos de controle.

Greve da limpeza é suspensa após acordo em São Luís

Limpeza greve

SÃO LUÍS, 16 de julho de 2026 — Os trabalhadores da limpeza dos hospitais Socorrão II e da Criança suspenderam a greve nesta quinta (16), em São Luís. A decisão ocorreu após uma reunião entre o Sindicato dos Empregados em Empresas de Asseio e Conservação do Maranhão (SEEAC) e a Secretaria Municipal de Saúde (Semus). O acordo prevê o pagamento de valores atrasados. Durante o encontro, a Semus informou que faria, ainda na tarde desta quinta (16), o pagamento dos salários atrasados, do ticket alimentação e de dois prêmios de assiduidade, pagos em forma de cestas. Então, diante desse compromisso, o SEEAC decidiu suspender a paralisação e autorizou o retorno das atividades. O sindicato afirmou, porém, que a greve não foi encerrada de forma definitiva. Portanto, se a Secretaria Municipal de Saúde não cumprir o acordo firmado, os trabalhadores poderão retomar a paralisação. Além disso, a categoria continua cobrando a regularização dos pagamentos e o cumprimento dos direitos trabalhistas, considerados essenciais para manter os serviços nas unidades de saúde da capital.

Mortes de bebês motivam protesto no Hospital da Criança

Hospital da Criança

SÃO LUÍS, 16 de julho de 2026 —Mais de 100 cruzes foram colocadas em frente ao Hospital da Criança, em São Luís, na manhã desta quinta (16). O protesto reuniu familiares e apoiadores para cobrar respostas sobre mortes nas UTIs pediátricas. O Ministério Público do Maranhão, a Defensoria Pública, o Ministério da Saúde e o Ministério Público Federal apuram denúncias sobre o funcionamento das unidades. Segundo informações apresentadas ao MPMA, o hospital registrou 113 mortes em 2025, sendo 101 nas três UTIs pediátricas. As denúncias afirmam que o aumento ocorreu após a contratação do Instituto Brasileiro de Serviços Médicos (IBMED), em outubro de 2025. O Ministério Público também informou que o contrato teria reduzido recursos e o número de médicos previstos. O IBMED negou as irregularidades e afirmou que mais de 20 médicos atuam nas UTIs. Além disso, profissionais ouvidos nas investigações disseram que recusaram permanecer na equipe por considerarem insuficiente o número de médicos. Familiares também relataram falta de medicamentos, demora em exames e dificuldades no acompanhamento dos pacientes. A Prefeitura de São Luís declarou que o DenaSUS realiza auditoria e que todas as mortes são notificadas oficialmente. O município informou ainda que não houve aumento expressivo de óbitos, mas sim uma variação de 112 para 117 casos entre 2024 e 2025, e afirmou que as UTIs atendem às exigências da Anvisa.

Rosário desmente Prefeitura de São Luís sobre morte de bebês

Rosário Prefeitura

SÃO LUÍS, 15 de julho de 2026 — A Prefeitura de Rosário divulgou, na terça (14), uma nota para contestar informações da Prefeitura de São Luís sobre a morte dos gêmeos Bento e Bernardo, de quatro meses. O município afirmou que as crianças não saíram do Hospital de Rosário em ambulância. Por isso, negou a versão divulgada pela gestão da capital. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde de Rosário, os bebês não foram transportados por ambulância do hospital do município. Além disso, a pasta classificou como um equívoco a informação divulgada pela Prefeitura de São Luís sobre a origem da internação. A nota também reforça a versão apresentada pela mãe das crianças. Em entrevista ao Imirante, Carla Samila dos Santos afirmou que a família saiu de carro próprio para São Luís e não passou pelo Hospital de Rosário. Ela também declarou que os filhos não chegaram em estado grave ao Hospital da Criança e que o quadro piorou durante a internação. A mãe classificou como “totalmente mentirosa” a nota divulgada pela Prefeitura de São Luís. Os gêmeos deram entrada no Hospital da Criança em 27 de junho com sintomas gripais e receberam diagnóstico de bronquiolite. Eles morreram dias depois. Antes, a Prefeitura de São Luís informou que Bento havia sido transferido por ambulância de Rosário, em estado gravíssimo e com bronquiolite avançada. Essa informação foi contestada pela família e pela Prefeitura de Rosário.

Estagiários denunciam atrasos em bolsas da Semed em São Luís

SEMED SLZ

SÃO LUÍS, 15 de julho de 2026 — Estagiários da Secretaria Municipal de Educação (Semed) denunciaram atrasos no pagamento da bolsa-auxílio em São Luís. A reclamação foi encaminhada ao Portal São Luís Notícia e envolve estudantes aprovados em processo seletivo público, com contratos intermediados pelo Instituto Euvaldo Lodi (IEL). Segundo os denunciantes, os atrasos têm ocorrido de forma recorrente. De acordo com os estudantes, a informação recebida era de que a bolsa seria paga até o décimo dia útil de cada mês. No entanto, os depósitos estariam sendo realizados em datas diferentes, sem um calendário definido. Por isso, os estagiários afirmam que enfrentam insegurança financeira devido à falta de regularidade nos pagamentos. Os denunciantes também informaram que os Termos de Compromisso de Estágio não estabelecem prazo máximo para o pagamento da bolsa-auxílio. Segundo o grupo, essa ausência de previsão contratual dificulta a cobrança formal dos valores e deixa os estudantes sem uma garantia expressa sobre a data dos depósitos. Além disso, os estagiários relataram que procuraram o Instituto Euvaldo Lodi, que informou depender da liberação dos recursos pela Prefeitura de São Luís, por meio da Semed. Eles afirmam que os atrasos correspondem ao período em que estavam em atividade e comprometem despesas como alimentação, transporte e outros gastos. O grupo informou que encaminhou a denúncia a órgãos competentes e veículos de comunicação em busca de providências.

Hospital da Criança registra uma morte a cada 3,2 dias

Hospital da Criança

SÃO LUÍS, 15 de julho de 2026 — O Hospital da Criança registrou 229 óbitos pediátricos entre 2024 e 2025, conforme dados da Secretaria Municipal de Saúde de São Luís. Foram 112 mortes em 2024 e outras 117 em 2025. Com esse total, a unidade apresentou média de aproximadamente uma morte a cada 3,2 dias. Inclusive, o Ministério da Saúde realizou uma auditoria emergencial no hospital na terça (14). A visita foi conduzida por equipes do Departamento Nacional de Auditoria do Sistema Único de Saúde (DenaSUS). Segundo o diretor do órgão, Rafael Bruxellas, a inspeção ocorreu após o Ministério da Saúde receber alertas da população sobre a situação da unidade. Por isso, a equipe iniciou uma auditoria técnica para verificar o funcionamento do Hospital da Criança. NOTA DA PREFEITURA SUPERA AS MORTES REPORTADAS PELA MIRANTE Além dos registros gerais, a Prefeitura de São Luís divulgou um comunicado informando que as UTIs do Hospital da Criança contabilizaram 165 óbitos entre 2024 e 2025. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, foram 86 mortes em 2024 e 79 em 2025. O número supera os 140 óbitos citados em uma reportagem da TV Mirante para o mesmo período. O Hospital Odorico Amaral de Matos foi entregue pela Prefeitura de São Luís em dezembro de 2023. Na inauguração, o prefeito Eduardo Braide afirmou que a unidade ampliaria o atendimento infantil e declarou que acompanharia o funcionamento diário do hospital. APURAÇÃO INVESTIGA MUDANÇAS NA GESTÃO De acordo com o Ministério Público do Maranhão, a investigação relaciona os óbitos a mudanças na administração das UTIs. Segundo o órgão, desde outubro de 2025 os setores passaram a ser gerenciados pelo Instituto Brasileiro de Serviços Médicos (IBMED), com redução de recursos e de equipes médicas. A Defensoria Pública do Maranhão informou que o atendimento deveria contar com, no mínimo, dois médicos de referência. No entanto, apenas um profissional atua nas três UTIs da unidade, sendo duas com dez leitos e uma com nove. O Ministério da Saúde deve divulgar o resultado da auditoria após a conclusão dos trabalhos. Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Prefeitura de São Luís (@prefeiturasaoluis)

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