Oficial da PM e policial aposentado são presos por extorsão

MARANHÃO, 23 de janeiro de 2026 – A Polícia Civil do Maranhão prendeu, na quinta (22), um oficial da Polícia Militar em atividade e um policial civil aposentado suspeitos de extorsão mediante sequestro. A SEIC coordenou a operação em São Luís, cumpriu dois mandados judiciais e apreendeu celulares, armas e munições, pois a investigação apura uso de falso mandado para exigir dinheiro. Além disso, a equipe informou que o crime ocorreu em 28 de outubro de 2025, quando a vítima foi abordada em um lava a jato no bairro do Turu. Os suspeitos se apresentaram como agentes públicos, exibiram documento falso e restringiram a liberdade da pessoa, então iniciaram a cobrança de valores para liberá-la.
TJMA coloca em liberdade PM acusado de agredir namorada

PIAUÍ, 20 de janeiro de 2026 – Um cabo da Polícia Militar do Piauí, Rutielson Cleiton Silva de Carvalho, obteve liberdade na segunda (19) pela Justiça do Maranhão. Ele é suspeito de ameaçar e agredir a própria namorada dentro de um carro em Timon (MA) durante a madrugada do domingo (18). A decisão pela liberdade, que seguiu parecer do Ministério Público, considerou a prisão preventiva do policial desnecessária, após audiência de custódia. O juiz José Elismar Marques manteve, entretanto, as medidas protetivas de urgência em favor da mulher agredida. Dessa forma, o militar tem proibição de qualquer contato com a vítima e deve permanecer a uma distância mínima de 200 metros dela. Além disso, Rutielson segue com a posse e o porte de sua arma de serviço.
Decretada prisão de PM envolvido em tiroteio na Litorânea

SÃO LUÍS, 02 de janeiro de 2026 – O policial militar Patrick Rhayan Machado Assunção, de 35 anos, teve a prisão decretada após envolvimento em tiroteio na Litorânea, ocorrido na madrugada de 1º de janeiro, em São Luís. O confronto aconteceu por volta das 3h30, após um show de réveillon no bairro Calhau, durante um desentendimento com outro policial, resultando em morte e feridos. Mesmo ferido durante o tiroteio na Litorânea, Patrick Rhayan permanece internado em hospital da capital, consciente e com quadro de saúde estável. Apesar disso, ele segue custodiado e à disposição da Justiça, conforme decisão da autoridade policial responsável pelo caso, adotada ainda durante o plantão. A prisão em flagrante foi decretada pelo delegado plantonista Ivônio Ribeiro, da Superintendência de Homicídios e Proteção à Pessoa. A decisão ocorreu após análise de depoimentos e elementos técnicos que confirmaram a configuração do flagrante delito no tiroteio na Litorânea, mesmo com o suspeito hospitalizado.
Sargento da PM mata acidentalmente o filho ao limpar arma

MARANHÃO, 14 de outubro de 2025 – Um menino de quatro anos morreu após um disparo acidental da arma de seu pai, um sargento da Polícia Militar, na última segunda (13). O acidente ocorreu no interior do Maranhão, enquanto o militar realizava a limpeza de sua arma de fogo. A vítima, José Carlos Souza de Azevedo Filho, foi atingida pelas costas pelo projétil. Ele foi socorrido e levado ao Hospital Municipal, mas não resistiu aos ferimentos.
Justiça nega pedido de indenização à família de PM morto

MARANHÃO, 11 de setembro de 2025 – A desembargadora Sônia Amaral, do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA), negou tutela provisória solicitada pela família do policial militar Geidson Thiago da Silva. Os parentes pediam indenização de até R$ 2,4 milhões ao prefeito de Igarapé Grande, João Vitor Xavier (PDT), por danos morais, materiais e pensão. O agravo de instrumento foi protocolado em 7 de julho contra decisão do juiz Bernardo Luiz de Melo Freire, da 4ª Vara da Comarca de Pedreiras. Os familiares alegaram que a morte inesperada da vítima causou sofrimento emocional e também a perda do principal provedor financeiro do lar. No entanto, a desembargadora indeferiu o pedido liminar. Em sua decisão, ressaltou que, embora a dependência econômica seja evidente, não há risco imediato à subsistência da família. O argumento é que os dependentes terão direito ao benefício de pensão por morte concedido pelo Governo do Maranhão.
PMs são condenados a 14 anos por morte de jovem no Maranhão

BALSAS, 15 de agosto de 2025 – Dois PMs foram condenados a 14 anos de prisão em regime fechado pelo assassinato de Karina Brito Ferreira e pela tentativa de homicídio de sua irmã, Kamila Brito. O Tribunal do Júri de Balsas, no Maranhão, decidiu pela condenação de Bruno Rafael Moraes e Raifran de Sousa Almeida na madrugada desta sexta (15). O crime ocorreu em dezembro de 2016, quando as irmãs foram confundidas com assaltantes durante uma operação policial. Os policiais, que integravam o Comando de Operações de Sobrevivência em Área Rural (COSAR), participavam de uma ação para capturar suspeitos de um assalto a banco. No entanto, perseguiram o carro de Karina e Kamila por mais de dois quilômetros, efetuando 17 disparos.
Juiz retira sigilo de processo contra acusado de matar PM

MARANHÃO, 11 de agosto de 2025 – O juiz Luiz Emílio Braúna Bittencourt Júnior, da 2ª Vara de Pedreiras (MA), determinou na quinta (7) o fim do sigilo do processo que investiga o homicídio do policial Geidson Thiago da Silva. A decisão do juiz também suspendeu o andamento do caso até o cumprimento de carta precatória para citação formal de João Vitor, acusado de efetuar os disparos que mataram a vítima durante uma vaquejada em Trizidela do Vale. O magistrado alegou falta de fundamento legal para manter a restrição de acesso aos autos. João Vitor foi denunciado em 31 de agosto após inquérito policial apontar que os tiros atingiram o PM pelas costas. Agora, ele terá dez dias para apresentar defesa escrita após ser citado, seguindo o rito do júri.
Cabo da PM do Maranhão é pago sem licença e sem ir ao quartel

ITAPECURU-MIRIM, 22 de julho de 2025 – Documentos recebidos pelo Blog do Linhares revelam indícios de irregularidades envolvendo o cabo da PM (Polícia Militar) do Maranhão, José Jailson Quaresma, conhecido como JJ, lotado no 28º BPM em Itapecuru-Mirim. Apesar de estar fora da escala de serviço desde janeiro de 2025, o militar recebeu remuneração integral sem afastamento médico válido nem permanência obrigatória no quartel. Segundo os registros, a ata oficial de afastamento foi emitida apenas em 19 de maio. Antes disso, JJ esteve ausente do serviço regular, mesmo sem estar legalmente licenciado. Durante o período, continuou a gerenciar suas empresas e a participar de festas e eventos sociais, sem qualquer impedimento funcional, conforme demonstram publicações em redes sociais. Empreendimentos em nome de familiares A apuração identificou a existência de ao menos quatro empresas ligadas a JJ. Três delas estão registradas em nome da mãe, Maria da Paz Quaresma, e da companheira, Luiza Natália, que é servidora pública do município. Os negócios incluem oficina mecânica, empresas de rastreamento veicular e revenda de veículos, com capital social baixo e movimentação elevada. Uma dessas empresas venceu uma licitação milionária na cidade de Presidente Vargas. A documentação apresentada para o certame exibe dados contraditórios, como divergência entre capital declarado e estrutura física. A proximidade com o batalhão teria facilitado a emissão de declarações técnicas assinadas por superiores, o que levantou suspeitas sobre favorecimento. Patrimônio incompatível com a renda Desde sua nomeação na Polícia Militar, em 2014, JJ acumulou patrimônio incompatível com sua renda. Além de imóveis, o policial ostenta veículos de luxo como uma BMW X6M avaliada em R$ 1,3 milhão, BMW sedã, SW4 e HR-V. Uma das empresas, inclusive, foi alvo de ação judicial após cliente perder uma motocicleta rastreada. JJ foi citado como preposto, mesmo não figurando como sócio oficial. COMANDANTE DO BPM TAMBÉM É CITADO O tenente-coronel e comandante do 28º BPM seria um facilitador das irregularidades. Há relatos de que ele utiliza viaturas descaracterizadas da inteligência para fins pessoais. Na prefeitura de Presidente Vargas estaria prestando serviços de segurança e solicitado construção de guaritas, posteriormente abandonadas por denúncias de milícia feitas pela oposição. Porém, em fotos tiradas em eventos do município, o mesmo estaria prestando serviço terceirizado de seguranças que se passam por policiais nos eventos da cidade. A proximidade entre o comandante e gestores municipais teria garantido espaço para que JJ operasse com margem para irregularidades. Entre os contratos, consta o conserto de uma viatura Ranger em Anajatuba pela oficina do policial, com custo de R$ 40 mil. O veículo permanece quebrado no pátio do batalhão até hoje. Pedido de investigação formal Frente ao material reunido — que inclui vídeos, documentos, imagens e registros oficiais —, um dossiê deve ser protocolado junto ao Ministério Público Estadual e à Corregedoria da PM. Os indícios sugerem enriquecimento ilícito, conluio em licitação, uso indevido de recursos públicos e possível improbidade administrativa. A cidade de Presidente Vargas, palco da licitação milionária, enfrenta precariedade na segurança: apenas um policial por plantão e nenhuma viatura em circulação. Enquanto isso, o policial JJ expande seu patrimônio e mantém rotinas empresariais sem qualquer impedimento legal visível.