Justiça nega pedido de indenização à família de PM morto

Justiça PM

MARANHÃO, 11 de setembro de 2025 – A desembargadora Sônia Amaral, do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA), negou tutela provisória solicitada pela família do policial militar Geidson Thiago da Silva. Os parentes pediam indenização de até R$ 2,4 milhões ao prefeito de Igarapé Grande, João Vitor Xavier (PDT), por danos morais, materiais e pensão. O agravo de instrumento foi protocolado em 7 de julho contra decisão do juiz Bernardo Luiz de Melo Freire, da 4ª Vara da Comarca de Pedreiras. Os familiares alegaram que a morte inesperada da vítima causou sofrimento emocional e também a perda do principal provedor financeiro do lar. No entanto, a desembargadora indeferiu o pedido liminar. Em sua decisão, ressaltou que, embora a dependência econômica seja evidente, não há risco imediato à subsistência da família. O argumento é que os dependentes terão direito ao benefício de pensão por morte concedido pelo Governo do Maranhão.

PMs são condenados a 14 anos por morte de jovem no Maranhão

PMs Balsas

BALSAS, 15 de agosto de 2025 – Dois PMs foram condenados a 14 anos de prisão em regime fechado pelo assassinato de Karina Brito Ferreira e pela tentativa de homicídio de sua irmã, Kamila Brito. O Tribunal do Júri de Balsas, no Maranhão, decidiu pela condenação de Bruno Rafael Moraes e Raifran de Sousa Almeida na madrugada desta sexta (15). O crime ocorreu em dezembro de 2016, quando as irmãs foram confundidas com assaltantes durante uma operação policial. Os policiais, que integravam o Comando de Operações de Sobrevivência em Área Rural (COSAR), participavam de uma ação para capturar suspeitos de um assalto a banco. No entanto, perseguiram o carro de Karina e Kamila por mais de dois quilômetros, efetuando 17 disparos.

Juiz retira sigilo de processo contra acusado de matar PM

prefeito Igarapé

MARANHÃO, 11 de agosto de 2025 – O juiz Luiz Emílio Braúna Bittencourt Júnior, da 2ª Vara de Pedreiras (MA), determinou na quinta (7) o fim do sigilo do processo que investiga o homicídio do policial Geidson Thiago da Silva. A decisão do juiz também suspendeu o andamento do caso até o cumprimento de carta precatória para citação formal de João Vitor, acusado de efetuar os disparos que mataram a vítima durante uma vaquejada em Trizidela do Vale. O magistrado alegou falta de fundamento legal para manter a restrição de acesso aos autos. João Vitor foi denunciado em 31 de agosto após inquérito policial apontar que os tiros atingiram o PM pelas costas. Agora, ele terá dez dias para apresentar defesa escrita após ser citado, seguindo o rito do júri.

Cabo da PM do Maranhão é pago sem licença e sem ir ao quartel

PM afastado

ITAPECURU-MIRIM, 22 de julho de 2025 – Documentos recebidos pelo Blog do Linhares revelam indícios de irregularidades envolvendo o cabo da PM (Polícia Militar) do Maranhão, José Jailson Quaresma, conhecido como JJ, lotado no 28º BPM em Itapecuru-Mirim. Apesar de estar fora da escala de serviço desde janeiro de 2025, o militar recebeu remuneração integral sem afastamento médico válido nem permanência obrigatória no quartel. Segundo os registros, a ata oficial de afastamento foi emitida apenas em 19 de maio. Antes disso, JJ esteve ausente do serviço regular, mesmo sem estar legalmente licenciado. Durante o período, continuou a gerenciar suas empresas e a participar de festas e eventos sociais, sem qualquer impedimento funcional, conforme demonstram publicações em redes sociais. Empreendimentos em nome de familiares A apuração identificou a existência de ao menos quatro empresas ligadas a JJ. Três delas estão registradas em nome da mãe, Maria da Paz Quaresma, e da companheira, Luiza Natália, que é servidora pública do município. Os negócios incluem oficina mecânica, empresas de rastreamento veicular e revenda de veículos, com capital social baixo e movimentação elevada. Uma dessas empresas venceu uma licitação milionária na cidade de Presidente Vargas. A documentação apresentada para o certame exibe dados contraditórios, como divergência entre capital declarado e estrutura física. A proximidade com o batalhão teria facilitado a emissão de declarações técnicas assinadas por superiores, o que levantou suspeitas sobre favorecimento. Patrimônio incompatível com a renda Desde sua nomeação na Polícia Militar, em 2014, JJ acumulou patrimônio incompatível com sua renda. Além de imóveis, o policial ostenta veículos de luxo como uma BMW X6M avaliada em R$ 1,3 milhão, BMW sedã, SW4 e HR-V. Uma das empresas, inclusive, foi alvo de ação judicial após cliente perder uma motocicleta rastreada. JJ foi citado como preposto, mesmo não figurando como sócio oficial. COMANDANTE DO BPM TAMBÉM É CITADO O tenente-coronel e comandante do 28º BPM seria um facilitador das irregularidades. Há relatos de que ele utiliza viaturas descaracterizadas da inteligência para fins pessoais. Na prefeitura de Presidente Vargas estaria prestando serviços de segurança e solicitado construção de guaritas, posteriormente abandonadas por denúncias de milícia feitas pela oposição. Porém, em fotos tiradas em eventos do município, o mesmo estaria prestando serviço terceirizado de seguranças que se passam por policiais nos eventos da cidade. A proximidade entre o comandante e gestores municipais teria garantido espaço para que JJ operasse com margem para irregularidades. Entre os contratos, consta o conserto de uma viatura Ranger em Anajatuba pela oficina do policial, com custo de R$ 40 mil. O veículo permanece quebrado no pátio do batalhão até hoje. Pedido de investigação formal Frente ao material reunido — que inclui vídeos, documentos, imagens e registros oficiais —, um dossiê deve ser protocolado junto ao Ministério Público Estadual e à Corregedoria da PM. Os indícios sugerem enriquecimento ilícito, conluio em licitação, uso indevido de recursos públicos e possível improbidade administrativa. A cidade de Presidente Vargas, palco da licitação milionária, enfrenta precariedade na segurança: apenas um policial por plantão e nenhuma viatura em circulação. Enquanto isso, o policial JJ expande seu patrimônio e mantém rotinas empresariais sem qualquer impedimento legal visível.

Mulher foi estuprada dentro de quartel da PM no Maranhão

MIRANDA DO NORTE, 22 de julho de 2025 – Uma mulher que trabalha com entrega de lanches denunciou ter sido estuprada dentro de um quartel da Polícia Militar, em Miranda do Norte, no Maranhão. Segundo o boletim de ocorrência, o crime ocorreu quando ela foi ao local para realizar uma entrega e foi surpreendida por um oficial que estava sozinho na unidade. Agressor foi afastado do cargo pelo comando geral. De acordo com o relato, o policial teria ordenado que os subordinados saíssem em patrulha. Quando ficou sozinho com a vítima, trancou o quartel e cometeu o abuso. O nome do oficial é mantido sob sigilo pelas autoridades, mas trata-se de um capitão que exercia função de comando na região. INTIMIDAÇÃO APÓS O CRIME Mesmo após registrar ocorrência, conseguir medida protetiva e apresentar provas, como vídeos da entrada e saída no quartel, a mulher afirma estar sendo perseguida. Ela diz que o capitão circula com frequência em frente à sua casa, mesmo afastado das funções operacionais. Segundo a vítima, o medo é constante e o apoio das autoridades tem sido insuficiente. A Polícia Militar do Maranhão informou, por nota, que o oficial foi afastado assim que a denúncia chegou ao conhecimento do comando regional. Um Inquérito Policial Militar foi instaurado para apuração dos fatos. A corporação declarou que, se confirmadas as acusações, o capitão será responsabilizado na forma da lei. ESTUPRO SOB FARDA A vítima relata abalo psicológico, insegurança e falta de respaldo institucional. O episódio reacende o debate sobre a proteção de civis em ambientes controlados por forças de segurança. O caso está sendo investigado também pela Polícia Civil de Miranda do Norte.

Deputado pede apuração sobre fuga de prefeito que matou PM

prefeito deputado

BRASÍLIA, 21 de julho de 2025 – O deputado estadual Wellington do Curso (Novo) solicitou nesta segunda (21) a abertura de investigação sobre a possível participação de agentes da segurança pública na fuga do prefeito de Igarapé Grande, João Vitor Xavier. O gestor confessou o assassinato do policial militar Gleidson Tiago dos Santos, ocorrido em 6 de julho de 2025, no município de Trizidela do Vale. Segundo o parlamentar, denúncias apontam que delegados, policiais civis e oficiais da Polícia Militar do Maranhão teriam atuado para ocultar o paradeiro do prefeito após o crime. As denúncias relatam que o apoio teria sido motivado por promessas de vantagens pessoais e políticas, como promoções e benefícios financeiros. Wellington afirmou que o caso representa uma grave ameaça à credibilidade das instituições de segurança pública. Ele pontuou que as acusações indicam uma tentativa de obstruir a investigação criminal e frustrar a persecução penal, o que, segundo ele, desmoraliza o sistema diante da sociedade.

Justiça decreta prisão de prefeito acusado de matar PM

Prisão Prefeito

MARANHÃO, 30 de julho de 2024 – O juiz Luiz Emílio Braúna Bittencourt Júnior, da 2ª Vara da Comarca de Pedreiras, determinou nesta segunda (14) a prisão preventiva do prefeito de Igarapé Grande, João Vitor Xavier (PDT). Ele é acusado de matar o policial militar Geidson Thiago da Silva dos Santos com disparos de arma de fogo durante a 35ª Vaquejada do Parque Maratá, em Trizidela do Vale. A ordem de prisão ordena que o prefeito seja localizado, detido e encaminhado a uma unidade prisional, onde deverá aguardar o andamento do processo judicial. Além disso, o magistrado autorizou o cumprimento de mandados de busca e apreensão na residência de João Vitor e no gabinete da Prefeitura de Igarapé Grande. As buscas devem recolher armas, celulares, computadores e outros materiais que possam colaborar com as investigações. A decisão também autoriza o acesso ao conteúdo dos dispositivos eletrônicos eventualmente apreendidos pelas autoridades.

PM morre após corte profundo no braço causado por bicicleta

PM Crime

SÃO LUÍS, 9 de julho de 2025 – O PM Raimundo Gonçalves Freitas Júnior, conhecido como F. Júnior, da Polícia Militar do Maranhão (PM-MA), morreu nesta terça (8) após três dias internado. O PM, lotado na ROTAM, sofreu um corte profundo no braço esquerdo no último sábado (5), enquanto praticava atividade física na Reserva do Itapiracó, em São Luís. De acordo com a PM-MA, o ferimento ocorreu após um acidente envolvendo o disco de uma bicicleta. A corporação informou que há duas narrativas sobre o caso, que será investigado pela Polícia Civil. A primeira versão indica que o policial, de folga, foi atropelado por um ciclista, resultando no corte acidental.

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