Justiça bloqueia R$ 50 milhões do Consórcio Via SL

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MARANHÃO, 08 de abril de 2026 – A Justiça do Maranhão determinou, na terça (7), o bloqueio de até R$ 50 milhões em bens de empresários e empresas do transporte público de São Luís, após indícios de fraude no Consórcio Via SL. A decisão ocorreu durante audiência na Vara de Interesses Difusos e Coletivos, conduzida pelo juiz Douglas de Melo Martins, com base em suspeitas de irregularidades societárias. A sentença também estabelece que valores destinados ao consórcio não sejam repassados diretamente às empresas. Assim, os recursos devem priorizar o pagamento de trabalhadores, como motoristas e mecânicos, que enfrentam atrasos salariais. Segundo o magistrado, há sinais de que a empresa Expresso Rei de França, líder do Consórcio Via SL, seria controlada por um sócio oculto. A suspeita indica possível ocultação de patrimônio. Diante das evidências, a Justiça autorizou a desconsideração da personalidade jurídica da empresa. O bloqueio abrange ativos financeiros, imóveis e veículos vinculados a pessoas físicas e jurídicas relacionadas ao Consórcio Via SL. Entre os atingidos está o empresário Pedro Paulo Pinheiro Ferreira, apontado como sócio de fato. Além dele, outros integrantes e empresas, inclusive fora do Maranhão, também foram incluídos na decisão judicial, ampliando o alcance das medidas cautelares. A ação integra um processo civil público movido pelo Ministério Público do Maranhão. O órgão aponta falhas no serviço de transporte coletivo e prejuízos aos consumidores, o que motivou a adoção de medidas urgentes contra o Consórcio Via SL. Durante a audiência, um gerente do consórcio declarou que Pedro Paulo Pinheiro Ferreira seria o gestor de fato do grupo.

Juiz manda Prefeitura liberar milhões retidos para transporte

Juiz Prefeitura

SÃO LUÍS, 1º de abril de 2026 – O juiz Douglas de Melo Martins determinou, nesta terça (31), a liberação de R$ 3,2 milhões das contas da Prefeitura de São Luís para custear o transporte público, após paralisação de linhas e prejuízos a usuários. A medida foi tomada durante audiência de conciliação, diante da crise no sistema e da retenção de repasses pelo Município. A decisão ocorre após a interrupção de serviços do Consórcio Via SL, que afetou 16 bairros da capital. Segundo o magistrado, a liberação dos valores busca assegurar o funcionamento do transporte público e reduzir os impactos causados à população que depende do sistema diariamente. Os recursos devem ser utilizados exclusivamente para pagamento de salários e aquisição de combustível, conforme estabelecido na decisão.

Beneficiário do Bolsa Família assume empresa de ônibus de SL

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SÃO LUÍS, 1º de abril de 2026 – Um beneficiário do Bolsa Família, identificado como Willame Alves dos Santos, de 26 anos, assumiu a administração de uma empresa de ônibus em São Luís (MA), no dia 29 de janeiro, ao tornar-se sócio da DAJP Participações, holding com capital de R$ 3 milhões. A DAJP Participações controla a Expresso Rei de França e a Expresso Grapiúna, empresas que operam na capital maranhense e integram o Consórcio Via SL. Ambas enfrentam recuperação judicial devido a dívidas que somam R$ 177 milhões. Documentos registrados na Junta Comercial do Maranhão indicam que Willame adquiriu 100% das cotas da holding. Até então, a empresa estava em nome de Deborah Piorski Ferreira, ligada ao empresário Pedro Paulo Pinheiro Ferreira. Pedro Paulo, conhecido como PP, é apontado como sócio oculto do grupo. A mudança societária não teve manifestação pública da defesa das empresas nem do administrador judicial responsável pelo processo de recuperação. Além disso, as empresas anunciaram, em 27 de março, a paralisação temporária dos ônibus em São Luís. Segundo as companhias, a decisão ocorreu por falta de repasses financeiros da Prefeitura. MOVIMENTAÇÕES FINANCEIRAS E INVESTIGAÇÕES Registros bancários indicam que valores recebidos do poder público foram transferidos para outras empresas. Entre os dados, consta o repasse de R$ 1,6 milhão à mineradora Goldcoltan em cerca de três meses. No total, as movimentações identificadas somam R$ 6,7 milhões em débitos. As informações apontam a utilização de estruturas empresariais distintas para movimentação de recursos vinculados ao grupo. Atualmente, Pedro Paulo ocupa o cargo de vice-presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de São Luís. A entidade gerencia a arrecadação do sistema de transporte e distribui recursos às operadoras. Credores apontam que familiares de Pedro Paulo aparecem como sócios em diversas empresas. Deborah Piorski Ferreira figurava como responsável formal pelas companhias de transporte antes da alteração recente. Jessica Piorski, filha do empresário, consta como proprietária de empresas em diferentes setores, incluindo transporte, mineração, comércio e serviços financeiros, conforme registros empresariais disponíveis. Inclusive, Adriana Piorski integra o quadro societário de uma empresa de mineração. Já Simone Piorski, apontada como matriarca da família, aparece como sócia de mineradoras e de uma empresa de transporte.

MP aciona Justiça para garantir circulação de ônibus em SLZ

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SÃO LUÍS, 31 de março de 2026 – O MP do Maranhão acionou a Justiça, nesta terça (31), para garantir a circulação de ônibus em São Luís. A Ação Civil Pública, com pedido de tutela de urgência, foi protocolada contra o Município e o Consórcio Via SL na Vara de Interesses Difusos e Coletivos, diante da crise no transporte público. Além disso, o órgão apontou falhas no funcionamento do sistema, com interrupções frequentes, atrasos salariais, demissões e suspensão de linhas. Segundo o MP, a situação compromete o transporte público e prejudica milhares de usuários que dependem do serviço diariamente na capital. A ação ocorreu após empresas do consórcio, como Expresso Rei de França e Expresso Grapiúna, suspenderem atividades. As empresas alegaram dificuldades financeiras e falta de repasses por parte da Prefeitura de São Luís. De acordo com o Ministério Público, o cenário se intensificou a partir de 2025. Nesse período, a frota chegou a ser totalmente paralisada por falta de pagamento de benefícios e do 13º salário dos rodoviários.

Protesto de motoristas demitidos gera caos e fila de ônibus

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SÃO LUÍS, 30 de março de 2026 – Um protesto de motoristas demitidos da antiga 1001, atual Expresso Rei de França, causou congestionamento e afetou o transporte público nesta segunda (30), em São Luís. A paralisação gerou uma longa fila de ônibus que começou no Terminal da Cohab e se estendeu até a região da Forquilha. Diante do congestionamento, passageiros deixaram os coletivos e seguiram a pé. Além disso, o acúmulo de veículos agravou a situação no trânsito e dificultou o deslocamento na área. Os motoristas afirmam que a manifestação ocorre devido ao não pagamento de salários após as demissões. Segundo os trabalhadores, os valores permanecem pendentes, o que motivou o protesto na região. Por isso, eles bloquearam o acesso ao terminal como forma de pressionar por uma solução. Além disso, o bloqueio impede a entrada de ônibus urbanos e semiurbanos no terminal. Como resultado, passageiros se concentraram na área externa à espera de transporte.

Duas empresas de ônibus paralisam por atraso de subsídios

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SÃO LUÍS, 28 de março de 2026 – O Consórcio Via SL confirmou, nesta sexta (27), a paralisação temporária de ônibus em São Luís, iniciada na quarta (25), após reunião nas garagens das empresas. A decisão envolve as operadoras Expresso Rei de França e Expresso Grapiúna, que alegam incapacidade financeira para manter o serviço sem repasses públicos. A medida ocorre devido à falta de regularização dos subsídios por parte da Prefeitura. Segundo as empresas, a paralisação de ônibus resulta da inadimplência nos pagamentos referentes ao sistema de transporte. Os valores de outubro foram totalmente suspensos, enquanto os de novembro e dezembro de 2025 foram pagos parcialmente. Dessa forma, o cenário comprometeu a operação e inviabilizou a manutenção das atividades. A administração das empresas informou que a ausência de recursos retirou condições mínimas de funcionamento. Os atrasos impactaram diretamente os trabalhadores, que enfrentam dificuldades com pagamentos. O consórcio também relatou que descontos sobre gratuidades e operações por aplicativo ampliaram o desequilíbrio financeiro. Diante dessa situação, a paralisação de ônibus passou a ser considerada inevitável. Portanto, as empresas justificam que não conseguiram cumprir obrigações trabalhistas. O comunicado destaca que a crise comprometeu a sustentabilidade do serviço no curto prazo. O Consórcio Via SL informou que iniciou o desligamento formal dos funcionários como alternativa para reduzir impactos sociais. Com isso, motoristas e cobradores podem acessar direitos como FGTS e seguro-desemprego. A medida busca garantir suporte financeiro às famílias durante o período de paralisação. As empresas afirmaram que a decisão foi tomada considerando a situação dos trabalhadores. Segundo a nota, manter as atividades sem previsão de pagamento não seria viável. Assim, a interrupção das atividades ocorreu com base nesse entendimento.

São Luís seguem atravessando escassez e lotação nos ônibus

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SÃO LUÍS, 25 de março de 2026 – Moradores do bairro Cohatrac enfrentaram falta de ônibus urbanos na manhã desta quarta (25), em São Luís, o que provocou longas filas e superlotação. A situação ocorreu devido à ausência de linhas urbanas, restando apenas o sistema semiurbano, que circulou com quantidade insuficiente de veículos para atender à demanda. Além disso, no ponto final do Cohatrac IV, passageiros tiveram dificuldades para embarcar nos poucos ônibus disponíveis. Um veículo da linha Planalto Anil/Novo Aurora saiu com lotação acima da capacidade, com pessoas posicionadas próximas à porta, em direção ao Terminal da Cohab. O coletivo já chegava cheio ao bairro. Os passageiros aguardavam por linhas urbanas como Cohatrac III, Cohatrac IV, Cohatrac/Rodoviária, Circular I e Circular II. No entanto, nenhum desses ônibus apareceu ao longo da manhã, o que ampliou a concentração de pessoas nos pontos do Cohatrac.

Comunidades em São Luís seguem sem ônibus há mais de 2 meses

Comunidades ônibus

SÃO LUÍS, 20 de março de 2026 – Moradores de seis comunidades de São Luís estão há mais de dois meses sem transporte público, o que tem afetado deslocamentos diários. A situação ocorre nas localidades Vila Airton Senna, Tiritiba, Tiribizinho, Vila Buriti, Vila Aparecida e Rio do Meio, onde a linha de ônibus deixou de operar sem previsão de retorno. A ausência do serviço tem gerado dificuldades para trabalhadores, estudantes e usuários que dependem do transporte coletivo para acessar escolas, empregos e unidades de saúde. Segundo relatos, a falta de ônibus compromete a mobilidade e impacta a rotina dos moradores dessas comunidades. A Associação de Moradores da Vila Airton Senna, criada em julho de 2023, encaminhou um ofício à Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT). No documento, a entidade solicita medidas imediatas para o restabelecimento da linha de ônibus nas áreas afetadas.

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