Grupo Mateus registra desaceleração do consumo no Nordeste

NORDESTE, 26 de abril de 2026 — O Grupo Mateus enfrenta impacto direto da desaceleração do consumo no Nordeste, onde concentra suas operações. Dados recentes indicam que o varejo alimentar não mantém crescimento consistente desde fevereiro. Além disso, entre o fim de 2025 e o início de abril de 2026, o varejo alimentar nordestino registrou desempenho inferior à média nacional na maioria das semanas. As quedas foram mais intensas em períodos de retração. No acumulado recente, o crescimento das vendas no Nordeste ficou abaixo do observado no Brasil. Ainda no fechamento de 2025, a empresa já havia registrado queda nas vendas em mesmas lojas. O indicador aponta perda de tração antes do agravamento do cenário macroeconômico observado em 2026. Para o primeiro trimestre de 2026, projeções indicam nova retração nesse indicador, estimada em cerca de 1,2%. Ao mesmo tempo, despesas operacionais devem crescer acima da receita. O cenário é agravado por fatores estruturais, como aumento do endividamento das famílias e alta da inadimplência. Esses elementos comprometem a renda disponível e limitam o consumo, especialmente em regiões com menor renda média. Além disso, a inflação voltou a acelerar em março, impulsionada por custos de energia e efeitos indiretos sobre alimentos e transporte. Esse movimento eleva preços da cesta básica e reduz o poder de compra. Apesar disso, a alta nos preços de alimentos pode sustentar o faturamento nominal no curto prazo. No entanto, esse avanço não representa aumento no volume vendido, o que mantém a demanda enfraquecida para o Grupo Mateus.
Maranhão lidera cabotagem no Nordeste em janeiro de 2026

MARANHÃO, 13 de abril de 2026 – A cabotagem no Nordeste movimentou 1,82 milhão de toneladas em janeiro. O estado do Maranhão liderou o transporte com 1,24 milhão de toneladas. Em seguida, aparecem Bahia (1,14 milhão), Pernambuco (1,07 milhão) e Ceará (892 mil toneladas). Os dados são da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). O Ministério de Portos e Aeroportos compilou as informações. Entre os produtos mais transportados está o petróleo bruto, com 950 mil toneladas. A bauxita aparece na sequência, com 875 mil toneladas. Derivados de petróleo sem óleo bruto somam 867 mil toneladas. Os contêineres movimentaram 613 mil toneladas. Esses produtos são essenciais para o fornecimento de energia. Além disso, eles sustentam a indústria regional e garantem o abastecimento de bens estratégicos à população do Nordeste.
MA é 2º no Nordeste em movimentação de cabotagem em 2025

MARANHÃO, 24 de fevereiro de 2026 – O Maranhão registrou a segunda maior movimentação de cargas por cabotagem no Nordeste durante o ano de 2025. Dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) apontam que os portos maranhenses movimentaram 14,6 milhões de toneladas entre janeiro e dezembro. O volume total da região atingiu 60,7 milhões de toneladas, superando as 60,3 milhões registradas no mesmo período de 2024. A movimentação de cargas por cabotagem no Nordeste se concentrou principalmente em quatro estados. A Bahia liderou o ranking, com 15,3 milhões de toneladas, seguida pelo Maranhão, com 14,6 milhões. Na sequência aparecem Ceará (12,9 milhões) e Pernambuco (12,8 milhões de toneladas). Os complexos portuários desses estados funcionam como plataformas de integração com outras regiões do país. De acordo com a Antaq, a cabotagem assegura o fluxo regular de energia, matérias-primas e produtos industrializados no Nordeste. O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, afirmou que o resultado evidencia a força do transporte marítimo entre portos brasileiros. Para ele, o modal é um instrumento estratégico para o abastecimento regional e para a competitividade da indústria nordestina. “O fortalecimento da cabotagem amplia a eficiência logística, reduz custos para quem produz e garante mais estabilidade no abastecimento. Isso gera competitividade e desenvolvimento para os estados”, declarou o ministro. Além disso, ao concentrar grandes volumes no modal marítimo, a cabotagem reduz a pressão sobre as rodovias e amplia a previsibilidade no transporte de mercadorias.
Nordeste tem 53 das 100 cidades mais violentas em 2025

BRASIL, 26 de janeiro de 2026 – O Nordeste se manteve em 2025 como a região mais perigosa do Brasil. Concentra 53 das 100 cidades com mais mortes violentas do país. Esse número se manteve o mesmo desde 2022, quando houve a última eleição para governador. A região é a 2ª mais populosa. Teve 26,9 mortes a cada 100 mil habitantes no ano passado. Essa taxa é a mais alta, seguida pelo Norte (20,4), Centro-Oeste (12,8), Sudeste (10,8) e Sul (9,8). Os dados acima foram tratados pelo Poder360 com base em informações oficiais dos Estados enviadas ao Ministério da Justiça e Segurança Pública. Considera como morte violenta homicídios dolosos, feminicídios, latrocínios e lesões corporais seguidas de morte. Os números de mortes por intervenções policiais não entraram na conta por não estarem estratificados por cidade na base do governo. Essas informações, quando forem atualizadas, não mudarão a leitura geral dos quadros apresentados nesta reportagem. Como o ano ainda está começando, é possível que os números fechados tenham leves variações, caso correções mínimas sejam feitas pelos Estados nos próximos dias. São Paulo, por exemplo, não enviou as informações referentes a dezembro. Isso não interferirá no ranking geral porque historicamente o Estado sempre fica mais bem posicionado por causa do tamanho da sua população (46,1 milhões de pessoas). AS CIDADES MAIS VIOLENTAS DO NORDESTE Três cidades do Ceará lideram entre as mais violentas do país: Maranguape, Maracanaú e Caucaia. O Estado passa por problemas na segurança por causa de conflitos entre facções. Na 4ª e 5ª posições de municípios mais perigosos, estão Cabo de Santo Agostinho (PE) e Eunápolis (BA).
Reduto de Lula é o que mais sofre com os descontos do INSS

BRASIL, 11 de novembro de 2025 – As fraudes envolvendo descontos associativos no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) estão afetando diretamente beneficiários do Nordeste, região que tradicionalmente vota no presidente Lula (PT). Segundo dados oficiais enviados pela autarquia à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, 36,4% das 5,9 milhões de contestações de descontos em folhas de pagamento registradas em todo o país foram apresentadas por beneficiários nordestinos — um total de 2.147.653 reclamações. O número é praticamente idêntico ao do Sudeste, que aparece com 2.142.615 contestações, o equivalente a 36% do total das contestações registradas pelo INSS. No entanto, quando se considera o tamanho da população atendida pelo INSS em cada região, a diferença se torna expressiva. O Sudeste possui 18 milhões de beneficiários, enquanto o Nordeste tem 11 milhões. Ou seja: proporcionalmente, o número de nordestinos que contestaram descontos indevidos é maior, o que mostra que a fraude tem impacto mais concentrado e significativo sobre a população nordestina. Na prática, isso significa que um em cada cinco beneficiários do Nordeste relatou não reconhecer débitos de associações e sindicatos, enquanto no Sudeste essa relação é de um em cada oito beneficiários. O escândalo do INSS é um esquema onde associações suspeitas fizeram descontos automáticos e sem autorização nas folhas de pagamento de aposentados. Isso foi possível devido à colaboração de servidores do INSS. As fraudes resultaram em desvios bilionários. A contestação desses descontos foi possível após a revelação do escândalo. Ela reforça a percepção de que as fraudes atingem com mais intensidade as regiões onde há maior vulnerabilidade social e econômica, e onde muitos aposentados dependem integralmente do benefício previdenciário como fonte de renda. Entre as demais regiões, o Sul registrou 619.983 reclamações (11% do total), o Norte, 453.536 (8%), e o Centro-Oeste, 195.133 (3%). Somadas, essas três regiões respondem por menos de um quarto das contestações nacionais, o que confirma a concentração do problema no Nordeste e Sudeste, especialmente em cidades de pequeno e médio porte com alta concentração de beneficiários.
Nordeste registra mais casos de exploração infantil no país

BRASIL, 18 de agosto de 2025 – O Nordeste lidera o ranking nacional de pontos vulneráveis à exploração sexual infantil, com 6.532 locais identificados nas rodovias federais entre 2023 e 2024. Os dados são do Projeto Mapear, iniciativa da Polícia Rodoviária Federal (PRF) em parceria com a Childhood Brasil. Em todo o país, foram mapeados 17.687 pontos, um aumento de 83% em relação ao biênio anterior (2021-2022). A região Sudeste aparece em segundo lugar, com 5.041 registros. Os agentes da PRF cadastram os locais por meio de um aplicativo que avalia fatores como iluminação, fluxo de pessoas e venda de bebidas alcoólicas. Os estabelecimentos são classificados em quatro categorias: crítico, alto risco, médio risco e baixo risco. Postos de combustível (1.792), pontos de alimentação (1.344) e bares (1.230) são os mais frequentes.
Maranhão integra megaoperação contra o crime no Nordeste

MARANHÃO, 7 de agosto de 2025 – Uma megaoperação contra o crime organizado mobiliza oito estados do Nordeste desde a manhã desta quinta (07). No Maranhão, cerca de 300 policiais civis, militares e integrantes da Força Estadual (Feisp) e do Centro Tático Aéreo (CTA) cumprem mais de 80 mandados judiciais, a maioria de prisão. A ação, chamada Operação Nordeste Integrado, visa reforçar o policiamento em regiões de fronteira, principalmente com o Piauí. As operações no Maranhão concentram-se em cidades como Timon e Caxias, próximas a Teresina; Araioses e Tutóia, na divisa com Parnaíba; e Barão de Grajaú e São João dos Patos, no sul do estado.
Nordeste concentra as 10 cidades mais violentas do país

SÃO LUÍS, 25 de julho de 2025 – Todas as dez cidades com maior taxa de homicídios do Brasil estão no Nordeste, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública divulgado nesta semana. A região enfrenta avanço do narcotráfico e disputas entre facções como Comando Vermelho e Guardiões do Estado. A liderança do ranking é de Maranguape (CE), com taxa de 79,9 homicídios por 100 mil habitantes. O relatório aponta o município como cenário de confrontos violentos entre organizações criminosas rivais. Além do Ceará, Bahia e Pernambuco também têm municípios com índices alarmantes. CEARÁ, BAHIA E PERNAMBUCO DOMINAM LISTA O levantamento revela que três das cidades mais violentas estão no Ceará, cinco na Bahia e duas em Pernambuco. Todas apresentam taxas ao menos três vezes superiores à média nacional, estimada em 20,8 por 100 mil habitantes. Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, os dados expõem a gravidade da crise de segurança em áreas urbanas do Nordeste. O estudo destaca que o crescimento das facções e a ausência de controle territorial são fatores determinantes para os altos índices. CONFIRA O RANKING DAS 10 CIDADES MAIS VIOLENTAS