Rei do Lixo envolve União Brasil em esquema milionário

Esquema Propina

MARANHÃO, 18 de janeiro de 2025 – O empresário Marcos Moura, conhecido como “Rei do Lixo” e com ligação direta ao União Brasil, está no centro de um esquema de desvio de recursos públicos que movimentou mais de R$ 824,5 milhões em contratos fraudulentos. Documentos apreendidos pela Polícia Federal (PF) revelam que o esquema abrangeu 12 estados, incluindo o Maranhão, com R$ 39,3 milhões atribuídos ao estado. O caso chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF) devido à citação do deputado Elmar Nascimento (BA), que possui foro privilegiado. O avanço das investigações gera temor entre lideranças do partido, que já avaliam os impactos nas eleições de 2026. Há preocupação de que o caso afete outras figuras públicas da sigla, além de comprometer candidaturas e negociações para a corrida presidencial.

MA entre estados com mais crianças privadas de direitos

Crianças Maranhão

MARANHÃO, 17 de janeiro de 2025 – O Brasil registrou redução no número de crianças e adolescentes entre zero e 17 anos vivendo na pobreza. Apesar disso, em 21 estados, mais de 50% dessa população enfrenta privações de acesso à renda, educação, informação, água, saneamento, moradia, proteção contra o trabalho infantil e segurança alimentar. Entre os que vivem em pobreza extrema, o número também caiu de 13 milhões (23,8%) para 9,8 milhões (18,8%) entre 2017 e 2023. Os dados fazem parte do estudo “Pobreza Multidimensional na Infância e na Adolescência no Brasil — 2017 a 2023”, divulgado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) nesta quinta-feira. O levantamento, baseado na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PnadC), define privações intermediárias como acesso limitado ou de má qualidade a um direito. Já a pobreza extrema ocorre quando há ausência total desse acesso.

Deputado do Maranhão ganha 10 vezes mais que um do Texas

Deputado MARANHÃO

MARANHÃO, 17 de janeiro de 2025 – Se juntar todo o salário que recebe no ano, um deputado estadual de New Hampshire conseguirá comprar uma TV de 24 polegadas de uma marca pouco confiável. E nada mais. Cada um dos legisladores do estado, no nordeste americano, ganha exatos US$ 100 (pouco mais de R$ 600) anuais. Nos Estados Unidos, ser deputado estadual não é necessariamente um trabalho em tempo integral. Em muitos estados, os parlamentares se reúnem dois ou três meses por ano. Ou nem isso. New Hampshire é um caso extremo. Mas há muitos estados em que os deputados estaduais ganham valores baixos — proporcionais aos dias trabalhados. Mesmo com a alta do dólar, um deputado estadual do Maranhão recebe mais que um deputado estadual do Texas. Dez vezes mais, para ser exato. O salário dos deputados maranhenses é de R$33.448 por mês. Incluído o décimo-terceiro, e feita a conversão cambial, o vencimento anual é equivalente a US$ 72 mil. Já os deputados estaduais texanos recebem US$ 7.200 fixos por ano, mais um per diem de US$ 221 por dia trabalhado para arcar com despesas de transporte, alimentação e hospedagem. Mas isso só costuma acontecer a cada dois anos. Sim, a assembleia estadual do Texas, um estado com uma economia maior que a do Canadá, o território maior que o da França e a população três vezes a da Suécia, só se reúne em anos pares. Ou seja: o calendário está vazio para 2025. E, mesmo nos anos pares, o período regular de atividades não pode ultrapassar 140 dias (geralmente, de janeiro a maio). Assim como em outros estados, o governador do Texas pode convocar o legislativo de forma excepcional se houver algum assunto urgente a tratar. Caso isso não aconteça, os deputados estaduais seguem dedicados aos empregos que mantêm fora da política.

Mais de 8 em 10 casos de contaminação ocorrem no Maranhão

Maranhão Agrotóxicos

MARANHÃO, 17 de janeiro de 2025 – No Maranhão, a pulverização aérea de agrotóxicos tem causado danos graves às comunidades tradicionais, como a de Manuel do Santo, em Timbiras. Durante colheitas de milho e arroz, moradores relataram aviões despejando veneno sobre casas e roçados, afetando a saúde mental e física dos habitantes. A prática tem levado os moradores a pedirem intervenção das autoridades. A legislação brasileira permite o uso de agrotóxicos banidos em diversos países, inclusive nas proximidades de comunidades indígenas e quilombolas.

Cobrança de taxa exportação ameaça produtores no MA

Maranhão Imposto

MARANHÃO, 17 de janeiro de 2025 – A taxação de 1,8% sobre a nota fiscal de exportação de grãos, aprovada pela Assembleia Legislativa do Maranhão, pode comprometer até 15% da margem líquida dos produtores. Os cálculos são da Associação dos Produtores de Soja do Maranhão (Aprosoja-MA), que alerta para o impacto significativo na rentabilidade. José Carlos Oliveira de Paula, presidente da Aprosoja-MA, explica que a taxação, aplicada sobre o valor bruto, aumenta os desafios em um cenário de preços baixos. Atualmente, a saca de soja para entrega em abril está cotada a R$ 116 em Balsas, insuficiente para cobrir os custos de produção e gerar lucro. “Nós não fomos consultados, mas a aprovação passou pela PRV em um processo chamado “jabuti”, no qual alterações são inseridas em outras emendas e orçamentos, que seriam favoráveis ao estado. Os próprios deputados aprovaram, e isso está dificultando muito a vida do agricultor. Se ele já não tem uma margem de lucro e adicionarmos essa taxa de 1,8% sobre o valor bruto, nos preços atuais de R$ 116, isso representa quase 15% da renda líquida. Assim, trabalhar torna-se inviável, principalmente no caso da soja. O milho tem características um pouco diferentes, mas também é taxado”, afirmou.

Maranhão registra quase 900 casos de leishmaniose em 2024

Maranhão Doença

MARANHÃO, 16 de janeiro de 2025 – A Secretaria de Estado da Saúde do Maranhão (SES) registrou 832 casos de leishmaniose em 2024. Foram 605 casos de leishmaniose tegumentar, que provoca lesões na pele e mucosas, e 227 de leishmaniose visceral, a forma mais grave da doença, que atinge órgãos internos como fígado e baço. Segundo o Ministério da Saúde, nos últimos dois anos, 30 pessoas morreram devido à doença no estado. O Maranhão, junto ao Tocantins, é considerado uma área de risco muito intenso para infecções de leishmaniose. Entre os sintomas da forma visceral estão febre, emagrecimento e anemia, enquanto a forma tegumentar causa úlceras e pode afetar mucosas em casos graves. A maior incidência ocorre em cidades litorâneas. Em São Luís, foram registrados 32 casos em 2023, sendo 19 de leishmaniose visceral e 13 tegumentar. Dados da Secretaria Municipal de Saúde (Semus) apontam que homens foram os mais afetados pela forma visceral, enquanto mulheres predominam entre os casos tegumentares.

Vendas no comércio varejista do Maranhão caem em dezembro

Maranhão retração

MARANHÃO, 15 de janeiro de 2025 – A 24ª edição do Índice do Varejo Stone (IVS) apontou queda de 4,1% nas vendas do Maranhão em dezembro, na comparação anual, destacando o Maranhão com a quinta maior retração. O estudo, que acompanha mensalmente as movimentações do setor varejista, é uma iniciativa da Stone, empresa de tecnologia e serviços financeiros que é a principal parceira do empreendedor brasileiro. No recorte regional, apenas cinco estados apresentaram resultados positivos no comparativo anual: Roraima (3,9%), Sergipe (3,5%), Rondônia (2,2%), Pará (1%) e Goiás (0,9%). Os outros vinte estados tiveram resultados negativos, com a maior queda em Santa Catarina (7,1%), seguido por Paraná (4,8%), Rio Grande do Sul (4,7%), Mato Grosso e Rio de Janeiro (4,6%), Espírito Santo (4,1%), Rio Grande do Norte (4%), Mato Grosso do Sul (3,7%), Piauí (3,1%), Acre (3%), Amazonas e Tocantins (2,9%), São Paulo (2,4%), Amapá (2,2%), Paraíba (2,1%), Minas Gerais e Bahia (2%), Ceará (1,5%), Pernambuco (1,1%) e Alagoas (0,3%). O Distrito Federal também acompanhou a série de quedas, com uma retração de 4,3%. SEGMENTOS Na análise por segmento, todos reportaram queda mensal: Tecidos, Vestuário e Calçados (7%), Móveis e Eletrodomésticos (6,4%), Outros Artigos de Uso Pessoal e Doméstico (4,5%), Livros, Jornais, Revistas e Papelaria (3,7%). Hipermercados, Supermercados, Produtos Alimentícios, Bebidas e Fumo (3,3%), Artigos Farmacêuticos (2,3%), Combustíveis e Lubrificantes e Material de Construção (1,8%). No acumulado de 2024, o segmento de Combustíveis e Lubrificantes teve o melhor desempenho do ano, com alta acumulada de 3,1%, seguido pelo setor de Artigos Farmacêuticos, que registrou crescimento de 2,5%. O segmento de Móveis e Eletrodomésticos acumulou alta de 1,1%, enquanto o setor de Outros Artigos de Uso Pessoal e Doméstico apresentou um leve crescimento de 0,3%. Já entre os resultados negativos, o segmento de Livros, Jornais, Revistas e Papelaria apresentou a maior queda anual, com retração de 1,8%, seguido pelo setor de Tecidos, Vestuário e Calçados, que acumulou queda de 0,6%. O setor de Hipermercados, Supermercados, Produtos Alimentícios, Bebidas e Fumo apresentou retração anual de 0,5% e o segmento de Material de Construção também teve queda de 0,2%.

Maranhão é o único estado com mais de mil obras paralisadas

Maranhão obras

MARANHÃO, 15 de janeiro de 2025 – O Maranhão é o estado com o maior número de obras públicas paralisadas no Brasil, totalizando 1.232 empreendimentos inacabados, ou 76,8% dos contratos locais. Os dados foram divulgados no relatório mais recente do Tribunal de Contas da União (TCU), que registrou, até o fim de 2024, 11.941 obras públicas paradas no país, equivalente a 52% dos contratos em andamento. Além do Maranhão, Bahia e Pará ocupam as posições seguintes no ranking, com 972 e 938 obras paralisadas, respectivamente. Esses números representam 69,6% e 65,5% dos contratos em cada estado. No levantamento por setor, a área da saúde lidera com 4.580 obras paradas, seguida pela educação básica, com 4.094 empreendimentos. Infraestrutura e mobilidade urbana ocupam o terceiro lugar, com 1.243 projetos inacabados.

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