MPF investiga suspeitas em diplomas e faculdades no MA

MARANHÃO, 20 de março de 2026 – O Ministério Público Federal (MPF) no Maranhão instaurou inquérito civil para apurar supostas irregularidades na oferta de ensino superior por instituições privadas no estado. A medida foi formalizada por portaria assinada pelo procurador Hilton Melo, com base em Notícia de Fato encaminhada ao órgão. As investigações envolvem o Centro de Ensino Superior Santa Fé, a Faculdade Brasileira de Estudos Avançados e o Colégio Brasileiro de Estudos Avançados. Segundo o MPF, há indícios de problemas na emissão e registro de diplomas, além de questionamentos sobre o credenciamento junto ao Ministério da Educação. O procedimento analisa possível descumprimento da Portaria MEC nº 1.001/2021, que define regras para funcionamento e validação de cursos superiores no país. As suspeitas incluem práticas que podem afetar direitos de consumidores, especialmente estudantes em busca de formação acadêmica regular.
Brandão supera Lula em aprovação no MA, diz pesquisa Quaest

MARANHÃO, 19 de março de 2026 – A Quaest, contratada pela TV Mirante, divulgou pesquisa que aponta maior aprovação do governo de Carlos Brandão em comparação ao governo Lula no Maranhão. O levantamento foi realizado entre os dias 12 e 16 de março, com 900 eleitores, margem de erro de três pontos percentuais e 95% de confiança. De acordo com os dados, a gestão estadual tem aprovação de 64% dos entrevistados, enquanto 25% desaprovam e 11% não souberam ou não responderam. Já o governo federal registra aprovação de 62%, com 36% de desaprovação e 2% de indecisos. Além da avaliação administrativa, a pesquisa também mediu a percepção sobre a sucessão estadual. Segundo o levantamento, 57% dos entrevistados consideram que Carlos Brandão merece eleger seu sucessor, enquanto 33% discordam e 10% não opinaram.
PRF flagra mais de mil pessoas sem cinto nas rodovias do MA

MARANHÃO, 17 de março de 2026 – A Polícia Rodoviária Federal (PRF) registrou, entre 1º de janeiro e 14 de março de 2026, mais de mil flagrantes de pessoas sem cinto de segurança nas rodovias federais que cortam o Maranhão. O levantamento aponta 1.103 ocorrências envolvendo motoristas ou passageiros. No mesmo período de 2025, a PRF contabilizou 844 casos desse tipo de infração. Dessa forma, os dados indicam um aumento de cerca de 31% nas ocorrências relacionadas ao não uso do cinto de segurança nas estradas federais do estado. Além disso, o levantamento também identificou alta nas infrações envolvendo o transporte de crianças sem os dispositivos obrigatórios. Em 2026, foram registrados 266 casos de ausência de cadeirinhas, bebê conforto ou assento de elevação.
Maranhão registra crescimento de 351% no PIB em 30 anos

MARANHÃO, 17 de março de 2026 – Levantamento da plataforma Brasil em Mapas, com base em dados do IBGE corrigidos pela inflação, mostra que o Produto Interno Bruto (PIB) do Maranhão teve uma expansão real de 351,1% entre os anos de 1995 e 2025. Esse desempenho coloca o estado na 7ª posição no ranking de crescimento entre as 27 unidades da federação, superando a média de crescimento do país no período, que foi de 222,2%. Além disso, o resultado da economia maranhense também ficou acima da média registrada para a região Nordeste, estimada em 265,7% nas últimas três décadas. O estudo analisou a evolução do PIB brasileiro ao longo de 30 anos, utilizando dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) já corrigidos pela inflação para medir o crescimento real das economias estaduais. AUMENTO DO PIB NOMINAL E PARTICIPAÇÃO NACIONAL De acordo com os dados consolidados do levantamento, o PIB nominal do Maranhão registrou um salto significativo, passando de R$ 6,39 milhões em 1995 para R$ 169,9 milhões em 2025. Com esse avanço, a participação do estado na economia nacional também cresceu, passando a responder por cerca de 1,36% do PIB do Brasil em 2025. A pesquisa destaca que, apesar de ainda representar uma parcela relativamente pequena da economia brasileira, o crescimento maranhense não é um caso isolado. Na verdade, ele acompanha a tendência observada em diversos estados do Norte e Nordeste. No Nordeste, o Maranhão aparece entre os estados de maior dinamismo, ao lado do Piauí e do Rio Grande do Norte.
TCU apura irregularidades em verbas para enchentes no MA

MARANHÃO, 14 de março de 2026 – O Tribunal de Contas da União (TCU) identificou indícios de irregularidades em pedidos de recursos federais feitos por dois municípios maranhenses para ações emergenciais após chuvas em março de 2024. A decisão consta em acórdão da Primeira Câmara do órgão, que considerou a denúncia parcialmente procedente. Por unanimidade, os ministros do TCU determinaram o envio de cópia do processo ao Ministério Público Federal (MPF) no Maranhão. O objetivo é que o MPF avalie a adoção de possíveis medidas na esfera federal sobre o caso. As prefeituras de Carutapera e Lagoa Grande do Maranhão solicitaram verbas à Defesa Civil Nacional. Elas justificaram os pedidos alegando que fortes chuvas haviam causado impactos significativos à população local, com milhares de pessoas desabrigadas, desalojadas ou afetadas. Os relatórios enviados ao governo federal pelos dois municípios apontavam números expressivos. Os dados informavam 80 pessoas doentes, 270 desabrigados e 1.240 desalojados em decorrência das chuvas na região. Com base nessas informações, o governo federal autorizou o repasse de aproximadamente R$ 486 mil. Esse montante seria destinado a ações emergenciais de assistência à população afetada especificamente em Lagoa Grande do Maranhão. Os auditores do TCU verificaram que os pedidos foram apresentados em março de 2024. Embora os recursos tenham sido liberados cerca de dois meses depois, o dinheiro acabou não sendo utilizado pelas prefeituras. Após notificações feitas pelo tribunal aos gestores municipais, o valor integral foi devolvido aos cofres federais em julho de 2025. Mesmo com a devolução, a equipe técnica do TCU identificou outro aspecto preocupante nos documentos. A análise revelou uma grande semelhança entre os formulários enviados pelos dois municípios. Justificativas, metas e valores muito parecidos levantaram dúvidas sobre a veracidade e a consistência das informações registradas nos sistemas oficiais. Paralelamente à auditoria federal, a própria prefeitura de Lagoa Grande do Maranhão instaurou um procedimento interno para apurar as falhas. A investigação municipal concluiu que três servidores inseriram informações inconsistentes no sistema federal de desastres.
TCU conclui análise sobre uso do Fundef no Maranhão

BRASÍLIA, 13 de março de 2026 – O Tribunal de Contas da União (TCU) concluiu que o Governo do Maranhão utilizou regularmente recursos do precatório do Fundef. A decisão foi tomada por unanimidade pela 2ª Câmara da Corte, que analisou representação sobre possível desvio de finalidade no uso de cerca de R$ 370 milhões vinculados ao fundo da educação. A denúncia chegou ao tribunal com base em reportagens que levantavam suspeitas sobre o uso de recursos do Fundef em despesas fora da área educacional. O documento também mencionava possível favorecimento em contrato administrativo com uma empresa de engenharia, devido a supostos vínculos familiares com o governador do estado. Durante a análise, a área técnica do TCU verificou que os recursos do precatório do Fundef foram separados entre valor principal e juros de mora. Conforme o relatório, apenas os juros foram utilizados em despesas fora da educação, situação considerada permitida por entendimento do Supremo Tribunal Federal e pela jurisprudência da própria Corte de Contas. Segundo o tribunal, houve autorização judicial para aplicar parte dos juros em despesas públicas não diretamente vinculadas ao ensino. Ao mesmo tempo, a maior parcela dos valores do Fundef permaneceu destinada à educação, incluindo pagamento de profissionais do magistério, conforme prevê a legislação. A documentação apresentada pelo Governo do Maranhão indicou que a separação dos valores ocorreu de forma adequada. Os recursos classificados como juros foram registrados em fonte específica de receita e aplicados em áreas da administração pública, como saúde, assistência social, urbanismo e transporte. No caso do contrato citado na representação, o tribunal verificou que os pagamentos ocorreram com recursos provenientes dos juros do precatório do Fundef. Por serem considerados receitas próprias do estado, o TCU entendeu que não possui competência para avaliar o mérito da licitação ou eventual direcionamento do processo.
Lei do Maranhão sobre soja aguarda decisão da Suprema Corte

BRASÍLIA, 13 de março de 2026 – O ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu destaque e retirou do plenário virtual o julgamento que analisa a suspensão de processos relacionados à moratória da soja. Com isso, a ação será reiniciada no plenário presencial da Corte, em uma data ainda não definida, e os votos já apresentados no ambiente virtual deixam de valer. A decisão final servirá de referência para ações que questionam leis estaduais sobre o tema, incluindo a do Maranhão. Até o pedido de destaque, o placar do julgamento no plenário virtual registrava quatro votos favoráveis e um contrário à decisão do relator, ministro Flávio Dino. Ele havia determinado a suspensão de processos judiciais e administrativos que discutem a moratória em todo o país. Votaram com Dino os ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes, enquanto Dias Toffoli se manifestou contra a suspensão. Fachin justificou a medida para evitar decisões contraditórias enquanto o STF analisa o tema de forma definitiva, partindo de uma lei do Mato Grosso. O QUE ESTÁ EM JOGO A moratória da soja é um acordo privado entre empresas do agronegócio e organizações ambientais para não comprar soja produzida em áreas desmatadas da Amazônia Legal, que abrange parte do Maranhão. Ambientalistas apontam que o pacto, nos últimos 10 anos, foi fundamental para reduzir o desmatamento ligado à expansão do cultivo do grão na região. A decisão do STF deve influenciar diretamente a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7823, que contesta a Lei nº 12.475/2023 do Maranhão. A norma maranhense retirou benefícios fiscais de empresas exportadoras que participem de acordos que “limitem a expansão da atividade agropecuária”, como é o caso da moratória da soja. Partidos políticos e entidades ambientalistas, autores da ação no STF, argumentam que a lei estadual pune companhias que adotam compromissos ambientais voluntários. Eles alertam que a medida pode enfraquecer as políticas de proteção da Amazônia e prejudicar a imagem das exportações brasileiras. “Sem a moratória, aumenta-se o risco de que a soja volte a estar associada com desmatamento na Amazônia”, afirma a porta-voz de Florestas do Greenpeace Brasil, Ana Clis Ferreira. Ela complementa que estimativas indicam que o fim do acordo pode levar ao desmatamento de até 9,2 milhões de hectares. Isso, segundo ela, comprometeria a meta brasileira de zerar o desmatamento até 2030 e agravaria a crise climática, especialmente diante da preocupação internacional com cadeias livres de desmatamento.
CNJ investiga ocultação de R$ 62 bilhões em dívidas no MA

MARANHÃO, 10 de março de 2026 – O corregedor nacional de Justiça (CNJ), Mauro Campbell, determinou que o Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) adote medidas para combater a ocultação de dívidas em consultas públicas do mercado de crédito. A decisão, assinada no último dia 26, atinge outros oito estados e responde a um levantamento dos Cartórios de Protesto do Brasil que revelou um esquema de proporções bilionárias. Nos últimos cinco anos, a Justiça autorizou o esconderijo de pelo menos 2,9 milhões de débitos, que somam R$ 62,1 bilhões, mantendo as dívidas ativas, mas invisíveis em pesquisas por CPF ou CNPJ . De acordo com as informações da Corregedoria, a prática é conhecida como “indústria limpa nome” e envolve a obtenção de liminares de forma ardilosa para camuflar a inadimplência. O ministro do CNJ Mauro Campbell classificou o esquema como uma “grave ameaça à segurança jurídica e à higidez do ambiente de crédito no País”. Além disso, ele alertou que a ocultação fraudulenta gera um “apagão de dados” que induz credores a erro e fomenta a inadimplência sistêmica.