MA contabiliza mais de 12 mil internações anuais por queimaduras

Queimaduras Maranhão

MARANHÃO, 26 de outubro de 2023 – O Maranhão se depara com um cenário de mais de 12 mil internações anuais em virtude de queimaduras, segundo informações da Associação Maranhense de Apoio aos Sobreviventes de Queimaduras (AMASQ) e do DataSUS. Esse registro coloca o estado como um dos mais afetados por internações relacionadas a queimaduras no país. Durante o período de 2015 a 2020, o Maranhão contabilizou um total de mais de 56 mil casos de internações ligadas a queimaduras. Apesar da recente inauguração de uma ala especializada no Hospital da Ilha, em São Luís, a AMASQ enfatiza a necessidade de um centro específico para o acompanhamento a longo prazo dos pacientes queimados após a alta hospitalar. A associação oferece diversos serviços vitais, como terapia ocupacional, fisioterapia, atendimento psicológico, além de fornecer hidratantes e malhas compressivas. Depende de doações e voluntários para continuar seu trabalho vital. Enquanto isso, um projeto de lei está em tramitação no Congresso Nacional para garantir atendimento adequado a vítimas de queimaduras no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). A Secretaria de Estado da Saúde (SES) informou que seu foco é a recuperação dos pacientes, oferecendo uma série de serviços especializados, incluindo cirurgia plástica, balneoterapia, curativos especiais, fisioterapia, terapia ocupacional e acompanhamento psicológico. A SES também encaminha os pacientes que necessitam de reabilitação para um centro especializado, que atende dezenas de adultos e crianças.

Maranhão é o 4º estado com maior taxa de analfabetismo no Brasil

Analfabetismo Maranhão

MARANHÃO, 26 de outubro de 2023 – Apesar da redução da taxa de analfabetismo nacional para 5,6%, o Maranhão permanece como um dos estados com os maiores índices dentre os estados brasileiros. Com 609 obras de escolas paralisadas e inacabadas, o estado enfrenta dificuldades estruturais que impactam diretamente no acesso à aprendizagem. A análise dos números revela a concentração do analfabetismo em determinadas regiões e faixas etárias, indicando a necessidade de políticas educacionais que atendam às demandas específicas de cada contexto. Com 12,1% de analfabetismo, o Maranhão se une a estados como Piauí (14,8%), Alagoas (14,4%) e Paraíba (13,6%), destacando a importância de investimentos contínuos e ações efetivas para promover a alfabetização e o acesso à educação. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD).

MA tem quase 30 mil pessoas que trabalham por app, diz pesquisa

APP Maranhão

MARANHÃO, 25 de outubro de 2023 – Um estudo revelou que no último trimestre de 2022, o Maranhão contava com 27 mil pessoas que atuavam no mercado de trabalho por meio de plataformas digitais, como aplicativos de serviços e comércio eletrônico. Os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD) Contínua revelaram que, em média, os trabalhadores que utilizavam plataformas digitais de serviços ou comércio eletrônico dedicavam cerca de 42,3 horas semanais ao trabalho, em contraste com as 36,7 horas da média geral dos trabalhadores no Maranhão. Isso representa uma diferença de 5,6 horas a mais para os trabalhadores digitais. Além disso, o rendimento médio mensal desses trabalhadores digitais foi surpreendentemente superior. Enquanto a média geral das pessoas ocupadas no Maranhão foi de R$1.440, os trabalhadores digitais auferiram uma média de R$1.904 por mês, mostrando uma vantagem financeira na utilização de plataformas digitais para trabalho principal. Essa tendência também foi observada em nível nacional, onde os trabalhadores digitais ganhavam mais do que a média geral dos trabalhadores, destacando a viabilidade econômica desse modelo de trabalho. No Brasil, a média geral de rendimento mensal para trabalhadores foi de R$2.513, enquanto os trabalhadores digitais obtiveram R$2.645.

Vale manteve mais de 20 mil empregos no 1º semestre do MA

Vale Maranhão

MARANHÃO, 30 de setembro de 2023 – A Vale desembolsou R$3,5 bilhões no Maranhão no primeiro semestre de 2023, considerando investimentos e custeio; e manteve 22,2 mil empregos entre trabalhadores próprios e terceiros permanentes. O montante financiou ações sociais e ambientais, tanto voluntárias quanto obrigatórias. Já em compras com fornecedores locais (matriz e filial), a empresa investiu R$2,2 bilhões no período, movimentando a economia do estado e nos municípios onde atua. Os números fazem do Balanço Vale+, publicação com informações sobre a atuação econômica, social e ambiental da empresa, lançada este mês e disponível para acesso no site www.vale.com/ma. Em tributos, as operações da empresa no Maranhão geraram entre janeiro e junho R$157,5 milhões em ICMS, ICMS Importação e ISS. Já os dispêndios ambientais e sociais da Vale somaram cerca de R$234,7 milhões. Nos primeiros seis meses do ano, também foram realizadas diversas iniciativas com o objetivo de contribuir para o desenvolvimento dos municípios e a melhoria da vida das pessoas, em frentes como cultura, saúde, educação, geração de trabalho e renda. Um dos exemplos é o projeto Trilhos da Alfabetização, resultado da parceria entre Fundação Vale, Consórcio Intermunicipal Multimodal (CIM) e Fundação Getúlio Vargas (FGV), que beneficiou 60 mil estudantes, de mais de 1.000 escolas dos municípios maranhenses. A iniciativa, que também já capacitou 4 mil educadores, gestores e técnicos no estado, vai ao encontro da meta nacional de alfabetizar as crianças até os oito anos de idade, uma das prioridades do Ministério da Educação. Sobre a Vale no Maranhão – As operações da Vale no Maranhão são estratégicas para a mineração no Brasil e contribuem para fortalecer a competitividade da empresa. É por meio da Estrada de Ferro Carajás – que tem cerca de 900 quilômetros e interliga o Pará ao Maranhão – que toda a produção da empresa nessa região é transportada. E ainda, é por meio do Terminal Marítimo de Ponta da Madeira, o maior porto privado do Brasil emmovimentação de carga, que embarcamos o minério de ferro para os mercados consumidores, em especial a China, um dos principais clientes da atualidade.

Pacientes sofrem com escassez de insumos nos Hospitais do MA

Hospital Maranhão

SÃO LUÍS, 28 de setembro de 2023 – Mães de crianças alérgicas, que dependem de leites específicos para sua nutrição, têm vivido momentos angustiantes no Hospital Juvêncio Matos, onde relatam a falta do insumo há dois meses. Cada lata desses leites especializados tem um valor que ultrapassa R$ 280. No âmbito do programa de assistência a essas crianças, a média de distribuição é de oito latas de leite, o que representa um custo significativo para os cuidadores. A falta desses insumos compromete diretamente o tratamento e a qualidade de vida dos pequenos pacientes. Em resposta às críticas e preocupações levantadas por essas mães e pela comunidade, a Secretaria de Saúde do Estado divulgou uma nota oficial afirmando que o problema da falta de leite será solucionado até o dia 18 de outubro. Apesar das declarações do governo estadual negando problemas de repasse de recursos para os hospitais do Maranhão, segundo o portal SLZ Online, vários profissionais da saúde reafirmaram a escassez de medicamentos e utensílios básicos nos hospitais. Em nota, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) defendeu que tem realizado, de forma regular, o pagamento mensal ao Instituto de Saúde e Gestão Hospitalar (Invisa), responsável pela gestão dos hospitais públicos do Maranhão. Com informações do SLZ Online.

Mais de 50 mil maranhenses aguardam perícias médicas

INSS Maranhão

MARANHÃO, 25 de setembro de 2023 – Mais de 50 mil maranhenses aguardam por perícias médicas e sociais que lhes permitam acessar benefícios essenciais. Segundo dados divulgados pelo Ministério da Previdência Social, 29.717 pessoas aguardam perícia médica para benefícios de incapacidade, enquanto outras 21.998 esperam pela avaliação médica e social necessária para o Benefício de Prestação Continuada (BPC) de deficientes. Em resposta a essa situação alarmante, o governo federal lançou um mutirão de atendimentos. Durante o último final de semana, em 23 e 24 de setembro, as agências da Previdência Social em São Luís e nos municípios de São Bento e Timon abriram suas portas para realizar atendimentos especiais. Na segunda-feira, 25 de setembro, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) deu início ao processo de ligar para os segurados que aguardam por perícias médicas relacionadas à concessão de benefícios por incapacidade temporária, anteriormente conhecidos como auxílio-doença, por um período superior a 45 dias. Para tornar mais fácil o contato com os cidadãos que estão na fila, a Central de Atendimento 135 alterou seu número. Agora, quando o INSS fizer uma ligação para remarcar, confirmar ou antecipar o agendamento de perícias médicas e/ou avaliações sociais, o número (11) 2135-0135 aparecerá na tela do telefone do segurado. É importante destacar que esse número não aceita chamadas de volta e não possui WhatsApp. Em casos em que os segurados fiquem hesitantes em atender à chamada ou suspeitem de atividades fraudulentas, o INSS aconselha que liguem gratuitamente para o número 135 para esclarecimento. O número do SMS da Central 135 continua sendo o 28041. Portanto, se um segurado receber uma mensagem de texto no celular com esse número, poderá confirmar que é o INSS entrando em contato. O INSS também ressalta que nunca solicitará informações confidenciais, como números de documentos, fotos para comprovação biométrica facial, informações de contas bancárias ou senhas por meio de contato telefônico com os segurados.

Setembro é marcado por greve e paralisações no Maranhão

Greve Maranhão

MARANHÃO, 22 de setembro de 2023 – O mês de setembro ainda não terminou e está sendo palco de uma série de eventos que evidenciam a insatisfação e as dificuldades enfrentadas por diferentes setores no estado do Maranhão. Na área da segurança pública, os policiais civis realizaram nesta quarta (20), a primeira paralisação de advertência com medidas administrativas tomadas pelos delegados, sendo uma forma de protesto ao não atendimento da solicitação da categoria ao Governo do Estado. Entre elas estão o reajuste salarial e a estruturação para melhores condições de trabalho. Essa primeira paralisação, teve a duração de 24h. Não havendo resposta do Governo, a segunda paralisação será de 48h, nos dias 27 e 28 de setembro. Quem também busca por melhorias, são os funcionários do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA). Em uma paralisação feita na manhã desta quarta (20), os servidores se reuniram com faixas e cartazes, para chamar a atenção do governo cobrando reajustes salariais e melhores condições de trabalho. Além disso, a educação no Maranhão também está sofrendo com uma greve. Os professores da Universidade Estadual do Maranhão (Uema) e da Universidade Estadual da Região Tocantina do Maranhão (Uema Sul) estão em paralisação há vinte e nove dias. A categoria pede reajuste salarial de 50,28% e afirma que o salário está defasado há 10 anos. Dizem ainda que o governo retirou R$ 168 milhões do orçamento das universidades estaduais no primeiro semestre deste ano, ‘sucateando ainda mais as instituições’. Por meio de nota, o Governo do Maranhão informou que mantém aberto o canal de diálogo com os docentes da UEMA e UEMASUL. Ao mesmo tempo, ressaltou que está realizando estudos sobre as carreiras dos servidores públicos estaduais. O objetivo é garantir a equidade e valorização das carreiras, levando em consideração os limites orçamentários. Já o Tribunal de Contas do Maranhão (TCE), informou que o projeto de lei que dispõe sobre o reajuste de revisão anual dos servidores efetivos e comissionados foi aprovado por este órgão em 5 de julho deste ano. O Processo aguarda a votação e aprovação da ALEMA. A Secretaria de Estado da Gestão, Patrimônio e Assistência aos Servidores (SEGEP), informou que realiza estudos técnicos das carreiras dos servidores públicos do Maranhão, inclusive da Polícia Civil, e que busca tanto garantir a equidade e valorização das carreiras, quanto respeitar os limites orçamentários.

Maranhão tem a menor densidade médica do país

Médico Maranhão

BRASÍLIA, 14 de setembro de 2023 – A pesquisa “Demografia Médica no Brasil 2023” (DMB), conduzida pela Faculdade de Medicina da USP em colaboração com a Associação Médica Brasileira (AMB), revelou dados atualizados sobre a oferta e distribuição de médicos no país, levando em consideração as novas informações populacionais do IBGE apresentadas no Censo 2022. Uma das conclusões alarmantes do estudo é que o estado do Maranhão assumiu a posição de menor densidade médica do país, com apenas 1,17 médico para cada 1.000 habitantes. Anteriormente, essa posição era ocupada pelo estado do Pará. Essa mudança representa um desafio significativo no acesso à assistência médica na região maranhense. Os dados atualizados do IBGE de 2022 revelaram que a taxa de médicos por 1.000 habitantes diminuiu não apenas no Maranhão, mas também em outros três estados: Amapá, Mato Grosso e Santa Catarina. O Brasil como um todo conta com 545.767 médicos, o que representa uma densidade médica de 2,69 profissionais para cada 1.000 habitantes, considerando os novos números do censo do IBGE. Com essa taxa, o Brasil se aproxima da densidade médica de países como Estados Unidos, Japão, Canadá e Chile. No entanto, ainda permanece abaixo da média dos países membros da OCDE, que é de 3,7 médicos por 1.000 habitantes. O Distrito Federal superou a marca de seis médicos por 1.000 habitantes, tornando-se a região com a maior densidade médica do país. Em seguida, vêm Rio de Janeiro (4,19) e São Paulo (3,57). No contexto das capitais, São Luís registrou uma posição relativamente melhor, com quase cinco médicos por 1.000 habitantes, totalizando 4,72. Isso a colocou à frente de outras quatro capitais: Rio Branco (3,01), Manaus (2,77), Boa Vista (2,68) e Macapá (2,21).

Gostaríamos de usar cookies para melhorar sua experiência.

Visite nossa página de consentimento de cookies para gerenciar suas preferências.

Conheça nossa política de privacidade.