Sindicato do irmão de Lula perde quase 100% dos filiados

Sindicato Sindnapi

BRASIL, 16 de outubro de 2025 – O Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos da Força Sindical (Sindnapi) perdeu 98% dos seus filiados em poucos meses. A entidade, que tem José Ferreira da Silva, o Frei Chico (irmão do presidente Lula), como vice-presidente, viu a base cair de 317 mil para cerca de 5 mil contribuintes. A debandada começou em abril, após o início da Operação Sem Desconto da Polícia Federal, que investiga fraudes em descontos associativos. A situação financeira do sindicato tornou-se crítica, com dificuldades para pagar salários de funcionários. A crise foi amplificada pela implementação de um novo sistema do INSS em maio.

Ministro manda bloquear bens do Sindicato do irmão de Lula

Sindicato Lula

BRASÍLIA, 15 de outubro de 2025 – O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça determinou o bloqueio de R$ 390 milhões em bens e valores do Sindicato Nacional dos Aposentados e Pensionistas (Sindnapi). O vice-presidente da entidade é José Ferreira da Silva, o Frei Chico, irmão do presidente Lula (PT). Frei Chico, no entanto, não é alvo do inquérito. Mendonça afirmou que o valor é equivalente ao total de descontos feitos pelo sindicato entre 2021 e janeiro de 2025. A decisão atingiu dirigentes do sindicato como o atual presidente, Milton Baptista de Souza Filho, e o espólio do ex-presidente João Batista Inocentini, que morreu em 2023. A informação foi revelada pela coluna de Fabio Serapião, do portal Metrópoles, nesta terça (14), e confirmada pela Gazeta do Povo.

Governo articula empréstimo bilionário para ajudar Correios

Governo Correios

BRASIL, 15 de outubro de 2025 – Diante de dificuldades financeiras enfrentadas pelos Correios, o governo federal busca viabilizar um empréstimo de R$ 20 bilhões com Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e instituições privadas, com respaldo do Tesouro Nacional. O objetivo é garantir recursos para manter as operações e implementar um plano de reestruturação da estatal de entregas, que inclui medidas como demissões voluntárias, ajustes no plano de saúde e renegociação de dívidas acumuladas. A empresa calcula a necessidade de R$ 10 bilhões em 2025 e outros R$ 10 bilhões em 2026. Esses valores buscam reforçar o capital de giro e financiar ações previstas no plano de recuperação. O valor final do empréstimo ainda está em negociação. Não se descarta a possibilidade de o Tesouro realizar um aporte adicional, a depender das condições fiscais do governo. As tratativas sobre a operação de crédito ocorreram em reunião na quinta-feira 9. Conforme informação do jornal Folha de S.Paulo, ela contou com a presença dos ministros Fernando Haddad, da Fazenda; Esther Dweck, da Gestão e Inovação; e Frederico de Siqueira Filho, das Comunicações; além de representantes do Tesouro, da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, do Banco do Brasil e da Caixa. Ainda não foi definida a participação exata de cada banco, mas BTG Pactual, Citibank e ABC Brasil, já credores dos Correios, integram as negociações.

Lula discute sucessão de Barroso com Dino e demais ministros

Lula STF

BRASÍLIA, 15 de outubro de 2025 – O presidente Lula reuniu-se com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) para debater a indicacação ao cargo que será deixado por Luís Roberto Barroso. O encontro ocorreu na noite desta terça (14), no Palácio da Alvorada, e contou com a presença de nomes de peso do Judiciário e do governo. Dessa forma, Lula deu início ao processo para escolher seu terceiro indicado ao STF na atual gestão. Estiveram presentes no encontro os ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Gilmar Mendes e Flávio Dino, além do ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski. O objetivo principal da reunião foi colher opiniões sobre o perfil ideal para a próxima indicacação ao Supremo. O nome mais forte no momento é o do advogado-geral da União, Jorge Messias.

TCU aumenta pressão e governo Lula teme reprovação de contas

tcu lula

BRASÍLIA, 14 de outubro de 2025 – O governo do presidente Lula enfrenta crescente preocupação com a possibilidade de reprovação de suas contas pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Decisões recentes da Corte reforçaram cobranças sobre o cumprimento rigoroso das metas fiscais e ampliaram a tensão dentro do Executivo federal. O TCU determinou que o resultado primário deve alcançar o centro da meta fiscal, e não apenas o limite inferior, como vinha sendo adotado desde o início do novo arcabouço. Além disso, o tribunal considerou irregular a inclusão de receitas incertas no Orçamento com o objetivo de evitar congelamento de despesas. Técnicos do tribunal também preparam novo alerta contra a exclusão recorrente de despesas e renúncias de receitas, utilizadas para atingir a meta fiscal. Integrantes do governo ouvidos pela Folha de S.Paulo afirmaram, sob anonimato, que o TCU envia um recado político claro e demonstra pouca tolerância com manobras fiscais. Para membros da equipe econômica, se não houver ajustes imediatos, o tribunal pode recomendar ao Congresso a rejeição das contas presidenciais. A última reprovação de contas ocorreu em 2016, quando o TCU considerou irregulares as contas de 2015 da então presidente Dilma Rousseff, no episódio conhecido como “pedaladas fiscais”. Parte do governo defende adoção rápida de medidas corretivas, receosa de repetir erros passados. Técnicos que vivenciaram o processo de 2015 afirmam que a demora em agir pode ser interpretada como continuidade de práticas irregulares. Outros setores acreditam que ainda há espaço para reverter decisões desfavoráveis e evitar novos desgastes. O Ministério da Fazenda não se pronunciou sobre o assunto. Já o Ministério do Planejamento e Orçamento declarou que cumpre todas as determinações do TCU, enquanto o tribunal informou que se manifesta apenas por meio de acórdãos. No fim de setembro, o plenário do TCU decidiu, por unanimidade, que buscar apenas o piso da meta de resultado primário é irregular, determinando que o governo mire o centro da meta. A meta fiscal de 2024 prevê déficit zero, mas permite tolerância de até R$ 31 bilhões negativos. O governo estima déficit de R$ 30,2 bilhões, dentro desse limite. O Executivo já anunciou que solicitará reconsideração da decisão. Caso o tribunal mantenha o entendimento até o próximo relatório de receitas e despesas, em 22 de novembro, técnicos da Junta de Execução Orçamentária admitem que pode ser necessário congelar até R$ 30 bilhões para cumprir o centro da meta.

Presidente Lula tem pior desempenho no Congresso desde 1988

Lula Congresso

MARANHÃO, 13 de outubro de 2025 – Em seu terceiro mandato, o presidente Lula tem o pior aproveitamento no Congresso desde a redemocratização do país, em 1988. O chefe do Executivo conseguiu transformar em lei apenas 62 das 239 matérias enviadas entre 2023 e outubro de 2025 — um total de 25%. No primeiro mandato, Lula transformou em lei 77% das matérias encaminhadas ao Congresso; no segundo, o percentual foi de 69%. Já o ex-presidente Jair Bolsonaro teve 182 medidas aprovadas, com um aproveitamento de 49%. Os dados são do Estado de S. Paulo, que considerou o envio de projetos de lei, propostas de emenda à Constituição, projetos de lei complementar e medidas provisórias pelo governo ao Congresso.

Decreto de Lula aumenta influência da primeira-dama Janja

Lula Janja

BRASÍLIA, 13 de outubro de 2025 – O governo federal publicou um decreto que determina o apoio do Gabinete Pessoal da Presidência às atividades de interesse público exercidas pela primeira-dama, Janja. A medida, assinada pelo presidente Lula e pelos ministros Rui Costa e Esther Dweck em agosto de 2025, altera a estrutura administrativa da Presidência. O texto modifica normas de 2023 e formaliza um suporte que já ocorria na prática desde o início da gestão. O Gabinete Pessoal, chefiado por Marco Aurélio Santana Ribeiro, possui 189 cargos. A mudança consolida uma atuação que a primeira-dama já vinha realizando. Em abril de 2025, a Advocacia-Geral da União (AGU) havia publicado uma orientação normativa sobre a atuação do cônjuge do presidente.

Lula quer pacote de bondades de R$ 100 bilhões em 2026

Lula 2026

BRASIL, 10 de outubro de 2025 – O governo Lula pretende lançar em 2026 um pacote de ações sociais e econômicas com impacto estimado em R$ 100 bilhões. Contudo, a gestão petista enfrenta dificuldades para garantir os recursos. A equipe econômica precisa encontrar R$ 126 bilhões em novas fontes de receita depois da rejeição, pela Câmara dos Deputados, da medida provisória que substituiria o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). A proposta previa arrecadar R$ 20,9 bilhões somente no ano que vem. O Ministério da Fazenda estuda alternativas para compensar as perdas arrecadatórias. Enquanto isso, o Palácio do Planalto e o Ministério do Planejamento não se manifestaram. Uma das principais apostas é o aumento da tributação sobre rendas mais altas, incluído no projeto que isenta do Imposto de Renda quem ganha até R$ 5 mil mensais. O custo subiu de R$ 25,8 bilhões para R$ 31,2 bilhões, e o texto aguarda votação no Senado. NOVOS CRÉDITOS O governo federal também espera arrecadar R$ 19,8 bilhões com o corte de benefícios tributários, ainda em discussão no Congresso. Sem novas receitas, há risco de cortes ou aumento do endividamento. No campo habitacional, Lula deve anunciar nesta sexta-feira, 10, em São Paulo, a ampliação do crédito imobiliário. Ele elevará o teto do Sistema Financeiro de Habitação de R$ 1,5 milhão para R$ 2,25 milhões. Um novo programa permitirá a famílias com renda até R$ 9,6 mil pedir empréstimos de R$ 5 mil a R$ 30 mil para reformas, com recursos do Fundo Social do Pré-Sal e da Caixa Econômica Federal.

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