Engajamento da direta cresce e esquerda cai desde eleições

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O Levantamento da agência .MAP considera que perfis de direita fecharam fevereiro com 30,7% do engajamento, enquanto que perfis de esquerda perdem espaço mês após mês desde as eleições. A agência fez análise a partir de amostra extraída diariamente de um universo de 1,4 milhão de publicações no Twitter e no Facebook. Segundo o mapeamento da .MAP, o ex-presidente chegou ao fim de fevereiro com 41,9% de aprovação em 3,17 milhões de publicações que o mencionaram. Já o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mencionado em 4,6 milhões de publicações, teve aprovação em apenas 54% dos comentários cuja faixa se mantém desde setembro. Com aprovação alinhada à de Bolsonaro, Michelle Bolsonaro, ex-primeira-dama, foi destaque no mês de fevereiro, sendo a quarta figura política mais citada nas redes sociais, com 459,7 mil citações, 41%.

Presidente Lula culpa gordos por avanço da fome no Brasil

Lula obesidade

O presidente Lula afirmou que a fome no Brasil é culpa das pessoas que comem mais do que deveriam. A crítica do presidente afeta, diretamente, 55,7% da população considerada acima do peso por estudo divulgado pelo Ministério da Saúde em 2019. “Se produzimos alimentos demais nesse país e tem gente com fome, significa que alguém está comendo mais do que deveria para que o outro possa comer pouco. Significa que estamos desperdiçando alimento. Significa que alguma coisa está errada.” A fala do presidente aconteceu durante a cerimônia de recriação do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea) ontem (28 de fevereiro). Além das críticas aos brasileiros que comem demais, o presidente também reclamou dos hábitos alimentares dos brasileiros. “As pessoas comem muita comida industrializada e pensam que são saudáveis”, disse o petista. “Tem gente morrendo de fome, e gente morrendo de gordura.” Para manter a tradição, Lula voltou a condenar a pobreza pela fome. “E a mais errada de todas é que as pessoas não têm dinheiro para comprar o que comer. Se tivessem dinheiro, iria muita gente querer produzir, iria aumentar a produção, e a gente então teria os alimentos necessários”, disse.

Arthur Lira diz que Congresso não irá rever reformas já aprovadas

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O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), garantiu que deputados federais não estão querendo rever votações de reformas já aprovadas. De acordo com Lira, não há como mudar radicalmente o que já foi aprovado há dois, três ou quatro anos pelos parlamentares. O deputado citou os casos da reforma trabalhista e autonomia do Banco Central, por exemplo. Lira destacou que a pauta prioritária neste momento é a reforma tributária e que o foco está na aprovação da proposta. Para Lira, qualquer avanço que ajude a desburocratizar e simplificar a cobrança de impostos no País é significativo. Ele defendeu a votação de uma reforma tributária possível. “Votamos [na Câmara] o PL do Imposto de Renda e dos dividendos e está parado [no Senado]. Dificuldade vai haver, é um tema que pulsa, mas vamos tentar fazer uma reforma tributária possível”, defendeu. Lira reforçou que não vê mudanças em relação à autonomia do Banco Central e os mandatos dos seus dirigentes. “Esse tema foi um avanço, uma conquista nos últimos anos, o Brasil caminha na direção do que o mundo pensa. Agora, ninguém está acima de qualquer crítica. São duas pessoas que vão dialogar [Lula e Campos Neto]. E eu não vejo nenhum problema do presidente Roberto ir ao Congresso, tenho certeza de que, se ele for, se houver um convite, com bastante sensatez, essas coisas serão esclarecidas”, disse. Lira defendeu que o texto que vai definir o novo marco fiscal do governo seja um texto médio que atenda a responsabilidade fiscal e os compromissos com a justiça social. Segundo ele, essa nova âncora, que vai substituir o atual teto de gastos, deve ser um texto moderado. Lira disse que acredita que tanto o Ministério do Planejamento quanto o da Fazenda vão apresentar um texto equilibrado. Hoje, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que a proposta de um novo arcabouço fiscal será apresentada em março ao Congresso Nacional. “O governo deve apresentar um texto equilibrado, que trate da responsabilidade fiscal, sem esquecer a justiça social, um texto moderado. Antes de falar do que pode desmanchar, vamos falar do que vamos construir”, afirmou. Lira ainda criticou a judicialização de propostas aprovadas por ampla maioria pelo Congresso e barradas por um quórum não qualificado pelo Supremo Tribunal Federal ou por decisões liminares monocráticas. Para ele, essas decisões têm impacto direto na segurança jurídica do País e atrapalham o investimento privado. Arthur Lira explicou que, quando decisões que atingem o investidor, as empresas, a vida financeira do País, o questionamento de votações no Legislativo por maioria simples de 6 a 5 (no Plenário do STF) fragiliza e prejudica a segurança jurídica no País. Ele defendeu que certas decisões na Suprema Corte sejam por quórum qualificado de 3/5 do tribunal. “Todas as vezes que o Congresso não decide, se judicializa. Numa prática harmônica de convivência, o que nós precisamos fazer é um esforço muito grande com muita humildade para que cada poder reflua para o seu espaço constitucional”, destacou o presidente.

Pacheco se une a Lira em defesa da autonomia do Banco Central

Autonomia do Banco Central

Após o presidente da Câmara Federal, Arthur Lira (Progressistas), manifestar sua contrariedade ao projeto petista de retirar a autonomia do Banco Central, foi a vez do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD), criticar a possibilidade. “É uma autonomia que afasta critérios políticos de um órgão que tem um aspecto técnico muito forte, que é o Banco Central”, disse.  Pacheco lembrou que o projeto que trata do tema foi aprovado no Senado e na Câmara, sancionado e depois confirmado no Supremo Tribunal Federal (STF). Para ele, a autonomia do Banco Central é um avanço para o país. Pacheco disse que é preciso cuidar dos problemas do país dentro da realidade que se apresenta — a da autonomia. Para ele, é importante buscar “pontes” entre o presidente Lula, que tem criticado os juros altos, e o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, para que seja possível “ter um propósito comum bem-sucedido”. Ele definiu Campos Neto como um homem preparado e afirmou ver o presidente Lula como determinado a combater a fome e buscar estabilidade para o país. Mais cedo, o senador Otto Alencar (PSD-BA) também afirmou que “o melhor caminho é o entendimento”. O parlamentar admitiu considerar os juros muito altos (13,75% ao ano), mas disse esperar que quando Lula e Campos Neto se sentarem à mesa, um entendimento será possível para baixar a taxa.

Lula manda Dilma Rousseff ocupar cargo na China

Lula e Dilma

Por indicação do presidente Lula, a ex-presidente Dilma Rousseff deve deixar o Brasil para ocupar um cargo em Xangai, a 18 mil quilômetros de distância, na China. Dima deverá ocupar a presidência do Novo Banco de Desenvolvimento (New Development Bank), chamado de Banco dos Brics. Crido em 2014, durante a 6ª Cúpula dos Brics, o banco tem o objetivo de mobilizar recursos para projetos de infraestrutura e desenvolvimento sustentável nesses países. O grupo de países que integra o conselho do banco é formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Indicado por Bolsonaro em 2020, o atual presidente do banco é o diplomata e economista Marcos Troyjo. Sabedor de sua condição política, Troyjo já acertou sua saída do cargo neste mês. Os demais membros do bloco já deram o aval para a substituição. Com a decisão de Lula, Dilma deverá deixar o Brasil e morar em Xangai até 2025.

Congresso vai manter autonomia do Banco Central, diz Arthur Lira

Arthur Lira

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), colocou-se contra uma possível proposta do governo Lula que revogue a autonomia do Banco Central (BC). Lira disse que a maioria dos parlamentares é contrária à revisão da regra.  “Tecnicamente o Banco Central independente foi o modelo escolhido pelo Congresso”, afirmou Lira. A lei que define mandatos não coincidentes do presidente e dos diretores do BC com o do presidente da República tem sido questionada pela bancada governista (Lei Complementar 179/21). O líder do Psol, deputado Guilherme Boulos (SP), e 11 deputados, apresentaram proposta neste sentido nesta semana (PLP 19/23). O presidente Lula (PT) tem manifestado quase que diariamente sua insatisfação contra a política monetária do Banco Central. Lula reclama da resistência de Campos Neto em rever a taxa de juros. Na verdade, a grande mágoa de Lula diz respeito ao fato do Governo Federal não ter mais controle sobre o Banco Central. A instituição seguiu uma tendência mundial e deixou de ser subalterna e tornou-se independente com Jair Bolsonaro. O fato é que as declarações de Lira devem frear o avanço de Lula contra a instituição.

Preço da cesta básica aumenta no Nordeste no 1º mês de Lula

Lula Nordeste

O custo da cesta no Nordeste apresentou a maior alta na Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos em janeiro. Ainda segundo o levantamento, divulgado nesta semana, a Região Sul apresentou queda. O estudo é do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). O fenômeno coincide com o primeiro mês do governo do presidente Lula (PT). O Nordste foi a região que garantiu a vitória do petista. As capitais nordestinas que registraram as maiores altas foram Recife (7,61%), João Pessoa (6,80%), Aracaju (6,57%) e Natal (6,47%). Por outro lado, as capitais da Região Sul do país apresentaram as maiores quedas, com Florianópolis na liderança (-1,11%), seguida por Porto Alegre (-1,08%) e Curitiba (-0,50%).

‘Não vamos nos curvar ao governo do PT por causa da tragédia de 8 de janeiro’, diz Sergio Moro

Sergio MOro

O senador Sergio Moro concedeu entrevista à Jovem Pan em que afirmou, categoricamente, que o atos de vândalos acontecidos no último dia 8 de janeiro não irão melindrar a oposição. “A gente não pode utilizar esse episódio de 8 de janeiro para simplesmente desistir de fazer oposição ao governo do PT ou criminalizar qualquer espécie de oposição. Às vezes eu me preocupo muito que a gente observa uma tentativa de classificar todo mundo que se opõe ao governo do PT como de extrema-direita. Numa democracia, temos soluções democráticas. Não é porque houve essa tragédia do 8 de janeiro que vamos nos curvar ao governo do PT”, disse. Sérgio Moro reiterou que seu mandato irá ter como fundamento principal o combate à corrupção. “O governo do PT não tem mostrado projeto para o país. Meu objetivo não é acertar contas com o passado, é trabalhar para o futuro. Vou defender no Congresso Nacional a prisão em segunda instância, por mais que essa seja uma pauta difícil. Continuo defendendo o fim do foro privilegiado, acho que isso não se justifica numa República.” Sergio Moro ainda afirmou que a oposição deve se sobressair a figura de Jair Bolsonaro. “Acho que é muito cedo para fazer qualquer tipo de diagnóstico, a oposição não deve se pautar em cima de um indivíduo. O que a gente tem hoje no Senado é um grupo de parlamentares que se colocam claramente como oposição, uma oposição racional a esse governo. É o meu caso, não acredito nas pautas do PT, acredito em abertura da economia, combate à violência, proteger o cidadão, combater a corrupção”, pontuou. O desenvolvimento econômico não pode se basear nessa ideia de nós contra eles, rico contra pobres. A gente está vendo o que me preocupa muito: esses ataques do presidente da República ao regime de metas da inflação, ataques ao Banco Central. Isso nos leva para trás, o que nós temos que fazer é organizar um grupo coeso que não se renda ao fisiologismo para fazer essa oposição”, concluiu. Com informações da Jovem Pan.

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